Às 11.15 horas em ponto desta quarta-feira o alarme soou na Escola EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques. Tratou-se de mais um simulacro de incêndio, realizado anualmente, integrado no plano de protecção da escola, para testar a segurança do edifício e incutir uma cultura de prevenção no seio da comunidade escolar. O exercício, que implicou a evacuação total da escola, decorreu em pouco mais de um minuto, professores e funcionários se concentraram no campo de jogos da escola.

Em declarações ao NT/Trofa Tv, Paulino Macedo, presidente do Conselho Executivo da escola, fez um “balanço positivo” do simulacro e considera que a escola “possui condições para dar uma boa resposta” em caso de situação real de emergência.

De acordo com o professor, o exercício decorreu “sem anomalias” e com “um tempo recorde”. “Foi em um minuto e pouco que fizemos a evacuação total da escola, o que é um tempo melhor do que o registado no ano passado”, sublinhou.

No sentido de fomentar uma cultura de segurança e prevenção na Escola EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques, são fornecidos ao longo do ano folhetos informativos aos alunos, com indicação dos comportamentos de segurança a adoptar numa situação de emergência. “Os alunos estavam preparados, foi feito ao longo da semana um exercício com papéis na mão, em que cada director de turma, juntamente com os seus alunos, fez uma revisão do percurso de saída da sala de aula”, explicou Paulino Macedo. “Os alunos têm cada vez mais sistematizados os hábitos e regras, o que facilita a execução de um simulacro deste género”, afirmou, acrescentando que apenas para os mais novos do 5º ano este tipo de exercício é uma novidade.

Para o presidente do Conselho Executivo, estes exercícios, realizados ao longo do ano, são importantes para “auferir a capacidade de resposta em situação real, bem como apurar quais as insuficiências e fragilidades da escola”, permitindo assim melhorar a eficácia. No simulacro realizado esta quarta-feira, uma das dificuldades verificadas, segundo o professor, foi o facto de o lugar reservado a alunos do ensino especial no campo de jogos, local de concentração, estar situado no meio. “Se tivéssemos um aluno com cadeira de rodas, teríamos muita dificuldade em colocá-lo ali e, provavelmente, num próximo simulacro o lugar reservado ao ensino especial irá ficar numa das pontas”, avançou.

Paulino Macedo adiantou ainda que está previsto para o 2º período do ano lectivo a realização de um simulacro com ameaça de bomba e no futuro eventualmente um exercício de sismo que, de acordo com o professor, “exige uma disponibilização de meios logísticos mais complicados”.

O levantamento positivo do exercício foi reiterado por Carlos Martins, do Gabinete de Segurança da escola. “Ao longo do ano fazemos a preparação do simulacro, bem como toda uma política de educação para a prevenção”, explicou, acrescentando que um dos objectivos futuros é realização de um simulacro sem notificação, na medida em este foi realizado com aviso prévio.

A realização do simulacro contou com a assistência de dois bombeiros, uma ambulância, elementos da Protecção Civil e ainda da Guarda Nacional Republicana.

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