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Chegamos a Outubro e este é o mês para celebrar e relembrar a importância da alimentação saudável, porque o Dia Mundial da Alimentação celebra-se anualmente a 16 de Outubro. Este dia marca a data da fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945.

A celebração do Dia Mundial da Alimentação foi estabelecida em Novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da FAO.

Entre os objetivos da celebração deste dia destaca-se o alerta para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo; o reforço da cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento; a promoção da transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento e o encorajamento da participação da população rural, na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida.

O tema estabelecido para este ano é “Preço dos alimentos – da crise à estabilidade “.

O tema escolhido não poderia ser mais adequado a nível mundial, uma vez que a conjuntura económica atual, social e política, é transversal a vários países, caracterizando-se de grande instabilidade. Assim, a comemoração deste ano pretende alertar para a tendência crescente do aumento dos preços dos alimentos, o que poderá, de forma direta e indireta, induzir a uma alteração do consumo alimentar e da sua adequação nutricional.

A Segurança Alimentar ocorre quando todas as pessoas, em todos os momentos têm acesso, físico e económico, a alimentos suficientes, seguros e nutritivos de acordo com as suas necessidades nutricionais e preferências alimentares, para uma vida saudável e ativa. Ora, em Portugal a segurança alimentar da população poderá estar em causa, nomeadamente junto dos mais desfavorecidos, e por esta razão, é importante neste dia refletir sobre este assunto. Perante a Insegurança Alimentar encontramos a desnutrição proteico-energética, mas também a obesidade.

Num país Europeu como Portugal, o problema da obesidade e a capacidade de fazer escolhas alimentares saudáveis continuam a ser questões relevantes. Talvez a “crise” possa ser uma oportunidade para os consumidores tornarem-se mais cuidadosos no momento de fazer as suas compras. Pois não é verdade que comer com qualidade seja obrigatoriamente sinónimo de maiores gastos.

Ora vejamos, uma das regras de uma alimentação saudável é o consumo diário de fruta e vegetais (3 a 5 peças de fruta/dia). A escolha de qualidade neste caso passa pela escolha mais barata, pois a fruta da época é sempre mais económica e de maior qualidade.

A sopa, uma verdadeira instituição na nossa dieta de tipo mediterrânica e de fácil de confeção. Foi noutros tempos um alimento obrigatório ao almoço, jantar e até ao pequeno-almoço. Hoje é provavelmente para muitas crianças a única forma de comerem legumes na quantidade necessária para verem suprimidas as suas necessidades no consumo de vegetais. Mais uma vez, um alimento barato e saudável.

De facto, o marketing e a oferta alimentar nem sempre têm concorrido para a promoção de hábitos alimentares de qualidade. A oferta é muita, a informação nem sempre é clara, e temos um papel relativamente passivo neste processo, sendo por vezes, até no processo de confeção dos alimentos e das refeições. Visto que a maioria dos alimentos ou refeições pré-confecionados são ricas em açúcar, gorduras e sal, o seu consumo frequente pode ser sinónimo de uma alimentação de má qualidade.

Perante este momento de maior dificuldade, porque não voltar a alguns bons velhos hábitos, como o de aproveitar o que existe de oferta alimentar local e de época; cozinhar as próprias refeições, minimizando assim ao máximo o consumo de alimentos pré-confecionados ou alimentos ricos em açúcar, sal e gorduras. Dá um bocadinho mais de trabalho, mas não se esqueça que o importante é ter segurança nos alimentos que ingere e claro, sentir-se saudável.

Enfermeiras Elsa Silva e Sandra Costa

ACeS Grande Porto I – Santo Tirso/Trofa