"Um caso de saúde pública muito grave" e "desastre arquitectónico" foram algumas das ilações que o Secretariado da Comissão Política Concelhia da Trofa do Partido Socialista tirou durante a visita à freguesia de S. Romão.

  S. Romão foi a segunda freguesia a ser visitada pelo secretariado concelhio PS/Trofa, no âmbito de uma iniciativa que visa percorrer todos as freguesias do concelho da Trofa, para averiguar problemas e necessidades da população trofense.

A empresa Savinor foi a primeira paragem dos socialistas, que aproveitaram para alertar para o "um dos grandes problemas que não afecta apenas S. Romão do Coronado,mas todo o concelho".

Joana Lima, presidente da concelhia do PS/Trofa referiu que o problema do "cheiro nauseabundo" não é o único provocado pela indústria, mas também "o rasto viscoso largado pelos camiões e a praga de moscas que invadem as imediações da Savinor".

Segundo Joana Lima a solução não está no encerramento da fábrica, pois isso acarretaria "a perda de muitos postos de trabalho", mas passa pelo empenho do poder político, que "não tem tido muita vontade de resolver esta situação e que já se arrasta há muitos anos".

A deputada socialista relembrou que o PS/Trofa, juntamente com o secretário coordenador do PS de S. Romão, Joaquim Dias Pereira, fez um requerimento ao Ministério do Ambiente no dia 19 de Setembro, questionando sobre a Savinor, aguardando ainda uma resposta e assegurou que "se for preciso o PS/Trofa terá decisões diferentes do Governo", no sentido de "não deixar cair no esquecimento este imbróglio".

Já Joaquim Dias Pereira afirmou que este problema é o "cancro de S. Romão" e frisou a importância da sua resolução "o mais rapidamente possível".

A Capela Mortuária foi outro dos pontos visitados pelos socialistas e também alvo de críticas, devido à sua localização junto a uma urbanização de condomínio fechado. "A Capela Mortuária é um desastre arquitectónico. O PS de S. Romão tinha um projecto muito mais adequado, que colocava este edifício junto do cemitério, mas a Junta de Freguesia não aprovou", referiu.

ps-romao2-(1).jpgA Quinta de S. Romão é outro dos problemas que continua, na opinião dos socialistas, sem resolução à vista, devido ao "desinteresse da Junta de Freguesia". Joana Lima referiu que, à excepção da zona da sede da Ascor – Associação de Solidariedade Social do Coronado – o espaço está "ao abandono", referindo que é premente a tomada de posição da Junta para o desenvolvimento de um Plano Estratégico de Ordenamento do Território, para a gestão adequada da parcela de terreno doada pela Câmara Municipal de Santo Tirso, que ainda detêm a maior percentagem daquela zona, uma vez que o processo ainda se arrasta pelo tribunais.

Os socialistas questionaram ainda a razão pela qual a habitação social de S. Romão ainda não estar a ser habitada: "não sei quando vai ser a entrega das chaves, mas acho que se está a desperdiçar o capital que temos. Isto é lamentável para as pessoas do nosso concelho". Joana Lima voltou a lamentar o facto de "o presidente da Camara Municipal da Trofa, Bernardino não ter convidado os vereadores Socialistas para a entrega das chaves e de nem sequer ter dado conhecimento sobre esta actividade.

O único ponto positivo desta visita, segundo a deputada socialista, foi nas "excelentes instalações" do Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado, que tem trabalhado muito bem para a comunidade romanense.