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A segunda fase do saneamento básico ficou suspensa em S. Mamede do Coronado por “falta de verbas”. “Na melhor das hipóteses só em 2012 o projecto poderá avançar na freguesia”. Coube a José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado, anunciar esta decisão da Câmara Municipal, naquela que foi a primeira sessão ordinária com a nova mesa da Assembleia e executivo renovado.

No ponto referente à informação do Presidente da Junta sobre a actividade da mesma, José Ferreira fez saber que após uma reunião com a administração da Trofáguas tomou conhecimento de que foi suspensa a adjudicação do projecto para a segunda fase do saneamento básico na freguesia, face às “dificuldades financeiras que existem na Câmara Municipal”.

No mesmo ponto foi levantada a situação do cemitério, onde se procedeu à colocação das primeiras sepulturas na parte nova “por falta de espaço na parte antiga”, segundo José Ferreira. A acção mereceu a discórdia de Modesto Torres, da bancada do PSD, que considerou que sepultar pessoas na parte nova sem esta estar concluída “vai criar constrangimentos”. José Ferreira avançou ainda que a Junta de Freguesia já procedeu à abertura das inscrições de pretendentes à compra de sepulturas na parte nova, o que poderá trazer algumas receitas, atenuando a “situação financeira difícil”. Para dar prosseguimento às obras do cemitério, José Ferreira referiu que já contactou responsáveis pelas obras municipais para avançar com a certificação da instalação eléctrica na parte nova, que carece ainda desta infraestrutura, acrescentando que será ainda necessário fazer o levantamento de algum pavimento para fazer uma nova passagem de tubos, no sentido da “ligação eléctrica ficar em conformidade com a certificação exigida”. O presidente do executivo esclareceu ainda que relativamente ao cemitério “a parte nova é para concluir, sendo a parte antiga para executar de novo”.

Jardins merecem requalificação mais briosa”

Para além da requalificação dos equipamentos das escolas e Jardins-de-Infância, José Ferreira quer requalificar todos os jardins da freguesia e nesse sentido já reuniu com o vereador do pelouro do Ambiente da autarquia. Em resposta, o executivo municipal disponibilizou-se a fornecer plantas e árvores do horto municipal e funcionários. Do lado da oposição, Modesto Torres questionou o presidente do executivo qual o tipo de intervenção que quer realizar nos jardins. Para responder ao membro eleito pelo PSD, José Ferreira fez referência à Zona Industrial do Soeiro, onde “as árvores atingiram um porte que está a destruir as tampas de saneamento e passeios”. Evocando lugares como Mendões, Casal e Trinaterra, José Ferreira defendeu uma requalificação “mais briosa e cuidada” e deu o exemplo do jardim envolvente à Capela do Espírito Santo, que “merece outra requalificação e onde os arbustos estão deslocalizados”.

Já no período depois da ordem do dia, José Guterres Moreira, elemento do público, questionou o executivo relativamente aos critérios para a distribuição dos cabazes de Natal, queixando-se de que uma mulher residente em S. Mamede do Coronado, com cerca de 90 anos e com rendimentos mensais inferiores a 250 euros, não recebeu o respectivo cabaz. Em resposta, José Ferreira justificou que a responsabilidade da distribuição dos cabazes coube à Câmara Municipal e não à Junta de Freguesia e explicou que esta apenas recebeu as inscrições dos habitantes, cabendo à autarquia a análise dos documentos, tendo em conta as receitas e as despesas das famílias que se candidataram para esse efeito.

Já o mamedense Manuel Leite aproveitou o período reservado à intervenção do público para alertar o executivo para as velocidades elevadas praticadas pelos automobilistas na Rua de Santo António, apelando-o a tomar medidas, como limitadores de velocidade e passadeiras. José Ferreira fez saber que já reuniu com o presidente da Junta de Freguesia de Silva Escura no sentido de travar os excessos de velocidade e garantiu que irá “tentar ser o mais rápido possível” para resolver o problema.