Ainda há quem mantenha viva a tradição. Bordar ainda faz parte do dia a dia de muitas pessoas. 

Maria Emília Silva não tem dúvidas. Bordar “é uma terapia”. Para sustentar a tese, esta mamedense, que se mudou de malas e bagagens para S. Martinho de Bougado quando casou, explicou que desde que se dedicou ao hobby, deixou de tomar os antidepressivos que controlavam o sistema nervoso. “Fervo em pouca água, mas desde que faço bordados que sinto uma enorme paz”, explicou em entrevista ao NT.

O primeiro contacto com o ponto cruz surgiu na escola, nos “trabalhos manuais”, mas não conseguia “ser perfeita”. “Na parte de trás, ficava mal”, contou. Voltou a pegar na agulha quando o primeiro filho estava para nascer, para lhe fazer o enxoval, há 30 anos. Maria Emília procurou “uma amiga”, que lhe ensinou a “aperfeiçoar” a arte. O “bichinho” nasceu e, agora, não há um dia que não pegue na agulha e no pano. “Vou trabalhar das seis da manhã às duas da tarde e, ao chegar a casa, depois de tratar das coisas sento-me e estou até às seis horas a bordar. Depois do jantar, volto a pegar no pano até à hora de deitar”, relatou. 

Faz os bordados na sala de casa, sem a distração da televisão e apenas com a música como companhia. 

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