Os três vereadores eleitos pelo Partido Socialista na Camara da Trofa votaram, na ultima reunião do executivo Camarário, contra o Relatório de Prestação de Contas relativo a 2006 apresentado por Bernardino Vasconcelos.

  Os Socialistas consideram que "os 485 mil euros de custos com pessoal registados a mais que em 2005 e sem explicação é inadmissível".

A primeira reunião do Executivo Municipal realizada em Abril ficou marcada pela diferença de pontos de vista  entre a maioria PSD, liderada por Bernardino Vasconcelos e a oposição liderada pela Socialista Joana Lima, relativamente à prestação de contas de 2006.

Os socialista acusam o executivo de "não ter ainda concluído o relatorio de partilha com Santo Tirso" e vão mais longe salientando que " finalmente este executivo reconheceu que era imperativo contabilizar amortizações dos vários exercícios, quanto mais não seja das edificações e aquisições entretanto levadas a efeito, o que veio demonstrar que o resultado líquido da autarquia facilmente será absorvido por essas amortizações em falta, uma vez que em 2006 se cifrou em apenas 47.511,69 €uros".

Outro dos alvos da critica dos Socialistas são a "preocupante evolução dos custos com pessoal. Em 2006 os Custos com o Pessoal cresceram 12 por cento mais do que o quádruplo da taxa de inflação. É inadmissível que se aumente estes custos em 485 mil euros num ano, cerca de 35.000 €uros por mês, sem qualquer explicação nos anexos para o efeito".

Na declaração de voto que fizeram chegar à comunicação social os socialistas dizem "não ser aceitável que a explicação dada seja a de que esta evolução se deve à quebra de receita verificada em 2006".

Os deputados do Partido Socialista lançaram ainda duras criticas à execução do PPI – Plano Plurianual de Investimentos cuja execução classificam como "pouco mais que residual, ou seja apenas 27 por cento do estimado" e vão mais longe ao aconselhar a maioria PSD a "rever os processos de elaboração dos PPI". Os vereadores da oposição frisaram que "quando criticamos o PPI por ser optimista, não nos passaria pela cabeça que esta execução pudesse acontecer, estimou-se cerca de treze milhões de €uros para uma execução de três milhões e quinhentos mil €uros.

O que está aqui em causa é a conjugação de um nítido exagero na estimativa das receitas, passando a imagem de grandes obras, e uma grande incapacidade ou inabilidade política na concretização das despesas. Os investimentos importantes que estão a ser feitos, são excluídos a maioria deles dos limites de endividamento, não entendemos, à luz dos dados disponíveis, o porquê de tanta inércia, de tanta incapacidade de realização, haja projectos, que haverá capacidade de endividamento para os financiar, sem necessidade de recorrer a engenharia financeira de duvidosa legalidade, no âmbito da nova Lei das Finanças Locais".

Com base nestes argumentos a prestação de contas acabou por passar mas com os votos contra da oposição.