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Ano 2011

Smed Fest animou mamedenses (c/video)

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O Smed Fest, um Festival de música e artes modernas, teve como propósito “divulgar o regionalismo existente na freguesia de S. Mamede do Coronado”.

A música, a sétima arte e a fotografia foram algumas das artes que estiveram interligadas no Smed Fest. Durante dois dias, S. Mamede do Coronado e os mamedenses estiveram em festa.

O Pesafil foi o local escolhido pelos organizadores para acolher a iniciativa nos dias 4 e 5 de novembro. A ideia de criarem o Smed Fest, um festival de música e artes modernas, surgiu no seio de um grupo de amigos, que pretendia divulgar o regionalismo existente na freguesia. “Esta foi uma iniciativa de vários amigos aqui de S. Mamede do Coronado e alguns de S. Romão de diferentes áreas da música, graffitis, multimédia e cinema que se juntou e decidiu num só recinto e num só festival aliar estas artes modernas ao tradicional, que é o que carateriza o vale do Coronado”, asseverou um dos organizadores, Sérgio Sousa.

Um misto entre artes modernas e artes clássicas foi apreciado pelo público jovem e menos jovem que participou no Smed Fest. “Temos um leque variado de artes modernas, desde pintura, desenho, graffitis, percussão, artes circenses que juntámos também com o associativismo que existe na região. À parte teremos a iniciativa do paintball”, afirmou Sérgio Sousa.

Neste festival de música e de artes modernas também não foi esquecido um dos ex-líbris do artesanato mamedense: a arte santeira. A animação musical do Smed Fest ficou a cargo de oito bandas. “Temos quatro bandas por dia a subirem ao palco, três delas são de S. Mamede do Coronado, e temos também bandas da Maia e de Famalicão”, adiantou o organizador.

Com o dinheiro angariado neste festival, os organizadores pretendem criar uma associação para realizarem mais eventos deste género. “Com todo o dinheiro angariado com a venda dos bilhetes e com os patrocínios, estamos a pensar criar uma associação para realizar este tipo de eventos, e deste modo continuarmos a divulgar o vale do Coronado”, afirmou Pedro Sá, outro elemento da organização.

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Como em todos os festivais há álcool, o Smed Fest primou pela diferença ao promover ações de sensibilização: “Temos uma associação que vai promover ações contra o álcool para tentar sensibilizar os jovens da freguesia a evitarem o consumo de álcool excessivo”, adiantou Pedro Sá.

Este grupo de amigos pretende continuar a organizar este tipo de eventos e deste modo animarem e divulgarem S. Mamede do Coronado.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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