Orquestra Ritmos Ligeiros espalha música além fronteiras há três anos.

Flautas, clarinetes, saxofones, trompetes, trombones, baixo e guitarra são alguns dos instrumentos tocados pelos 30 elementos da Orquestra Ritmos Ligeiros. O projecto nasceu há três anos e conta com músicos da Trofa, de Vila Nova de Famalicão, da Maia e até do Porto, mas o ponto de encontro é no concelho trofense, onde ensaiam e aperfeiçoam as músicas apresentadas nos espectáculos. E porquê “Ritmos Ligeiros”? “Porque devemos optar por aquilo que é nosso e já que fazemos música ligeira com vários ritmos, este era o nome mais adequado”, explicou Vítor Sousa, maestro da orquestra.

O responsável garante que, ao longo de três anos, houve “coisas boas e coisas más”. O facto de já terem actuado um pouco por todo o país e ter levado o nome da Trofa por duas vezes à vizinha Espanha, vai compensando a falta de apoios: “Não ganhámos nada com a orquestra, os músicos pagam todas as despesas com deslocações e actuações e gostávamos de ter algum apoio, mesmo sendo pouco, já ficávamos contentes”. “Acho que merecemos outra atenção da parte de muita gente e das entidades”, acrescentou.

Vítor Sousa fez questão de agradecer o apoio de três pessoas em especial “o comendador J. Serra, que ajudou imenso e cedeu as instalações a custo zero para os ensaios, o senhor António Carriço que também nos ajudou e o senhor Rocha, uma pessoa que continua a ajudar”.

O maestro é o responsável pelos arranjos musicais nas obras interpretadas pela orquestra e procura “ir ao encontro do público”, apostando em “temas conhecidos”, até porque o objectivo é “agradar a quem está do outro lado”.

Vítor Dias é o presidente da orquestra e, apesar de reiterar a inexistência de apoios, acredita que a evolução tem sido “favorável”. O responsável gostaria de “actuar em todas as freguesias do concelho”, mas lamenta que “nem todas tenham um espaço adequado para os concertos”.

Para o futuro, Vítor Dias garante que “há muitos projectos”, mas “poucos” em fase de concretização. O mais ambicioso seria a abertura de uma escola, “com alunos do concelho da Trofa”, onde se pudesse divulgar e ensinar música ligeira.