Depois de dar a conhecer a situação difícil que o Trofense está a atravessar, o presidente da Comissão Administrativa do clube, José Leitão, convidou o secretário de Estado do Desporto, Alexandre Mestre, a visitar as instalações e a conhecer as carências no que respeita a infraestruturas.

O governante esteve reunido com os dirigentes José Leitão, Pedro Silva e Marco Carvalho, que elencaram as necessidades prementes de uma coletividade que há três anos figurava na Primeira Liga.

Algumas salas inacabadas que resultaram das obras no estádio e o complexo desportivo em Paradela foram pontos de passagem de Alexandre Mestre e a restante comitiva composta por elementos da Associação de Futebol do Porto e do presidente da Liga

Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Fernando Gomes.

No entanto, o pedido de apoio financeiro endereçado pela Comissão Administrativa ao secretário de Estado parece ter tido o mesmo destino que o remate de Alexandre Mestre numa brincadeira com atletas jovens do clube: esbarrou no poste.

O governante defende que “o movimento associativo tem que encontrar no seu seio formas de ser sustentável financeiramente” e, caso seja necessário apoio, “existe a LPFP e a Federação Portuguesa de Futebol para verem as melhores formas para o futebol ser sustentável e para que os clubes que participam nas competições tenham condições financeiras para nelas permanecerem”.

Alexandre Mestre passou a bola a Fernando Gomes, que também defende que “são os clubes que têm de encontrar meios de sustentabilidade”. Para o presidente da LPFP, “os atuais dirigentes do Trofense, em conjugação com o anterior presidente, têm de encontrar os meios e o equilíbrio necessário para poderem participar numa competição tendo sempre em linha de conta a máxima de que só podemos gastar aquilo que ganhamos”. Fernando Gomes não tem dúvidas que um dos passos da Comissão Administrativa é “ajustar o valor do orçamento à capacidade de gerar receitas”. E fez questão de sublinhar que a LPFP faz “um esforço muito grande na ajuda aos clubes no contrato das transmissões televisivas, no pagamento dos stewards e no apoio da distribuição das receitas da Taça da Liga”.

Bancada no complexo de Paradela é prioridade

Apesar de ainda não haver fumo branco, José Leitão considera que o “mínimo apoio é bem-vindo”. No topo das prioridades, o presidente da Comissão Administrativa colocou a construção de uma bancada no complexo, em Paradela. “No inverno, principalmente, os pais não têm onde se abrigar quer nos jogos, quer nos treinos. E depois para possibilitar que os espectadores possam assistir aos jogos sentados, explicou.

O dirigente gostava ainda de ver concluída a remodelação do estádio, com a conclusão das obras da bancada sul.

A autarquia também esteve representada pela presidente da Câmara, Joana Lima, e pela vereadora do Desporto, Teresa Fernandes. A edil trofense acredita que o Governo “vai ter em consideração” as necessidades do clube mais representativo do concelho, fazendo “o que for possível”. “Como somos muito empreendedores e lutadores, tenho a certeza que no seio de todos os trofenses se irá encontrar uma solução para fazermos face às dificuldades financeiras que o clube atravessa”, concluiu.

Alexandre Mestre defendeu que os clubes “têm de ser criativos” e “apostar nas parcerias” para “não terem uma dependência exclusiva das fontes de financiamento”. E em jeito de sugestão desafiou o Trofense a assumir o “ecletismo”, ou seja, promover novas modalidades desportivas.

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