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Ano 2011

Trabalham menos… e adoecem mais

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Os números não deixam margem para dúvidas… Os funcionários da Câmara Municipal da Trofa adoeceram mais em 2010 do que em 2009 e trabalharam menos horas suplementares em 2010. Autarquia reduziu em 12,5 por cento (55 pessoas) o número de trabalhadores no ano passado.

Em 2010, os funcionários do município da Trofa trabalharam menos 9579 horas extras que em 2009.

Os dados constam da publicação intitulada “Caracterização dos Recursos Humanos dos Municípios da Região do Norte – Dados de 2010”, da CCDR-N – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, publicada em meados de agosto.

Este trabalho compila um conjunto de dados sobre os recursos humanos integrados nos municípios, incluindo graus de qualificação, formação profissional, formas de contratação ou vinculação, remunerações associadas e absentismo. Apresenta ainda uma análise à variação dos efetivos totais entre 2009 e 2010 e a sua relação com a população concelhia.

Neste documento tem particular destaque o facto dos trabalhadores do município da Trofa terem feito 4767 horas extras em 2010, um número que reduziu drasticamente quando comparado com as 14346 horas extra de 2009.

Através deste documento ficamos também a saber que faltaram no ano passado 8546 horas um número bastante superior às 8081 horas em 2009. No que respeita às faltas por doença em 2010 registaram-se 6449 horas contra as 4941 horas de falta pelo mesmo motivo no ano 2009.

A autarquia trofense reduziu em sete por cento o número de funcionários entre 2009 e 2011 numa medida de “poupança” que não põe em causa o funcionamento dos serviços municipais, adiantou a presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima.

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Este estudo é, de acordo com a CCDR-N “uma ferramenta que pretende constituir uma radiografia dos recursos humanos dos Municípios da Região, elaborada com base no balanço social destas autarquias locais, e uma informação pública, útil e transparente, sobre o pessoal efectivo das câmaras municipais da Região e sua evolução recente”.

No total, contabilizavam-se no final do ano passado 42.200 funcionários nas 86 autarquias da Região Norte.

Das conclusões salienta-se que, em 2010, houve uma diminuição líquida de menos um por cento de trabalhadores em comparação com o ano transato, justificada pela não substituição de trabalhadores. {fcomment}

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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