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Edição 427

“Ser Trofa” é ser solidário

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Até 22 de junho, o auditório da AEBA, no Edifício Nova Trofa, acolhe espetáculos de associações da Trofa. Iniciativa tem cariz solidário, pois “bilhete” de entrada é um bem alimentar.

O Rancho Folclórico da Trofa teve honras de inauguração do palco do “Ser Trofa”, uma iniciativa da AEBA (Associação Empresarial do Baixo Ave), que começou na terça-feira e prolonga-se até 22 de junho. O público que assistiu ao espetáculo não encheu o auditório da associação, situado no Edifício Nova Trofa, pelo que o presidente Manuel Pontes apelou “à divulgação” para que a população se associe a esta iniciativa que está integrada no projeto de dinamização e requalificação urbana dos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro.

“Estes espetáculos merecem mais assistência e estou convicto de que serão participados”, salientou. É que quanto mais adesão houver, mais solidária a iniciativa se torna, já que o “bilhete” de entrada para os espetáculos é um bem alimentar para distribuir por associações de solidariedade do concelho como a APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, ASAS – Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso/Trofa, Conferências de São Vicente de Paulo, delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa e a Santa Casa da Misericórdia da Trofa.

Emília Santos, elemento da Conferência de S. Vicente de Paulo, reiterou a importância dos “donativos” para ajudar os que mais precisam. “Tudo o que vier é bom. Os alimentos são recolhidos e entregues ao Conselho de Zona, que depois divide por todas as conferências. Quanto mais população vier aos espetáculos, mais ajuda”, explicou.

Depois das atuações do Rancho Folclórico da Trofa (11 de junho) e do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado (12 de junho), seguem-se o grupo de dança Star Kids (13 de junho, quinta-feira), Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado (14 de junho) e do Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado (15 de junho).

As atividades retomam na terça, 18 de junho, com o concerto do grupo Sons e Cantares do Ave, e quarta-feira, com uma Noite de Fados. O Grupo de Tradições Infantis de Cidai atua no dia 20 de junho, e nos dois dias seguintes sobem ao palco a Escola de Violinos da Associação de Pais da Escola do Paranho e a Banda de Música da Trofa, respetivamente.

 

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Edição 427

A campanha eleitoral autárquica já está no terreno

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Na democracia representativa em que vivemos, o poder soberano, que reside no Povo, é delegado em cidadãos que o representam na tomada de decisões, interpretando o sentir da população e respondendo às suas aspirações. É assim, deveria ser assim! O meio encontrado para escolher os governantes, nacionais ou locais é a eleição. As eleições autárquicas portuguesas de 2013 ocorrerão obrigatoriamente entre 22 de setembro e 14 de outubro.

Nas próximas eleições estarão em disputa a eleição dos presidentes e vereadores de câmaras municipais, dos presidentes e deputados das assembleias municipais, bem como dos presidentes de juntas de freguesias e dos membros das assembleias de freguesia. Devido à reforma da administração local empreendida pelo atual Governo Constitucional, houve uma redução do número de juntas de freguesia e, consequentemente dos respetivos cargos dirigentes. Foram extintas mais de mil juntas de freguesia, mais de um quarto das atualmente existentes. A Região Centro perdeu mais de 300, o Alto Minho 80 e os 11 Concelhos do Grande Porto perderam mais de 80 juntas de freguesia.

O Ministério da Administração Interna (MAI) vai notificar os eleitores cujas freguesias foram alteradas no âmbito da reforma administrativa, num processo faseado, que deverá terminar em Agosto. De acordo com o MAI, os cidadãos devem conservar o documento recebido, que lhes permitirá, no dia da eleição, a fácil identificação da sua assembleia de voto, a qual será, na maioria dos casos, a mesma e no mesmo local das anteriores eleições. O valor destinado a estas eleições locais está abaixo dos 50 milhões de euros. Comparativamente a 2009, estas eleições vão ficar 9,3 milhões de euros mais baratas.

O mandato dos titulares dos órgãos das autarquias locais é de 4 anos, tendo sido legalmente estabelecida, desde 2005, uma limitação de 3 mandatos consecutivos para os presidentes dos órgãos executivos (presidentes das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia). O processo de candidaturas a estas eleições autárquicas ficou marcado pelas divergências na interpretação da lei da limitação de mandatos. A polémica reside no facto de a lei não referir explicitamente se são apenas proibidas recandidaturas ao mesmo município ou freguesia, ou se, pelo contrário, é impedida a recandidatura dos autarcas ao mesmo cargo, independentemente do concelho ou da freguesia.

É verdade que as eleições autárquicas ainda não foram marcadas e, consequentemente, ainda não foi aberta a campanha eleitoral, mas basta um olhar pelos cantos da nossa terra e ver a grande quantidade de outdoors a anunciar os candidatos a presidentes das câmaras municipais e das juntas de freguesia. É a pré-campanha eleitoral a anunciar uma campanha bem quente.

Na atual situação económica e financeira em que o país vive é exigido aos candidatos, nestas eleições autárquicas, que tenham contenção, sobriedade e respeito: contenção nas promessas, sobriedade nos gastos e respeito, em especial, por aqueles que estão a passar mal. A bem da democracia!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

 

 

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Edição 427

Memória da Casa da Cultura da Trofa reunida em exposição

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Exposição sobre a “Memória da Casa da Cultura da Trofa” está patente até ao dia 31 de julho.

 O percurso do edifício da Casa da Cultura da Trofa, desde a sua construção na cidade do Porto até à atualidade, os vários episódios vividos pela família de Manuel Ferreira da Silva, que habitou a Casa, e as memórias guardadas no edifício municipal. Estes são os ingredientes da exposição “Memória da Casa da Cultura da Trofa” inaugurada no sábado, 8 de junho, e que está patente na sala de exposições da Casa da Cultura durante os meses de junho e julho.

Esta exposição baseia-se em “fontes documentais e testemunhos da família que viveu no edifício”, onde funciona na atualidade a Casa da Cultura da Trofa, bem como de uma “investigação conduzida pelos técnicos da Câmara Municipal da Trofa, nos últimos meses”.

Na inauguração, onde além de estarem presentes várias entidades locais estiveram familiares dos antigos proprietários da Casa, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, referiu que “esta viagem pela memória da Casa da Cultura da Trofa, assinala no concelho, o Dia Internacional dos Arquivos, festejado a 9 de junho, chamando a atenção para a importância dos arquivos e dos repositórios de memórias para a reedificação do passado e a compreensão do presente e, principalmente, para a preservação da nossa história e da nossa identidade coletiva”.

A “exposição histórica” pode ser visitada até 31 de julho, de segunda-feira a sábado, das 10 às 18 horas.

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