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Ter memória para derrotar Cavaco

 

Este domingo vamos a votos. Não se trata de cumprir apenas mais um ritual, estamos perante a eleição do Presidente da República.

Disputam as eleições de domingo seis candidatos no entanto, a dúvida parece residir na existência ou não de uma segunda volta. Ou seja, se Cavaco Silva (o candidato que não fala sobre nada) consegue a maioria absoluta que a comunicação social lhe atribui há vários meses.

Sobre o candidato da direita creio que a memória das cargas policiais sobre trabalhadores e os estudantes e a conflitualidade social e institucional durante os seus governos deveriam servir para resolver a situação.

Contudo, recordo que foi ainda durante os governos de Cavaco Silva que aumentou a idade da reforma das mulheres, que o défice público foi consideravelmente agravado e que o trabalho infantil alastrou no país!

Há dez anos atrás, quando a memória estava bem fresca, os portugueses souberam derrotar Cavaco Silva. Agora esperemos que o mesmo aconteça.

Na Trofa lembremo-nos da carga policial sobre a população que exigia justiça em torno de uma situação que envolvia o Clube Desportivo Trofense, ou ainda que durante os 10 anos em que governou (8 dos quais com maioria absoluta) Cavaco nunca permitiu que a Trofa fosse elevada a concelho!

Mas nestas Eleições também temos possibilidade de escolher alguém diferente. Um candidato que afirma que é possível lutar por um Portugal com futuro. O candidato da confiança na construção do país a que o povo e os trabalhadores têm direito, naturalmente falo-vos de Jerónimo de Sousa.

Porque acredito que, em democracia, até à votação tudo é possível e as sondagens não elegem ninguém, sei que é possível uma excelente votação em Jerónimo de Sousa se contarmos com os votos de todos os que acreditam num Portugal que pode ser diferente, que rejeite as inevitabilidades e os fatalismos anunciados pelos senhores do dinheiro.

Porque sei que é possível acabar com a exploração e as injustiças, respeitando os valores de Abril e o seu projecto de sociedade que está ao lado dos que menos têm e menos podem, acredito também que Jerónimo de Sousa pode ir tão longe quanto os portugueses quiserem. E, se os portugueses quiserem, até pode ir à segunda volta!

Pensa nisso mas, acima de tudo, não te esqueças que em democracia não há vencedores antecipados…

Jaime Toga

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