A palavra brincar aparece naturalmente associada às crianças. Nesta época de Natal parece-nos adequado falarmos da importância dos brinquedos para as crianças e dos critérios de segurança que devemos observar no momento da sua compra.
Embora associemos o ato de brincar a uma atividade própria das crianças, a verdade é que o lúdico está presente ao longo de toda a vida (do bebé ao adulto). Com esta prática podemos adquirir destreza e habilidade física e mental, aprendermos a interagir com os outros e o valor das regras (mesmo quando estamos num contexto de “faz de conta”) e ganhamos confiança e espontaneidade.
O brincar está ao serviço do desenvolvimento da criança desde a mais tenra idade. Durante os primeiros três anos de vida, o desenvolvimento cerebral e a capacidade de aprendizagem são muito maiores que noutras etapas. Dedicarmos tempo a interagir, brincar e criar oportunidades para brincadeira é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.
Frequentemente temos conhecimento de casos de crianças que foram vítimas de incidentes ou acidentes mais ou menos graves em quanto brincavam. Neste sentido, a compra de um brinquedo para uma criança tem de ser um ato consciente e responsável.
O símbolo “CE” num brinquedo garante-nos que este está em conformidade com a legislação de segurança obrigatória para todos os brinquedos comercializados na União Europeia. Nela se estabelecem uma série de requisitos, cujo objetivo é evitar os riscos para as crianças a que são destinados, considerando a sua utilização normal e previsível. Os acidentes devem-se, com frequência, ao facto de se dar um brinquedo que não está destinado à idade da criança ou por ser utilizado de uma forma diferente da destinada.
Os brinquedos certificados “CE” cumprem os requisitos em termos mecânicos e físico, não constituindo perigo para a criança, na medida em que não têm extremidades cortantes ou pontiagudas; não têm peças pequenas desmontáveis, que constituem um risco potencial de asfixia, principalmente nas crianças mais pequenas que levam tudo a boca; superaram testes de resistência (cair, torcer, pressão…) sem se partirem e assim gerar partes mais pequenas; resistência à água; cumprem os limites de nível de pressão sonora para evitar danos permanentes de audição nas crianças.
Para os brinquedos com pilhas ou baterias é importante que o local de recarga do brinquedo esteja fechado com um pequeno parafuso, para não facilitar o acesso.
Se resolver oferecer uma bicicleta, uns patins ou um skate, compre também os equipamentos de segurança: capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina. Lembre-se que uma criança que se desloca de bicicleta, apenas pode circular na estrada a partir dos 10 anos.
ALGUNS CONSELHOS PARA ESCOLHER UM BRINQUEDO:
· O brinquedo deve ter o símbolo CE.
· Verifique se o brinquedo está indicado à faixa etária da criança.
· Respeite o gosto da criança, não partindo do princípio que existem brinquedos que se destinam exclusivamente para meninos ou meninas. Ambos têm necessidades idênticas e o mesmo direito de desfrutar de todo o tipo de brinquedos.
· Não se deixe levar pela publicidade. Os meninos e as meninas devem aprender que a publicidade, diversão e qualidade não têm que estar associadas.
· Observar e respeitar sempre as etiquetas e as possíveis indicações relacionadas com a segurança do brinquedo.
· Os brinquedos devem ser suficientes mas não excessivos. Ter demasiados brinquedos provoca atitudes de menosprezo e falta de interesse. Tem o ano todo para ir propondo novos desafios e brincadeiras à criança.
· Qualidade não significa preços altos, mas há que desconfiar de produtos com preços escandalosamente baratos. Prefira lojas onde vos saibam aconselhar, informar e atender a possíveis reclamações.
Para todos umas Boas Festas, com presentes adequados à idade, seguros e que cumpram a sua função de divertir e de alegar miúdos e graúdos. E lembrem-se, ter brinquedos é importante mas ter com quem brincar também é muito importante.

ACES Grande Porto I – Santo Tirso/Trofa
Enfermeiras Elsa Silva e Sandra Costa