Esta edição é colocada nas bancas no dia em que é assinado o Tratado da União Europeia.

 É um tratado que nos é apresentado como "histórico" e um grande feito do Governo PS/Sócrates. Na verdade este tratado é contra o país, o povo português e os povos da Europa.

Neste momento, que os noticiários o apresentam como sendo de festa e de grandes vitórias, a esmagadora maioria da população é confrontada com o desemprego, precariedade, pobreza, destruição e privatização dos Serviços Público e o aprofundamento das desigualdades entre os 27 países da União Europeia.

Esta situação será ainda mais agravada porque Portugal terá menor capacidade de defender os seus interesses: iremos perder deputados, perderemos um comissário permanente e perdemos o direito de veto.

Este acordo entre os 27 estados irá reforçar ainda mais o poder da Alemanha, da França e do Reino Unido, expressando a real ideia de colocar os países mais pequenos ao serviço dos grandes interesses económicos dos grandes países e dos grandes grupos económicos.

Para piorar ainda mais, quando todos têm presentes a guerra no Iraque, o tratado hoje aprovado reforçará ainda mais o militarismo e as despesas militares, aumentando ainda mais a política de ingerência nos assuntos internos de outros estados soberanos. 

Por tudo isto, é claro que aqueles que negam o Referendo receiam fazer o debate esclarecedor com a população. O PS e o PSD (com a "ajuda estratégica" do Presidente da República) não querem trazer para o debate com a população o real conteúdo deste tratado e as suas consequências para Portugal.

Mais uma vez (e novamente pelas piores razões) o PS, o PSD e o CDS pretendem que os portugueses acreditem que só há um rumo para a Europa, pretendem que acreditemos que não há alternativa ao desemprego, à guerra e ao encerramento de serviços públicos.

Mais uma vez, é o PCP que tem liderado esta luta pelo Referendo, é o Partido Comunista que está na rua a falar com os trabalhadores e as populações para denunciar o que está em causa com este acordo.

Porque é preciso impedir as deslocalizações de multinacionais, porque é preciso proteger a produção nacional, porque é preciso mais e melhores serviços públicos… é preciso dar voz ao povo para que possamos exigir um outro rumo para a Europa. 
 

Jaime Toga