Rota-Jazz

Entre 21 e 23 de Maio, o jazz voltou a tornar-se no estilo musical de eleição na Trofa. À semelhança de anos anteriores, a autarquia voltou a dedicar um fim-de-semana ao jazz, com três concertos que atraíram numerosos espectadores à edição de 2009 do Rota Jazz.

 Glauco, Fado em Si B e Maria João foram os protagonistas da edição de 2009 do Rota Jazz, que atraíram os amantes do jazz à Trofa durante um fim-de-semana. António Pontes, vereador da Cultura da autarquia fez um balanço “extremamente positivo” da edição deste ano do Rota Jazz. “O nível artístico esteve ao mais alto nível, com relevância dada em toda a comunicação social e um público que vibra cada vez mais com os concertos do ‘Rota’, proporcionando um óptimo ambiente e sempre muito característico, bem ao jeito dos amantes da boa música”, afirmou, em declarações ao NT.

De acordo com o vereador da Cultura, todos os concertos “estiveram em excelente nível, mas o concerto da Maria João foi algo excepcional do ponto de vista artístico”. “Penso que todos ficamos extremamente satisfeitos quando a Maria João referiu que estava a adorar a sala e o ambiente. Para quem já esteve nos grandes palcos do planeta e nos mais prestigiados festivais, fazer esta afirmação aqui na Trofa, penso que foi magnífico e extremamente gratificante”, considerou.

“Outro momento que destaco foi quando o músico aqui da Trofa, o André Oliveira, sentou-se no chão e fez música a partir de uma bilha”, acrescentou António Pontes, considerando que “a Trofa produz grandes talentos em diversas áreas e aqui está mais um”.

Prova do sucesso do Rota Jazz foi a numerosa afluência do público que, segundo o vereador da Cultura, esteve “num excelente nível”. “Todos os espaços estiveram repletos, prova de que esta aposta foi claramente ganha e com ambientes magníficos. No concerto da Maria João, emitimos 250 convites, lotação da sala, e antes 15 dias do concerto já estavam esgotados, o que é elucidativo”, sublinhou.

Para acolher os concertos do Rota Jazz 2009, o Bar M18, o Restaurante Julinha e a Casa do Futebol Clube do Porto da Trofa foram os locais escolhidos, que se revelaram “excelentes apostas”, de acordo com António Pontes. “O Bar M18 está com o ‘Rota Jazz’ desde a primeira hora e os concertos aí realizados têm sempre um enorme ‘espírito’ com um intimismo que se gera entre o público e os músicos que é bom de viver”, afirmou. Já os outros dois locais foram novidade. Enquanto a Casa do FCP da Trofa tem “uma sala excelente para este género de espectáculos”, o Restaurante Julinha “teve como objectivo alargar a área de influência do ‘Rota’ descentralizando a iniciativa”, explicou Pontes. “O concerto deu-nos razão pois a sala encheu, com a presença de gente de fora que nos visitou, juntando a boa gastronomia com a boa música”, adiantou, acrescentando que “no futuro outras opções estarão sobre a mesa” e que a autarquia está “receptiva a solicitações para alargar cada vez mais o espaço e o público do ‘Rota Jazz’ da Trofa”.