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Ministério da Defesa autorizou requisição de um primeiro sargento pela autarquia, que na próxima semana estará ao serviço da Polícia Municipal da Trofa. Objectivo é reforçar a segurança no concelho e “acompanhar a actualização da formação” da força policial.

A novidade foi avançada por Assis Serra Neves, vereador da autarquia responsável pelo pelouro da Polícia Municipal, que garante que no futuro haverá “maior actuação” desta força policial. Em entrevista exclusiva ao NT, Assis Serra Neves fez saber que a requisição de um primeiro sargento vem colmatar a necessidade existente ao nível da Polícia Municipal que, por sua vez, tem sido “abandonada e pouco estimada”. A “carência de actualizações e formação” verificada motivou a requisição de um graduado para liderar a equipa de treze elementos que, actualmente, constituem a Polícia Municipal da Trofa. “Temos que dar à nossa autoridade mais autoridade para a defesa de todos os trofenses e considero que a força policial não deve ser liderada por civis, porque estes não têm o conhecimento do regimento que a Polícia tem”, sustentou. Nesse sentido, a autarquia trofense já obteve luz verde do Ministério da Defesa para a requisição de um primeiro sargento, que “já devia estar ao serviço da Trofa, mas por burocracias da própria GNR isso ainda não aconteceu”, explicou Assis Serra Neves.

No âmbito da intenção da autarquia de incrementar a segurança no concelho, Assis Serra Neves já avançara, numa entrevista anterior, que esta medida passaria, entre outras, pela “aquisição de novas viaturas, sendo fundamental um veículo todo-o-terreno para a fiscalização da caça e patrulha nos incêndios” e a “compra de coletes de protecção balística e armas classe E (gás pimenta e armas eléctricas)”.

Para o autarca “a polícia é uma receita para o município que não deve ser paga pelas pessoas que se comportam correctamente e em relação ao trânsito e postura nos estacionamentos”. Negando que a actividade da Polícia Municipal será a de “caça à multa”, o autarca deixa, no entanto, o aviso: “As pessoas que não cumprem o código da estrada devem ter mais cuidado, porque vai haver mais actuação por parte da Polícia Municipal”.

 

Horto municipal transferido

 

No pelouro do Ambiente, também atribuído a Assis Serra Neves, a grande novidade é a mudança de instalações do horto municipal, que a partir do mês de Março estará a funcionar em Finzes, na freguesia de S. Martinho de Bougado. As “más condições do terreno e do acesso ao horto”, até então localizado junto ao canil, no lugar de Lantemil, em Santiago de Bougado, foram os motivos decisivos para a iniciativa da autarquia de encontrar “um lugar melhor, com mais dignidade, melhor acesso e não alagado, independentemente de haver chuvas ou não”. Com esta transferência, o horto municipal passa a beneficiar de melhores condições e “o município poupa cerca de 700 euros por mês”, frisou Assis Serra Neves. De acordo com o vereador, as mudanças tiveram início na passada semana, com a lavragem da terra no novo horto. “Vamos começar a fazer as sementeiras e mudar as estufas, para a partir de Março ficar a funcionar em pleno junto ao espaço da Feira”, adiantou.

Em matéria ambiental, Assis Serra Neves não deixou de lembrar a iniciativa do Concurso “Planeta Terra 2010”, sendo o concelho da Trofa, de todos os municípios que aderiram, o último a recebê-lo.

O concurso, que pretende mostrar aos jovens melhor o funcionamento do Planeta Terra e o impacto humano no mesmo, é “essencialmente dirigido às crianças das escolas do concelho”, explicou o vereador, acrescentando que será realizada uma exposição na Academia Municipal Aquaplace.

Os alunos das escolas concorrentes terão de se organizar em grupos de quatro elementos e apresentar trabalhos nas categorias de “Desenho/Pintura, Criação Plástica, Texto e Audiovisual”, que deverão ser entregues em mãos ou pelo correio para o Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto até ao dia 4 de Junho, sendo necessária, porém, uma pré-inscrição até ao dia 4 de Fevereiro. Na Trofa a divulgação dos resultados decorrerá no dia 4 de Julho.

 

Concurso Lusófono será “o maior evento de cultura”

 

Promovido pela Câmara Municipal da Trofa e pelo Instituto Luís de Camões, o Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil – Prémio Matilde Rosa Araújo será o ponto alto do programa cultural da autarquia. Assis Serra Neves, vereador do pelouro da Cultura, não tem dúvidas ao afirmar que o Concurso “é o maior evento de Cultura que vamos ter este ano no nosso concelho”. Lembrando que “não há idades para concorrer a este concurso”, o autarca apela à população trofense “que tenha gosto pela leitura e a escrita para se inscrever e participar” porque este é “um concurso nosso e a nível nacional inédito”.

Recorde-se que o Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil – Prémio Matilde Rosa Araújo estende-se a todos os países de língua oficial portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor, e as candidaturas deverão ser entregues até ao dia 9 de Março. O vencedor do Prémio Matilde Rosa Araújo será contemplado com um prémio no valor de 5000 euros e o de Melhor Conto e o Prémio Lusofonia, no valor de mil euros.

Não menos importante no panorama cultural do concelho é o Encontro Lusófono, que todos os anos decorre paralelamente à Feira do Livro na Casa da Cultura, que este ano irá trazer à Trofa a exposição “Timor” da Fundação Mário Soares. Para o Encontro Lusófono a autarquia espera a presença de uma figura pública, cuja identidade Assis Serra Neves prefere ainda não revelar, na medida em que ainda se aguarda confirmação.

Relativamente à Casa da Cultura, o vereador relembrou que esta ficará agora sob a responsabilidade do professor António Sousa, que assume a animação cultural e se encontra já a preparar a agenda para o ano de 2010, enquanto Antónia Serra “continua como maestrina dos Meninos Cantores”.

“Continuamos a ter as exposições mensais e queremos descentralizar as mesmas pelas restantes freguesias do concelho, assim como outras actividades culturais”, adiantou ainda Assis Serra Neves. De acordo com o autarca, a Casa da Cultura carece de espaço suficiente para acolher eventos de maior envergadura e a acústica das salas de espectáculo existentes no concelho não tem qualidade suficiente.