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Edição 439

S. Romão apresentou-se com derrota na Taça Brali

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A Associação de Futebol Porto inovou e esta época criou a Taça Distrital “Brali”. Na fase de grupos, o S. Romão estreou-se a defrontar o Raimonda e aproveitou para apresentar o novo plantel. Jogo acabou com derrota dos romanenses por 0-2.

 

Muitas caras novas entraram em campo com o símbolo romanense ao peito. Um pouco tímidos, os homens de Pedro Ribeiro iniciaram a partida mais concentrados no setor defensivo, sem darem tanta ênfase nas investidas em direção à baliza do Raimonda.

Por outro lado, os forasteiros arriscaram e, aos cinco minutos, quase marcaram, mas o lance não valeu por posição irregular.

A ameaça despertou a frente de ataque da casa sobre a urgência de chegar ao golo e Renato aproveitou o canto de Pedro Teixeira para fazer um excelente remate ao segundo poste, que poderia ter dado vantagem à casa não fosse a defesa rápida e atenta do guardião do Raimonda.

A equipa visitante era quem mais subia no terreno, enquanto o S. Romão com menos investidas conseguia finalizações mais ameaçadoras. Em cima da meia hora, Pedro Teixeira fez a bola passar pouco acima da trave.

No segundo tempo, o Raimonda ganhou vantagem no marcador através de uma bola parada. Nandinho foi chamado a converter o penalti aos 56 minutos e enganou Zé Paulo.

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O responsável pelo golo fechou mais tarde o resultado final. O remate foi feito e defendido pelo guardião romanense, mas na recarga Nandinho bisou.

Confiante no seu grupo, o treinador do Raimonda mostrou-se satisfeito com o desenrolar do jogo. “A minha equipa é muito jovem e tivemos uma pré-época bastante curta, mas eu sabia que estávamos preparados para o início de campeonato”.

Sobre o novo grupo de trabalho, o técnico romanense, Pedro Ribeiro, adiantou que o plantel “ainda não está fechado, mas o grupo que até agora está dá garantias de poder fazer um campeonato tranquilo”.

Sem se remeter a objetivos concretos na tabela classificativa, o treinador garantiu que a “maior parte dos atletas já joga há algum tempo” e que, durante a semana que antecedeu o jogo em que trabalharam “mais em termos táticos”, viu “as potencialidades” do plantel. “Mais importante é a consciência dos seus desempenhos e eles têm noção do que têm de progredir e que têm capacidades para o fazer”, afirmou.

Focando-se no jogo, o treinador denotou que foi “um bom jogo”, onde foram criadas “oportunidades”, mas sem marcarem golos. “Óbvio que ainda há lacunas em alguns setores e é isso que vamos trabalhar para melhorar”, acredita.

Pedro Ribeiro reforçou o apelo que tinha feito à comunidade na época passada: “O S. Romão é um clube pobre e precisa do apoio de todos. Enquanto eu estiver aqui estarei sempre para ajudar e penso que mais gente devia olhar com carinho para este clube”.

Ainda na fase de grupos da Taça Distrital “Brali”, o S. Romão vai defrontar o Medense no próximo fim de semana e dia 28 recebe o Frazão. Os vencedores da competição poderão, na próxima época, disputar a Taça de Portugal.

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Plantel 2013/2014

1 – Lopes

2 – Rocha

3 – Márcio Cunha

4 – Pedro Pinto

6 – Dani

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7 – Renato

8 – Garrido

9 – Patrick

10 – Pedro Teixeira

11 – Rafael Osório

12 – Nuno Ferreira

13 – Pires

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14 – Pedro Gomes

15 – Vítor

16 – Pelé

17 – João Ferreira

18 – Fábio Sá

19 – Fábio

20 – Robert

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21 – Filipe Lopes

22 – Jorge Reis

23 – Mauro

24 – Bruno Carvalho

30 – Zé Paulo

 

Treinador – Pedro Ribeiro

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Treinador Adjunto – Ricardo Vieira

Treinador Guarda-Redes – Jorge

Massagista – Vieira

Presidente – Rui Damasceno

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Edição 439

Autárquicas 2013: entre a verdade e a mentira

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Estamos todos convocados, para no próximo dia 29 de setembro exercemos mais uma ato de cidadania. Tem sido assim, desde que foi implantada a democracia em 1974 e tivemos as primeiras eleições livres em 1975. O dia das eleições é um dia em que o povo sai à rua para exercer o seu direito de voto e nas eleições autárquicas, talvez pela proximidade com os candidatos e com os órgãos a eleger é onde há mais participação, há menos abstenção. É a particularidade da democracia portuguesa.

As eleições que se aproximam têm por finalidade a eleição da câmara municipal, da assembleia municipal e das assembleias de freguesia, de onde sairão os presidentes das juntas de freguesia. Assim será em 308 concelhos e 3.091 freguesias e agrupamento de freguesias, provocado pela (pseudo) reforma administrativa. São as particularidades das eleições autárquicas.

Estas eleições autárquicas ficarão marcadas pela polémica Lei n.º 46/2005 de 29 de agosto, que pretendia estabelecer limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais. Afinal, esta Lei não vem limitar coisa nenhuma. A limitação de mandatos não existe, embora esteja escrito no Artigo 1º da referida Lei, que «o presidente da câmara municipal e o presidente da junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos». São as particularidades da legislação portuguesa.

Os muitos milhares de candidatos que se apresentam às eleições estão integrados em variadas listas de partidos políticos, coligações de partidos políticos com movimentos políticos e também de movimentos cívicos e de cidadãos. Estes últimos são designados de independentes, mas em abono da verdade deve dizer-se que alguns são completamente “desalinhados” dos partidos políticos, mas outros são completamente “alinhados” com um ou outro partido político, que por estratégia eleitoral não dá a “cara” (leia-se símbolo), esconde-se e fica na retaguarda desses movimentos que de independentes não têm nada. É a particularidade da política portuguesa.

Há candidatos para todos os gostos; há aqueles que estão por missão cívica e há aqueles que estão por interesse individual, por questões financeiras ou até por vaidade. Nas Autárquicas 2013 também a disputa se faz entre a verdade e a mentira, entre a transparência e a opacidade, entre a política de proximidade e a “fulanização”, que pode descambar em “komenização”. É preciso recordar que muitas autarquias são geridas por eleitos que se transformaram em pequenos/grandes ditadores. É nosso dever ler muito bem as propostas que os candidatos apresentam, verificar a ausência de propostas, analisar as propostas exequíveis, mas também as irrealistas e ver o tipo de pessoas que constitui a lista. Só assim poderemos escolher os candidatos honestos, que estão para servir, rejeitando os oportunistas, os malabaristas e os aldrabões. São as particularidades de alguns candidatos a autarcas.

Um autarca deve exercer o poder político tendo por referência os valores que defende, o programa eleitoral do partido, ou movimento político em que foi eleito, assim como a sua matriz ideológica, para além da estratégia de ação para dar resposta aos problemas do quotidiano dos cidadãos e das expetativas das comunidades locais, tendo sempre em atenção a sua identidade, os seus usos e costumes e o seu bem-estar. São as particularidades que se pretendem para os eleitos.

A constante mutação nas sociedades, nas comunidades, nas economias e nas tecnologias exige que as autarquias sejam geridas com qualidade, pelos mais capacitados, mais disponíveis e mais sérios. A grandeza política do autarca também se afirma pelo respeito que ele merece dos seus adversários, e que decorre da sua capacidade de diálogo com outras correntes ideológicas e diferentes opiniões. São as particularidades da excelência na gestão autárquica.

A escolha dos melhores está nas nossas mãos, quando expressarmos a nossa vontade no boletim de voto. Atento a estas particularidades, eu vou votar!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 439

Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à União de Freguesias do Coronado

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José-Ferreira---união-do-Coronado

“Estaremos orientados para a área Social e a para a melhoria do serviço público”

Pelo Partido Socialista candidata-se à União de Freguesias do Coronado José Ferreira, que tem como prioridades o apoio na área social e a “melhoria do serviço público prestado pela Junta de Freguesia”.

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à União de Freguesias do Coronado?

José Ferreira (JF): Pelo facto de ser o meu primeiro mandato como Presidente de Junta e por ter encarado este desafio com todo o meu empenho e dedicação em prol da freguesia de São Mamede do Coronado. Consegui que os Mamedenses sintam mais orgulho na sua terra, falem dela com mais entusiasmo e que a vejam até como uma referência em diversas áreas, mas muito ficou ainda por fazer.

Com a agregação das freguesias – São Romão e São Mamede – é colocado a todos os candidatos um desafio ainda maior, que me atrai. De facto, é uma nova freguesia que nasce e, ainda que isso constitua uma oportunidade de desenvolvimento, é também um projeto que exige um outro tipo de trabalho e, pessoalmente, gostaria muito de poder estar associado a esta transformação histórica.

 

NT: Quais sãos os projetos que vai apresentar para o mandato?

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JF: São muitas as necessidades das Freguesias do Coronado. São situações que, fruto da gestão e das ‘prioridades’ dos anteriores executivos, não foram bem resolvidas. O trabalho de uma Junta de Freguesia é um trabalho dinâmico pelo que é difícil estabelecer uma prioridade específica. Sei bem que, a todo o momento, as prioridades se alteram e que o que havia sido planeado tem de ser reformulado de forma a atendermos às necessidades concretas das pessoas da freguesia.

Dito isto, os nossos objetivos são muito realistas e adaptados à realidade atual. No entanto continuaremos a requalificação do Cemitério de São Mamede; a melhorar a rede viária; a pavimentar as ruas em terra batida e a construir o Parque da Vila, na Quinta de São Romão.

 

NT: Qual o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito?

JF: Estaremos orientados, sem dúvida para a área Social e a para a melhoria do serviço público prestado pela Junta de Freguesia à população.

 

NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?

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JF: Sem dúvida que sim, pois dessa forma há uma sintonia de entendimento no que respeita ao estabelecimento de prioridades e investimentos.

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