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Armindo Costa, presidente da autarquia de Vila Nova de Famalicão, em entrevista ao jornal O Noticias da Trofa falou do vasto programa das Antoninas 2006 e destacou os pontos altos dosséis dias de festa.

O NOTÍCIAS DA TROFA (NT) – Quais os eventos do cartaz mais relevantes das Antoninas 2006?

ARMINDO COSTA (AC) – As Festas Antoninas 2006 contam com um programa diversificado, repleto de animação e alegria, que junta os momentos de veneração ao Santo António às propostas mais lúdicas e tradicionais, numa ligação natural entre o religioso e o profano que caracteriza as grandes romarias. É um programa dirigido a todos os famalicenses, que vai de encontro a todos os gostos e idades. Dos diversos eventos destaco o grande concerto de Martinho da Vila, um nome maior da música popular brasileira, que vai actuar no Estádio Municipal. Mas realço ainda as Marchas Antoninas e o Cortejo Histórico, como os pontos altos das festas, sem esquecer os momentos mais tradicionais como o Desfile Etnográfico, as rusgas populares, os arraiais minhotos, as fogueiras de Santo António e as festividades religiosas, com relevo para a tradicional distribuição do Pão de Santo António e a procissão. São iniciativas que traduzem a essência cultural dos Famalicenses e reforçam a nossa identidade colectiva.

 

NT – Em termos de orçamento e duração há alguma diferença entre a edição 2005 e a edição 2006 das festas? Quais as diferenças e porquê?

AC – O ano de 2005 foi um ano verdadeiramente mágico para Famalicão com as comemorações dos 800 anos da atribuição do Foral pelo Rei D. Sancho I, dos 170 anos de fundação do concelho e dos 20 anos de elevação de Famalicão a cidade. As próprias Antoninas comemoravam 110 anos de existência. Envolvidas por este ambiente de festa, as Festas Antoninas 2005 foram o momento de reviver tradições ancestrais e recordar a história do concelho, através de iniciativas como o Cortejo Histórico e as Marchas Antoninas. Foi neste âmbito, que as Festas Antoninas de 2005 justificaram dez dias de festa e um orçamento obrigatoriamente superior ao dos outros anos, dadas as diversas iniciativas destinadas a evocar a história famalicense. Este ano, teremos seis dias de festa, igualmente com momentos de grande animação para todos os gostos e idades, com motivos de sobra para que todos os famalicenses e os turistas que nos visitam, nomeadamente do vizinho concelho da Trofa, se divirtam.

 

NT – Com 111 anos de existência, considera que as Antoninas são o evento mais relevante e que mais projecta o nome de Vila Nova de Famalicão no panorama nacional?

AC – As Festas Antoninas tornaram-se uma marca do concelho de Vila Nova de Famalicão, na região e no país. São as festas que mobilizam todos os famalicenses, sendo hoje o evento anual mais antigo que se realiza em Famalicão, a par das feiras francas. Por isso mesmo, é natural que estas festas se afirmem como um dos eventos mais relevantes do concelho. No entanto, acho que a projecção de Famalicão no país e no estrangeiro, nomeadamente no norte de Espanha, não se deve a um evento isolado, mas a toda a política cultural que tem sido encetada pelo município.

 

NT – Porquê a escolha de Martinho da Vila como cabeça de cartaz?

AC – Martinho da Vila é um grande nome da cultura lusófona. É um sambista, compositor e interprete, que exibirá em Famalicão toda a cor e alegria da música popular brasileira. Vai ser um grande concerto, no Estádio Municipal, sendo esperadas milhares de pessoas.

 

NT – Qual a avaliação que faz da evolução das Festas Antoninas até hoje?

AC – Com mais de um século de existência, as Antoninas procuram reflectir a autenticidade e singularidade do povo famalicense. Abrangendo um conjunto de iniciativas diversas, conjugando de forma harmoniosa os eventos de carácter religioso com os momentos de animação popular, as Antoninas contam cada vez mais com o apoio e entusiasmo dos famalicenses. Posso referir a título de exemplo, a excelente participação das associações e colectividades na organização dos eventos. Neste âmbito, as Marchas Antoninas deste ano contarão com o maior número de associações e colectividades, o que reflecte bem a evolução favorável das Festas Antoninas.

 

NT– Considera as Antoninas como festas do concelho ou somente da cidade? Porquê?

AC – Como já referi as festas Antoninas afirmam-se cada vez mais como as festas de todos os Famalicenses. Por exemplo, a participação nas Marchas Antoninas Infantis é programada por cada estabelecimento educativo logo no início de cada ano lectivo, constituindo mais uma actividade escolar das crianças. O cortejo histórico começa a ser preparado pelas associações no mês de Janeiro. No fundo, as Festas Antoninas constituem a face visível de um trabalho colectivo, que envolve milhares de famalicenses, desde crianças, jovens e adultos, ao longo de vários meses, seja nas escolas ou nas colectividades. A ideia de que as Antoninas são as festas anuais de todos os famalicenses não é um mero “slogan”. É uma realidade. São as festas que mobilizam o concelho, em torno de uma identidade comum, reflectindo os valores e as tradições mais genuínas deste povo. Deste resto, o dia 13 de Junho até é feriado municipal. Por isso, as Antoninas são um elemento importante da identidade do concelho, não só pela sua antiguidade, que se estende por três séculos, como pela sua capacidade agregadora da população, que fazem delas verdadeiramente as Festas do Concelho, que unem todos os Famalicenses.