O Centro Comunitário da ASAS na Trofa realizou, na passada quinta-feira, um simulacro de incêndio, pelo segundo ano consecutivo, para testar o plano de emergência implementado, o ano passado na instituição.

Pouco passava das 15.30 horas quando o alarme foi accionado na ASAS da Trofa. Num espaço de 4 minutos os Bombeiros Voluntários chegaram ao local, acompanhados de um veículo de combate a incêndios e uma ambulância. Tratou-se de uma simulação de incêndio, realizada pelo segundo ano consecutivo, para colocar à prova o plano de emergência implementado, o ano passado na instituição.

Depois de entrarem no edifício, os bombeiros procederam à evacuação de todas as pessoas, que imediatamente receberam assistência médica, como se de um caso real se tratasse.

Satisfeita com o resultado do simulacro, Ana Moreira da Silva, coordenadora técnica do Centro Comunitário da Trofa, considerou, em declarações ao NT/TrofaTv, que o simulacro permitiu mostrar que a equipa da instituição sabe como proceder, perante uma emergência real. “Acho que a equipa está preparada e sabe os procedimentos que tem de fazer, assim como os utilizadores, que já tiveram conhecimento dos procedimentos no ano passado”, afirmou. “Por vezes, com a população idosa há mais dificuldade a nível da evacuação, contudo conseguimos fazê-la bem, conseguimos auxiliar os idosos com maior dificuldade de mobilização”, acrescentou a responsável.

Manuel Peixoto, utente da instituição, foi uma das vítimas resgatadas no exercício preventivo. “Sendo uma coisa simulada para mostrar o que pode acontecer, procurei fazer o meu papel o mais perfeito possível”.

Presente no simulacro, para prestar apoio técnico, encontrava-se Eduardo Gouveia, representante da empresa responsável pelo plano de emergência da instituição. “O ano passado implementámos o plano de emergência e demos formação sobre o mesmo”, explicou, acrescentando que “foram criadas equipas de emergência, equipas de evacuação e de combate do fogo”. “A segunda intervenção correu muito bem, com apenas uma ou duas lacunas, como pessoas que não saíram e pessoas que entraram”, apontou o responsável, sublinhando que os planos de emergência são implementados “para salvaguardar as casas e os bens, mas em primeiro lugar para salvaguardar a vida das pessoas”. A maior dificuldade são sempre as pessoas, o pânico que as pessoas sentem num situação real é uma coisa que não se pode controlar.”, explicou. “As pessoas em pânico não saem, entram e refugiam-se nos cantos, nas casas de banho, debaixo das mesas”. Apesar de “uma ou duas lacunas”, Eduardo Gouveia ficou satisfeito com o resultado e considera que o edifício está preparado para responder de forma eficaz a situações reais. “A valência está protegida, tem equipamento contra incêndios e detecção passiva e activa”. “Para fazer um bom plano de emergência, a arquitectura do edifício tem de ajudar e este edifício, em termos de arquitectura, tem saídas de emergência mais que suficientes”, considerou.

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