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Ano 2011

Simulacro envolveu mais de uma centena de homens (c/video)

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O alvoroço provocado por dezenas de viaturas de bombeiros chamou à atenção de muitos curiosos, que viram a antiga fábrica ATMA, em Avidos, ganhar vida num simulacro que assinalou o 2º aniversário da VMER do Centro Hospitalar do Médio Ave.

 Uma violenta explosão de gás numa fábrica de produtos têxteis obrigou à intervenção de mais de uma centena de socorristas, que prestaram auxílio a 31 vítimas, três delas mortais.

Logo após a explosão deu-se uma derrocada que obrigou à intervenção do Grupo Especial de Busca e Salvamento que, com dois cães, localizou duas vítimas soterradas.

Um acidente de viação envolvendo duas viaturas ligeiras e um motociclo completaram o cenário de grande envergadura, mas que não passou de um simulacro, que serviu para assinalar o 2º aniversário da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Centro Hospitalar do Médio Ave.

A operação, que decorreu na antiga empresa têxtil ATMA, em Avidos, no concelho de Famalicão, envolveu 34 veículos, 31 dos quais meios dos bombeiros intervenientes, como Famalicão, Famalicenses, Trofa, Santo Tirso, Tirsenses, Vila das Aves e Riba d’Ave. A Cruz Vermelha de Ribeirão, a Autoridade Nacional de Protecção Civil e a Protecção Civil Municipal, a PSP, a GNR e a Polícia Municipal de Famalicão foram as restantes entidades envolvidas nesta operação, que contou ainda com a intervenção de duas viaturas médicas. A VMER chegou com um atraso de uma hora, pois foi acionada para um acidente de viação, na freguesia de Gavião, no concelho famalicense.

Apesar de fazer um balanço positivo do simulacro, Francisco Sampaio, coordenador da VMER, considera que “há alguns ajustes a fazer”.

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“As comunicações são sempre um aspeto a melhorar e neste teatro de operações, elas são sempre complicadas. Este tipo de lacunas acarretam, por vezes, algumas falhas nas interligações com as equipas no terreno”, frisou.

A corporação dos Bombeiros Voluntários da Trofa participou no simulacro com duas viaturas e seis elementos. O comandante João Goulart fez um “balanço positivo” da operação. “A nossa participação pautou-se pela necessidade de colaborar com a viatura médica, constituindo também um exercício pluridisciplinar entre vários agentes, não só os bombeiros, mas também a equipa da viatura médica, numa política de cadeia de socorro continuada”.

Trofa é o segundo concelho que mais solicita a VMER

Com ação predominante nos concelhos de Famalicão, Trofa e Santo Tirso, a VMER tem respondido com eficiência a todas as solicitações. “Tem uma alta taxa de operacionalidade, que apraz revelar. Mais chamadas houvesse, mais tempo passaria na estrada”, salientou Francisco Sampaio.

O coordenador da VMER garantiu que a viatura “consegue responder a todas as solicitações” e “não é muito frequente estar num local e ser chamada para outra ocorrência”.

Em 2010 e no primeiro trimestre de 2011, a Trofa foi o segundo concelho onde a VMER teve um maior número de intervenções, a seguir a Vila Nova de Famalicão. Para João Goulart, este é “o resultado de um trabalho que vem sendo feito ao longo de dois anos na qualidade do socorro prestado pelos bombeiros e socorristas”.

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O quartel de bombeiros da Trofa já foi palco de várias ações de formação do INEM o que para o comandante da corporação é sinónimo de “pluralidade”.

A primeira solicitação da VMER do Centro Hospitalar do Médio Ave foi no concelho da Trofa, a 2 de setembro de 2009, um dia depois de ter entrado em funcionamento. A viatura foi acionada para um acidente de viação, em S. Mamede do Coronado.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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