Adeptos e jogadores profissionais juntaram-se para o terceiro encontro de troca de cromos do Trofense. Clube está no top cinco das colecções mais vendidas da empresa Plantel.

A promessa de que havia cromos raros atraiu dezenas de adeptos do Trofense que se juntaram na zona vip do estádio. No local, havia dois adeptos que só precisavam de 11 para completar a caderneta, por isso, no sábado, a iniciativa – da responsabilidade do blogue SouTrofense em colaboração com o clube – foi uma oportunidade de ouro para conseguir mais alguns cromos raros e aproximar-se do grande prémio: uma Playstation 3.

Este foi o terceiro encontro promovido pelo blogue de apoio ao emblema da Trofa. Mas desta vez também os jogadores se juntaram à febre dos cromos para tirar fotografias e dar autógrafos. Ricardo Santos, autor do blogue, é um dos que aproveita sempre a presença dos atletas para ter os cromos personalizados. Admite que a iniciativa “tem corrido muito bem”, apesar de “agora faltarem poucos cromos” para completar a caderneta.

As vantagens deste tipo de iniciativas não se limitam a achar cromos raros. Para Ricardo Santos, o mais importante é “o convívio entre os jogadores e os adeptos”. “É interessante pedir autógrafos, conversar e estarmos mais próximos deles”. E numa altura difícil que o clube atravessa, devido às incertezas do futuro da direcção, “é importante mostrar que estão todos unidos para apoiar o clube”, atestou.

Nuno Lima, responsável pelo departamento de marketing do Trofense, não escondia a satisfação “por assistir a esta manifestação de interesse pela caderneta e pelo clube”. “É uma iniciativa que está a ter um enorme êxito e esperemos que dure mais alguns meses para que a febre dos cromos acompanhe a febre desportiva pelo Trofense”, asseverou.

A caderneta de cromos foi feita para criar uma “receita extraordinária”, que no final da iniciativa vai proporcionar “uma agradável surpresa”.

A febre dos cromos fez com que cem mil fossem vendidos em apenas um mês. Uma marca que coloca o Trofense no top cinco das colecções com mais sucesso. Para Rui Leal, representante da empresa Plantel, que fabrica os cromos, o clube pode ainda ficar entre as três colecções – de sessenta – que mais sucesso fizeram no país.

E não são só os adeptos que se aventuram na colecção dos cromos. No plantel sénior também há quem se esforce para completar a caderneta. A Serginho faltam 25, mas a recta final do desafio “tem sido complicada”. “No início era muito fácil, não havia repetidos. Agora só com trocas é que conseguimos arranjar os cromos”, explicou.

Homens e mulheres, de todas as idades, juntaram-se para uma iniciativa que tem superado expectativas ao aproximar os adeptos ao clube.