Grupo de danças urbanas Alvadance animou o público no terceiro dia de comemorações do 12º aniversário do concelho da Trofa.

“É sempre um orgulho participar em tudo o que tenha a ver com a Trofa, porque é a nossa casa e damos-lhe sempre prioridade. Mais orgulho, ainda, é representar a Trofa em Alvarelhos, porque estamos mesmo em nossa casa, é o nosso território”. Foi desta forma que Sílvia Cruz, mentora do projecto Alvadance, se referiu à actuação do grupo, no domingo à tarde, no Salão Paroquial de Alvarelhos. Os jovens dançaram ao som de músicas de hip-hop e mostraram o que melhor sabem fazer para, dessa forma, assinalar o 12º aniversário do concelho da Trofa. “Gostamos de relembrar que em Alvarelhos existe um grupo chamado Alvadance”, frisou, sem esquecer que a freguesia “tem prestado todo o apoio” ao grupo, o que os deixa “orgulhosos”.

Os ritmos urbanos não deixaram ninguém indiferente, nem mesmo António Sousa, responsável cultural da Casa da Cultura, que evidenciou que “12 anos é marco da adolescência do concelho também no campo cultural”. “Valeu a pena sair de casa, e abdicar do conforto do sofá, pela alegria da manifestação da dança. O corpo manifesta aquilo que a alma sente e que, às vezes, as palavras não são capazes de dizer. Penso que Alvarelhos tem uma excelente ocupação para os seus jovens”, elogiou no final do espectáculo.

Quem parece concordar com esta opinião é José Magalhães Moreira, vice-presidente da autarquia trofense: “Quero felicitar a professora Sílvia por esta organização. Sempre que vejo a entrega à dança destes jovens e crianças fico maravilhado, porque, na qualidade de presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, deparo-me com problemas relacionados com os jovens, e os grupos que hoje (domingo) vimos actuar estão ocupados e dificilmente vão fazer parte dos problemas que encontro”.

Magalhães Moreira elogiou toda a freguesia de Alvarelhos, porque “consegue manter há quatro anos em crescendo uma escola que transforma alguns dos jovens em poetas, porque dança é poesia, pois o que um poeta exprime em palavras, um bailarino exprime com o corpo”. “A dança é disciplina, respeito, trabalho e verdade e, por isso, acho que uma escola como esta tem que ser acarinhada e vocês (alvarelhenses) têm-na acarinhado”, acrescentou.

O grupo Alvadance já participou em mais de 90 espectáculos e tem trabalhado, sobretudo, com associações, nas romarias, festas de estudantes, também em iniciativas da Câmara Municipal, que os “solicita para algumas actuações”, como explicou Sílvia Coutinho. Para além disso, os bailarinos já competiram em provas em Guimarães e Aveiro.