A empresa Savinor entregou as chaves de um autocarro ao Agrupamento Vertical de Escolas do Coronado e Covelas. Viatura vai servir para levar alunos do Desporto Escolar aos jogos.

Enquanto as duas equipas de futsal do Desporto Escolar da Escola EB 2/3 de S. Romão do Coronado se defrontavam dentro das quatro linhas, o diretor do Agrupamento participava num encontro muito especial com o presidente da Administração da Savinor. A empresa ofereceu uma viatura para transporte dos alunos e a entrega formal aconteceu na quarta-feira, dia 25 de maio.

“A prioridade no uso desta viatura será a deslocação dos alunos para o desporto escolar, sobretudo ao fim de semana, quando é mais complicado encontrar transporte. No entanto, sempre que for necessário, a viatura poderá ser utilizada noutras situações”, explicou José Magalhães, diretor do Agrupamento. Esta oferta veio dar outra mobilidade a todo o Agrupamento, que abrange as freguesias de S. Romão e S. Mamede do Coronado e ainda Covelas: “A dispersão geográfica dos estabelecimentos de ensino era uma lacuna em termos de unidade pedagógica. Sendo possível transportar os alunos entre as diversas escolas, esta unidade sai fortalecida”.

Para além de oferecer a viatura, a Savinor compromete-se também a apoiar o agrupamento na “manutenção” da mesma, embora “todas as despesas, a partir de agora, sejam comportadas pelas escolas”, esclareceu José Magalhães.

João Pedro Azevedo,  presidente da Administração da Savinor, explicou o porquê desta ajuda: “Esta oferta surgiu na sequência da parceria que tem havido entre a empresa e as escolas. Tentámos encontrar uma solução que servisse os estabelecimentos e acabamos por ceder um autocarro que fazia parte do ativo da empresa”. “Acho que a iniciativa foi muito bem acolhida por todos”, acrescentou. O responsável assegurou  que a Savinor “está consciente da sua responsabilidade social”.

José Magalhães reconhece a importância das ajudas dadas pela empresa sediada em Covelas: “Nestes tempos de crise, a Savinor assume-se como um bom parceiro estratégico”. “Temos de nos fazer valer de todas as empresas que tenhamos à nossa disposição e que estejam dispostas a partilhar connosco esta tarefa que é a educação”, atestou o diretor.

Já João Pedro Azevedo garante que “o segredo” para o sucesso desta parceria é “o diálogo”: “As pessoas sabem que nós temos alguma abertura e recursos limitados, mas muita boa vontade e quando assim é consegue-se sempre encontrar soluções”.

O diretor do agrupamento reconheceu que existem outros projetos para os quais espera o apoio de vários parceiros, onde a Savinor pode estar incluída.

Intercetor vai neutralizar “principal fonte de odores”

À margem da iniciativa, João Pedro Azevedo falou das obras que estão a decorrer para a construção, do intercetor, que vai “permitir acabar com aquilo que é, atualmente, a principal fonte de odores, que são as lagoas”. “É evidente que estamos na área dos resíduos e do tratamento de subprodutos e que se tivermos de tratar, como às vezes acontece, determinado tipo de subproduto cujo estado de degradação é elevado, o que acontece mormente no verão, é evidente que poderão surgir odores”, ressalvou o responsável, garantindo que vão “minimizar” o seu impacto.

João Pedro Azevedo evidenciou ainda que “esta é uma indústria que toda a gente precisa, mas ninguém gosta de ter ao lado de casa”. “É nossa obrigação tentar fazer o melhor possível, quer ao nível da tecnologia quer ao nível dos procedimentos”, concluiu.

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