A directora do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Braga, Maria do Carmo Antunes, teceu um rasgado elogio ao concelho de Vila Nova de Famalicão em matéria de política social, apontando-o como "um concelho verdadeiramente solidário, onde existem muitas instituições de solidariedade social realmente dinâmicas".

 Maria do Carmo Antunes falava quarta-feira na cerimónia de inauguração das novas instalações da creche da paróquia de Vila Nova de Famalicão, uma obra que implicou um investimento da Creche-Mãe e Patronato da Sagrada Família no montante de 500 mil euros, incluindo equipamento, tendo registado uma comparticipação da Câmara Municipal equivalente a 20 por cento da empreitada. A responsável do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social no distrito de Braga assinalou ainda o facto de a Creche-Mãe ter conseguido construir as suas novas instalações sem necessidade de recorrer ao financiamento da Administração Central, o que, em sua opinião, "é um gesto de louvar". A directora da Segurança Social elogiou ainda a qualidade das instalações e do serviço da Creche-Mãe.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa, também destacou a importância do equipamento: "

É uma obra importante pelo fim a que se destina, mas também por nascer da iniciativa privada, neste caso, por iniciativa da Igreja Católica, que agora passa a oferecer melhores condições para o exercício do seu trabalho social na comunidade famalicense."

As novas instalações da Creche-Mãe e Patronato da Sagrada Família da paróquia de Famalicão, situadas junto à igreja matriz da cidade, foram inauguradas na presença, entre outros, do arcebispo-primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, da directora do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Braga, Maria do Carmo Antunes, de uma representante do Governo Civil.

A celebrar 75 anos de actividade, a Creche-Mãe acolhe um total de 180 crianças dos quatro meses aos dez anos, nas valências de creche, jardim-de-infância e centro de actividades e tempos livres (ATL). O edifício que foi ontem inaugurado serve 43 crianças dos quatro meses aos três anos, que frequentam a creche.

A obra implicou um investimento global de 500 mil euros, sendo que "a Câmara Municipal vai atribuir um subsídio de 50 mil euros para ajudar a custear as obras de construção", conforme anunciou Armindo Costa, salientando que "pela importância desta obra, e pela importância do trabalho desenvolvido pela Creche-Mãe e Patronato da Sagrada Família de Famalicão, a Câmara Municipal não poderia faltar com mais um apoio". "É uma ajuda importante que corresponde a 20 por cento da empreitada", referiu.

Neste âmbito, Armindo Costa lembrou ainda "que em 2006, o Município cedeu à Creche-Mãe o direito de superfície de um terreno para a construção do recreio de apoio ao (ATL), junto à Escola Básica de Mões".

O autarca aproveitou a oportunidade para destacar a política social levada a cabo pelo município, nomeadamente através do trabalho efectuado pela Rede Social nas 49 freguesias do concelho. "Temos no terreno um conjunto de 12 serviços sociais, em seis instituições diferentes, que acabaram de receber certificados de qualidade, fazendo de Famalicão um dos concelhos do País com maior número de serviços sociais certificados. Temos no terreno o Plano de Desenvolvimento Social de Vila Nova de Famalicão, que é a bíblia das nossas políticas sociais", assinalou o edil. E acrescentou: "O sucesso deste trabalho resulta do empenho de todos: das instituições particulares de solidariedade social, que trabalham em parceria com o Município; das Juntas de Freguesia; da Câmara Municipal e dos seus técnicos sociais; da Igreja Católica através dos seus movimentos e instituições locais; e de todos os Famalicenses, pelo grande trabalho invisível de ajuda ao próximo que é feito todos os dias".

Por sua vez, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, aproveitou a oportunidade para apelar à maternidade, salientando que "as creches devem ser "mães", que dão tudo em termos de carinho, ternura e solicitude às crianças". E acrescentou: "Só com esta atitude é possível às instituições que cuidam de crianças tornarem-se num apelo à natalidade".