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Edição 435

S. Romão acolhe festas em honra de Santa Eulália

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De 9 a 11 de agosto, a freguesia de S. Romão do Coronado acolhe as festas em honra de Santa Eulália. Espetáculo de Quim Barreios, na noite de sábado, e a procissão, na tarde de domingo, são os pontos altos.

As festas em honra de Santa Eulália estão de volta a S. Romão do Coronado. Para que fosse possível “continuar a abrilhantar” as festas, a comissão teve que fazer “uma redução” no orçamento do programa, que, este ano, conta com três dias em vez dos habituais quatro.

Depois de um tríduo preparatório na Igreja Matriz, entre os dias 5 e 7 de agosto, o programa retoma na noite de sexta-feira, pelas 21.30 horas, com um espetáculo de hip hop pelos grupos Super Crowd, Step Dance e Mto4dance. O dia termina com uma sessão de fogo de jardim, pelas 23.30 horas. Do programa de sábado faz parte a entrada do Grupo de Zés Pereiras do Agrupamento Musical Juventude em Força, que vai percorrer as ruas da freguesia anunciando as festas, a atuação de Pedro Musical Show e suas bailarinas, pelas 21.30 horas, que será o “aperitivo” para o espetáculo de variedades de Quim Barreiros. O dia encerra com uma sessão de fogo de jardim e granadas computorizadas. Já no domingo, há a entrada da Banda Musical de Penacova (Coimbra), uma missa em honra de Santa Eulália, pelas 10.30 horas, e a entrada da Fanfarra dos Bombeiros de Melres, pelas 15.30 horas. Um dos momentos altos da festa é a procissão em honra de Santa Eulália, pelas 17 horas, na qual vão “12 andores enfeitados com flores naturais”. A noite está reservada para um espetáculo de variedades do agrupamento Musical Norte que, depois de uma sessão de fogo de jardim pelas 23.45 horas, se vai prolongar até à uma da manhã. No encerramento das festas, está previsto uma “surpresa móvel”.

Para a comissão, encabeçada por Vítor Martins, o programa, que tem um orçamento a “rondar os 28 mil euros”, a festa tem “dois pontos altos”, que é “a noitada principal, que será no sábado com a atuação de Quim Barreiros,” e a “procissão em honra de Santa Eulália”. Vítor Martins, afirmou que a vinda de Quim Barreiros é “um investimento e trabalho de se louvar”, uma vez que demonstra o “muito esforço que foi feito para que o artista pudesse abrilhantar as festas”. Contrariamente a anos anteriores, este ano “cinco imagens não vão sair” na procissão, uma vez que enfeitar os andores traz “bastante sacrifício às pessoas que a tornam a seu encargo” e é “uma despesa enorme”.

Para angariar as verbas necessárias para a festa, a comissão fez “um pouco de tudo”, começando com “a passagem do sorteio dos cartões”, passeios, o “tradicional sarrabulho” e o já habitual Carnaval”, pedindo patrocínios às empresas, que é “uma parte importante da receita”, para além do “peditório pela freguesia”. A “novidade” deste ano foi o sorteio de um cabaz, pelo S. João, que “favoreceu uma família”.

Vítor Martins convida a comunidade a deslocar-se até S. Romão para “desfrutar de uns dias de festa”, onde pode “esquecer um pouco as tristezas, ver andores magníficos e umas noites espetaculares e presenciar o fogo de artifício, que é uma das atrações que traz muita gente”.

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Edição 435

(A)Posta

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Sempre que se escreve sobre um assunto novo, tecnologia ou ciência, basicamente regista-se o estado do conhecimento naquele momento. Será algo muito comparável a uma fotografia. Se fotografarmos um automóvel em movimento, registamos um instante (de uma ação sempre em mudança). Os dicionários que encontramos nas feiras de velharias sofrem do mesmo mal quando no título apresentam: “Dicionário Moderno – 1975”!

Não entendeu? Então imagine que alguém lê este artigo daqui a 20 anos, numa época em que ninguém se alimenta de carne de origem animal. O que vai pensar o leitor “desse futuro”?

250.000 Libras (289.000€) é quanto custa o hambúrguer de 142g, criado em laboratório, utilizando células estaminais retiradas de um animal vivo. Supostamente as células são cultivadas (crescendo em finas lâminas), posteriormente são misturadas com gordura (produzida também em laboratório) e sumo de beterraba (para colorir a mistura de vermelho).

Este hambúrguer foi provado esta semana por algumas personalidades, que reagiram positivamente ao sabor, consistência, aroma e cor.

Para além da manobra publicitária ao poder da investigação, percebi que algo não fazia sentido. Defendiam, no texto que li, que esta nova técnica seria uma solução de produção de carne sem emissão de gases causadores de efeitos de estufa, entre outros. Ou seja, tradicionalmente, na engorda de vitelos, produz-se muito metano, que é nocivo à atmosfera (contribuindo para o aquecimento global). Estes gases deixam de ser gerados ao produzir carne em laboratório e com maior rapidez.

Pergunto eu: – Para se conseguir 250.000 Libras (que é o custo de desenvolvimento de um simples hambúrguer), não terá sido emitida uma quantidade maior de gases nocivos à atmosfera, do que os gerados ao alimentar um simpático vitelo?

Estamos perante um problema de insustentabilidade camuflada!

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Podemos considerar que ao cabo de cinco anos, as técnicas e as tecnologias irão permitir que o hambúrguer desça de preço. Mas será que na produção das máquinas, desenvolvimento, pesquisa e testes, a pegada de carbono acumulada, neste caso, não será grande demais?

Existe um prémio de um milhão de dólares para quem conseguir produzir carne de frango em laboratório, oferecido pela PETA (organização defensora do tratamento ético dos animais).

Se o ser humano necessita da carne devido ao seu conteúdo em aminoácidos, sais minerais, vitaminas e gorduras polinsaturadas, porque não utilizar um alimento que sempre existiu, é mais barato, não tem gordura, é saboroso e de fácil digestão: os cogumelos?

Se considerarmos que existem fungos (cogumelos) decompositores e que a sua ação está a acelerar um processo natural, produzindo alimento, percebemos que a natureza não está a ser “manipulada” e sim conduzida, no caminho mais benéfico ao ser humano. Não se trata de desenvolver em laboratório os alimentos, replicando a ação mais misteriosa (e talvez perigosa) da natureza, mas sim, deixar que ela faça o que sempre fez.

Na verdade, os entendidos afirmam que o consumo de carne vai duplicar nos próximos 40 anos e que se consomem 70% dos recursos agrícolas na sua produção.

Parece-me que estamos perante um movimento científico que tenta tratar os sintomas e não a doença… Quem é que nos educa na alimentação?

Qualquer que seja a solução, não acabem com a “posta”… seja ela “de Bacalhau” ou “à Mirandesa”!

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pedro sousa | APVC – Associação para a Protecção do Vale do Coronado.

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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Edição 435

Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado, fez balanço de mandato

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“A abertura da Quinta de S. Romão foi a concretização dos maiores anseios”

O presidente da Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado, Guilherme Ramos, avaliou o último mandato à frente da freguesia, que fica marcado pela abertura à comunidade da Quinta de S. Romão.

 

O Notícias da Trofa (NT): Como avalia a sua presidência na Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado?

Guilherme Ramos (GR): A minha presidência na Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado foi, tal como tem vindo a suceder ao longo dos últimos 12 anos, bastante positiva, com o êxito que todos os romanenses ansiavam e acreditavam ser mais uma vez concretizado.

Leia a reportagem completa na edição do jornal O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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