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Rui Silva fez declarações reveladoras em entrevista ao diário desportivo “A Bola”. O presidente do Trofense tem em mente a construção de uma cidade desportiva e, caso o projecto não seja aceite pelos sócios, abandona o clube.

O presidente do emblema da Trofa afirmou que o seu sonho “é construir uma cidade desportiva, que engloba um novo estádio de 8500 lugares com bancadas cobertas, courts de ténis, circuitos de manutenção e sintéticos para as camadas jovens”.

Rui Silva considera que “só com este pensamento poderá haver retorno financeiro”, pois é preciso investir para colher os dividendos. “Os estudos que foram feitos provam que o Trofense não pode parar no tempo, tem de evoluir mais”, sustentou.

O presidente repetiu o facto de não ser “dono” do clube e afirmou que a sua continuidade “depende da aprovação deste projecto”.

Devido à redução das receitas do clube, Rui Silva espera que a Câmara Municipal apoie a ideia, mas “os sócios é que têm uma palavra a dizer”.

“Sem dinheiro nada se faz. Existe uma nova presidente de Câmara, que por acaso é sócia do clube e conhece a realidade do mesmo. Já houve uma conversa entre as partes nesse sentido. A localização do actual estádio do Trofense poderia servir para construção e os dividendos retirados dessa venda para investir na cidade desportiva. A decisão está na mão dos associados”, postulou.

 

Há empresários que não querem o sucesso do Trofense”

Rui Silva referiu ainda que está “muito desiludido” com o tecido empresarial da Trofa e avisou que “o tempo do mecenas acabou”. “Estou bastante desiludido com o tecido empresarial da Trofa. Há empresários que não querem o sucesso do Trofense, a grande bandeira do concelho. A crise existe, é um facto, mas não é desculpa para não ajudarem o clube. Desejava que houvesse bairrismo em prol do clube, mas isso não se tem verificado”.

Noutro plano, o presidente do emblema da Trofa afirmou que sempre acreditou no valor de Vítor Oliveira e que o seu lugar nunca esteve ameaçado pelo mau arranque do campeonato. “Fomos fustigados por uma onda de lesões e castigos que não nos possibilitou ter o arranque desejado. Tivemos baixas importantes na equipa, mas mantivemos sempre a maior das serenidades. Outros, na nossa condição, tinham optado pela via do despedimento”.

Rui Silva garantiu ainda que as aspirações do clube “mantêm-se intactas” e que “manter a humildade será fundamental para o sucesso no final do campeonato”.

E para conseguir atingir o objectivo, Rui Silva não colocou de parte a aquisição de mais reforços no Inverno.

“Fizemos um plantel praticamente de raiz com o intuito de ter soluções para todos os sectores. Já contratámos o Jorge Luiz, mas os nossos maiores reforços serão os jogadores que recuperam neste momento de lesões. Naturalmente, não coloco de parte a possibilidade de entrar um ou outro atleta se for necessário”, asseverou.

Hermínio Loureiro fala em Rui Silva como possível sucessor

Em entrevista ao jornal “A Bola”, Hermínio Loureiro voltou a enunciar o nome de Rui Silva como possível sucessor na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). O nome do Trofense surgiu no meio de Fernando Gomes (dirigente do FC Porto), Domingos Soares de Oliveira (dirigente da SAD do Benfica), Miguel Ribeiro Teles (saiu recentemente do Sporting) e Paulo Carvalho (ex-presidente do Rio Ave).

“São nomes que já mencionei e que podem, perfeitamente, desenvolver um trabalho de afirmação e desenvolvimento do futebol. Seria muito bom alguns deles estarem disponíveis para esta função para perceberem que a lógica do futebol português não se esgota nos seus clubes e que é preciso ter uma visão abrangente do fenómeno do futebol”, afirmou o presidente da LPFP.