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Ano 2011

Secretário de Estado visitou instalações do clube (c/video)

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Depois de dar a conhecer a situação difícil que o Trofense está a atravessar, o presidente da Comissão Administrativa do clube, José Leitão, convidou o secretário de Estado do Desporto, Alexandre Mestre, a visitar as instalações e a conhecer as carências no que respeita a infraestruturas.

O governante esteve reunido com os dirigentes José Leitão, Pedro Silva e Marco Carvalho, que elencaram as necessidades prementes de uma coletividade que há três anos figurava na Primeira Liga.

Algumas salas inacabadas que resultaram das obras no estádio e o complexo desportivo em Paradela foram pontos de passagem de Alexandre Mestre e a restante comitiva composta por elementos da Associação de Futebol do Porto e do presidente da Liga

Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Fernando Gomes.

No entanto, o pedido de apoio financeiro endereçado pela Comissão Administrativa ao secretário de Estado parece ter tido o mesmo destino que o remate de Alexandre Mestre numa brincadeira com atletas jovens do clube: esbarrou no poste.

O governante defende que “o movimento associativo tem que encontrar no seu seio formas de ser sustentável financeiramente” e, caso seja necessário apoio, “existe a LPFP e a Federação Portuguesa de Futebol para verem as melhores formas para o futebol ser sustentável e para que os clubes que participam nas competições tenham condições financeiras para nelas permanecerem”.

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Alexandre Mestre passou a bola a Fernando Gomes, que também defende que “são os clubes que têm de encontrar meios de sustentabilidade”. Para o presidente da LPFP, “os atuais dirigentes do Trofense, em conjugação com o anterior presidente, têm de encontrar os meios e o equilíbrio necessário para poderem participar numa competição tendo sempre em linha de conta a máxima de que só podemos gastar aquilo que ganhamos”. Fernando Gomes não tem dúvidas que um dos passos da Comissão Administrativa é “ajustar o valor do orçamento à capacidade de gerar receitas”. E fez questão de sublinhar que a LPFP faz “um esforço muito grande na ajuda aos clubes no contrato das transmissões televisivas, no pagamento dos stewards e no apoio da distribuição das receitas da Taça da Liga”.

Bancada no complexo de Paradela é prioridade

Apesar de ainda não haver fumo branco, José Leitão considera que o “mínimo apoio é bem-vindo”. No topo das prioridades, o presidente da Comissão Administrativa colocou a construção de uma bancada no complexo, em Paradela. “No inverno, principalmente, os pais não têm onde se abrigar quer nos jogos, quer nos treinos. E depois para possibilitar que os espectadores possam assistir aos jogos sentados, explicou.

O dirigente gostava ainda de ver concluída a remodelação do estádio, com a conclusão das obras da bancada sul.

A autarquia também esteve representada pela presidente da Câmara, Joana Lima, e pela vereadora do Desporto, Teresa Fernandes. A edil trofense acredita que o Governo “vai ter em consideração” as necessidades do clube mais representativo do concelho, fazendo “o que for possível”. “Como somos muito empreendedores e lutadores, tenho a certeza que no seio de todos os trofenses se irá encontrar uma solução para fazermos face às dificuldades financeiras que o clube atravessa”, concluiu.

Alexandre Mestre defendeu que os clubes “têm de ser criativos” e “apostar nas parcerias” para “não terem uma dependência exclusiva das fontes de financiamento”. E em jeito de sugestão desafiou o Trofense a assumir o “ecletismo”, ou seja, promover novas modalidades desportivas.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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