Orçada em 37 milhões de euros, a Área de Localização Empresarial da Trofa de 140 hectares vai ser construída em duas fases, sendo que uma terá 57 hectares e a outra 83 hectares, a cargo da empresa municipal Trofa Park. O empreendimento vai nascer junto à saída da A3 e será direccionada para a instalação de actividades económicas, desde a indústria aos serviços, no sentido de dinamizar a economia do concelho.

   A Área de Localização Empresarial da Trofa foi apresentada, esta terça-feira, em Santiago de Bougado, Trofa, no auditório da Junta de Freguesia, perante a presença de inúmeras associações empresariais do país, bem como os responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Orçada em 37 milhões de euros, a estrutura de 140 hectares vai ser construída em duas fases, sendo que uma terá 57 hectares e a outra 83 hectares, a cargo da empresa municipal Trofa Park. O empreendimento vai nascer junto à saída da A3 e será direccionada para a instalação de actividades económicas, desde a indústria aos serviços, no sentido de dinamizar a economia do concelho.

Bernardino Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal da Trofa, estava bastante satisfeito com a apresentação do projecto: "é com enorme satisfação que posso dizer que hoje posso dizer que temos parque empresarial. Não temos ainda Área de Localização Empresarial devido ao processo de licenciamento no Ministério da Economia, mas considero que para o ano podemos apresentá-lo como ALE".

 O edil referiu que o projecto "ambicioso e arrojado", equacionado desde 2004, acaba por criar um "espaço ordenado e diferenciador" no acolhimento empresarial, com várias valências que não se concentra "apenas na indústria, mas também acolhe comércio, formação e actividade social".

A Trofa, na opinião de Vasconcelos, deixa assim de ser "um concelho novo para passar a ser um concelho com novidade".

"Este parque empresarial vai-nos dignificar e ser um ponto de atractividade para novas empresas, como as que se estão a deslocalizar de outros territórios a nível da região, como também da Galiza. É notória a atenção que os empresários da Galiza têm nesta zona, sobretudo na Trofa, face à oferta que estamos a disponibilizar, com qualidade, diferente e pioneira, capaz de ser determinante para o desenvolvimento sustentado em termos económicos e ambientais, porque tentaremos desenvolver um conjunto de empresas sem impacte ambiental negativo", sublinhou.

O presidente da autarquia anunciou ainda que no modelo financeiro de apoio recorrerá a fundos comunitários para cobrir o investimento feito para a estrutura, considerada como "uma das obras fundamentais para a Trofa".

Para Manuel Pontes, presidente da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), este projecto é "muito bom para os empresários, que só têm a ganhar. Sei que eles, inicialmente estavam um pouco cépticos devido a factores geográficos. Eu entendi que a localização do terreno colocava algumas reservas, mas é o único aspecto negativo, porque o resto é perfeito".

O responsável acredita que "pelos contactos que a AEBA já efectuou" é possível "atrair várias empresas estrangeiras, o que é muito importante, porque tentaremos localizar na ALE organizações de valor acrescentado, o que criará postos de trabalho e formação que valorizará os nossos jovens", asseverou.

Considerando um "projecto que faz todo o sentido", o ex-ministro da Economia, Augusto Mateus, sublinhou que "hoje em dia a competitividade depende de cada empresa, mas também do ambiente onde ela se insere, do acesso a serviços avançados, de capacidade logística, do acesso aos mercados e da troca de experiências".

"Hoje as empresas precisam de espaços de qualidade como este para se consolidarem e crescer, um espaço de exigência qualificado, bonito e bem gerido, onde o custo será sempre maior do que um mero loteamento industrial, mas onde o valor que se retira desse investimento é exponencialmente superior", assegurou Augusto Mateus.

Cátia Veloso