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Edição 455

“Se o plano não for aprovado o clube entrará em liquidação”

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Caso o Plano de recuperação não seja aprovado na assembleia de credores, a realizar no dia 17 de janeiro, no Tribunal de Santo Tirso, a viabilidade do Clube Desportivo Trofense está em causa.

Esperança é o sentimento que melhor define o estado de espírito de Paulo Melro, presidente do Clube Desportivo Trofense, que espera que na assembleia de credores, a decorrer no Tribunal de Santo Tirso, no dia 17 de janeiro, seja aprovado o plano de recuperação.

Na assembleia de credores vai ser discutido o plano de recuperação do Trofense, apresentado pela direção de Paulo Melro no Tribunal de Santo Tirso. Para que o clube seja viabilizado são necessários os votos favoráveis de dois terços dos credores atuais, sendo que dos que foram considerados detentores de “créditos comuns” têm de reunir uma percentagem igual ou superior a 50 por cento.

Paulo Melro afirmou, em declarações ao NT, que a direção tem a “consciência” que fizeram “todos os esforços para trazer o clube até esta situação, com todas as dificuldades que são inerentes”. “Agora é a vez dos credores darem o seu apoio e darem o sinal de que acreditam neste projeto e ajudar a viabilizar o clube”, acrescentou, pedindo “um esforço adicional aos credores”, que “permita continuar a levar o clube para a frente”.

O presidente conta com “a colaboração expressa do maio credor”, Rui Silva (presidente de 2006 a 2011), que “garante dois terços dos votos”. Sabendo que há “fatores que não controla”, o presidente está com “alguma apreensão”, por poder “surgir outras empresas a votar contra” (como o caso da Empresa Eurico Ferreira), mas ao mesmo tempo com “alguma esperança” que “as coisas possam ser resolvidas a bem do clube”.

Neste momento, “a solução” é a aprovação do plano de recuperação, pois, caso contrário, “o clube entrará em liquidação” e o Trofense poderá “fechar portas”, pois a outra forma de viabilização, o Plano Especial de Revitalização (PER), foi chumbada em maio de 2013. “Se o plano não for aprovado o clube entra em liquidação. Estamos a falar do fim da linha e a nossa preocupação nestes dias”, declarou, sublinhando que a aprovação do plano, que “será moroso”, vai gerar “esforço por parte de toda a gente para cumprir com as prestações que ficarão acordadas”.

O presidente do clube adiantou que o passivo do emblema trofense ronda os sete milhões de euros. Se o plano de recuperação vier a ser aprovado na assembleia, o passivo do clube passa a cerca de dois milhões e 300 mil euros, tendo em conta a reestruturação das dívidas e a recalendarização dos pagamentos. “Durante 15/16 anos o clube terá esta responsabilidade acrescida, mas pelo menos consegue sobreviver e nós acreditamos que podemos reunir muita gente à volta do clube para ajudar a garantir o futuro”, finalizou.

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Recorde-se que quando o PER foi a votação, o clube conseguiu “cumprir com um dos requisitos, que eram dois terços nos votos totais”. Contudo, “não obteve os 50 por cento nos créditos comuns”, por haver “uma desclassificação dos créditos da Quinta dos Miguéis, que passaram a subordinados”, e pelos “votos tardios das finanças, que fizeram com que não tivessem os 50 por cento”.

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Edição 455

Coronado recebe Rali a 2 de fevereiro (c/video)

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A terceira edição do Rali dos Patrocinadores, promovido pelo Gondomar Automóvel Sport, realiza-se a 2 de fevereiro na freguesia do Coronado.

As estradas da Vila do Coronado vão transformar-se numa pista de rali no dia 2 de fevereiro. As melhores máquinas do circuito nacional vão deixar a sua marca no percurso, com pilotos de renome ao volante. A novidade da prova é a participação ativa dos patrocinadores, que vão sentir de perto as emoções do desporto automóvel.

São eles, aliás, que dão o nome à prova promovida pelo Gondomar Automóvel Sport (GAS) que, depois de duas edições em Valongo, experimenta agora a freguesia do Coronado.

A prova foi apresentada na sexta-feira, 10 de janeiro, na Junta de Freguesia do Coronado. “Fomos bem acolhidos, houve uma recetividade excelente”, referiu Paulo Magalhães, presidente do GAS, convicto que esta será uma prova “muito interessante”. Desde logo pelas características, pois “além da corrida normal, ao segundo, terá a participação dos patrocinadores que farão de pilotos juntamente com os patrocinados”. “Esse é objetivo primordial, de forma a aliciar e a cativar os patrocínios. Hoje em dia, dado o período económico em que se vive, não é fácil arranjá-los e esta é uma forma de fazer com que os anunciantes tenham o conhecimento da realidade e perceber onde é que foi desenvolvido o seu investimento”, explicou.

Por seu lado, José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, parceira na organização, espera que a iniciativa seja um sucesso, sustentando que provas desta natureza “atraem e são apelativas para a grande maioria das populações”. “Vai ser interessante para a nova freguesia, que será promovida e dinamizada e onde serão dadas a conhecer as nossas paisagens”, acrescentou.

O percurso será feito em asfalto, paralelo e terra e, segundo José Ferreira, foi pensado para “causar o mínimo de constrangimentos à população”. Mesmo assim, a Estrada Nacional 318 “estará cortada ao início da tarde”, assim como outras artérias, mas “estão asseguradas as devidas alternativas”, salvaguardou o autarca, que apelou compreensão à população.

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O piloto Zé Pedro Fontes é o padrinho desta prova, da qual tece elogios por “recompensar os patrocinadores” e devolver o rali aos centros urbanos. “Eu sou adepto que os ralis têm de voltar a estar dentro dos grandes centros urbanos e ótimo estarmos tão perto do Porto. Espero que isto seja uma forma de, quem sabe, termos um rali do campeonato nacional nesta zona”, afiançou.

Assim como Zé Pedro Fontes, outros nomes de destaque do automobilismo português, como “João Barros, Vítor Pascoal, Ricardo Moura e o Adruzilo Lopes vão marcar presença na prova”, anunciou Paulo Magalhães, do GAS.

Pela primeira vez envolvida numa organização desta natureza, o executivo do Coronado considera que os encargos financeiros a si imputados, com as forças de segurança e bombeiros, “não irão comprometer” a gestão da Junta de Freguesia.

A organização espera ter na pista do Coronado “entre 30 a 40 pilotos”.

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Edição 455

A troika vai embora este ano. Finalmente!

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Já lá vão quase três anos, que uma missão técnica da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a Portugal, para iniciar negociações sobre o programa de ajuda financeira ao país, a pedido do então primeiro-ministro, José Sócrates, que anunciou, numa comunicação, que o Governo tinha conseguido “um bom acordo”. A assistência financeira internacional era para garantir condições de financiamento a Portugal e ao seu sistema financeiro. É preciso recordar!

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