O grupo musical Sons e Cantares do Ave vai lançar um CD com 13 músicas populares para assinalar o 10.º aniversário.

Foi em outubro de 2004 que um grupo de oito pessoas, da Trofa e de Vila Nova de Famalicão, decidiu juntar-se para promover a música e a cultura das gentes do Douro e Minho de Portugal. Nascia assim o conjunto Sons e Cantares do Ave que, dez anos depois, orgulha-se do trabalho desenvolvido em prol do património cultural do concelho, levando o nome da Trofa aos quatro cantos do país.

A década de vida vai ser festejada com o lançamento de um CD de músicas populares, que vai ter lugar na Casa do Futebol Clube do Porto da Trofa, na noite de 11 de outubro. Trata-se do segundo trabalho editado pelo conjunto musical – o primeiro foi lançado em 2008 -, onde podem ser ouvidos 13 temas populares, entre os quais incluem “Rosa Branca”, “Adeus à Laurinda”, “Laranja da China”, “Vira de Nazaré” e “Vai de roda quem mais ama”.

A grande diversidade de vozes (quase todos os elementos são vocalistas), a mestria no manuseio dos instrumentos, o portefólio “com mais de 50 músicas” e a boa disposição que contagia a plateia são os trunfos deste grupo que como segredo para a longevidade elegem “a organização”. “Trabalhamos durante todo o ano. Semanalmente, ensaiamos e somos cumpridores tanto nos horários como nas tarefas a que cabe a cada um”, conta Alcino Lima.

O elemento do conjunto musical garante que os dez anos de história dos Sons e Cantares do Ave têm “mais altos do que baixos”.

Um dos momentos que contam embevecidos aconteceu quando tiveram nota de destaque no jornal Atlântico dos Açores por terem “interpretado magnificamente a Chula Açoriana”, num encontro de cavaquinhos em Vizela, patrocinado pelo Inatel, instituição na qual são sócios e através da qual tiveram oportunidade de tocar em vários locais do país.

Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Arouca, Guimarães. A lista de palcos por onde já passaram ao longo de dez anos parece interminável. Os mais recentes, naturalmente, estão mais frescos na memória, como a atuação em Arouca, que Adelino Alves garante ter sido o local “onde mais gente dançou” num espetáculo do grupo. “E em Valinhas? Nunca imaginei que juntasse tanta gente”, complementa Ercília Araújo, a quem os colegas chamam de “assessora musical” e o elemento “rebelde” do grupo. “A Ercília está no fio da navalha em todos os espetáculos, mas consegue sempre dar a volta ao texto”, conta, entre risos, Alcino Lima.

As históricas caricatas em cima do palco sucedem-se. A exemplo, contam um episódio passado em S. Mamede do Coronado quando ficaram sem som nem luz. “Continuamos a cantar e no fim disse ao público que era só para comprovar que não fazemos playback”, lembrou Ercília, cuja filha de nove anos “acompanha o grupo para todos os palcos, mesmo quando ainda estava na barriga”.

A união do grupo também se comprova pelos jantares de confraternização que promovem anualmente. “É uma família”, completa Ercília Araújo.

No dia 11 de outubro, com o lançamento do CD, o grupo acredita que “a Trofa vai ficar mais rica”. A apresentação está marcada para as 21.15 horas e terá a atuação, além do anfitrião, das escolinhas da Banda de Música da Trofa. Para a concretização deste desejo, o grupo contou com o patrocínio do Armazém Tecidos Carriços.

Os Sons e Cantares do Ave são compostos por Alcino Lima (braguesa), Adelino Alves (bandola), Ercília Araújo (pandeireta), Fernando Dias (bombo), António Martins (bandolim), Joela Pereira (viola), Mário Lima (cavaquinho) e Delfina (viola).