O novo Renault Laguna é um automóvel muito equilibrado, não escondendo a sua vocação familiar. Tem uma direcção mais incisiva, do comando da caixa de velocidades mais rápido e preciso do que é habitual na marca e do comportamento em curva.

  Não sofreu grandes alterações na geometria da suspensão, mas a sua afinação sofreu uma grande evolução. A Renault apostou na evolução da plataforma que estava na base do Laguna II, aumentando a distância entre eixos  para 11 cm e adoptando barras estabilizadoras mais grossas e amortecedores mais firmes, não esquecendo uma ligeira redução da altura ao solo. Resultado: um automóvel com uma um comportamento dinâmico melhorado, sobretudo a estabilidade direccional, reduzindo muito o rolamento da carroçaria em curvas longas, descritas a velocidade elevada, mas sem beliscar as características de conforto.

Com o trabalho realizado na estrutura monobloco do novo Laguna, a Renault reduziu o peso (média de 15 kg em toda a gama), o que foi conseguido graças à utilização de aços de alta resistência e elementos do châssis menos pesados, além de bancos e jantes mais leves. A redução de peso, aliada à eficácia aerodinâmica reflecte-se também ao nível do consumo.

A oferta de motores no mercado nacional limita-se às unidades a gasóleo. Para já apenas está disponível o modelo 2.0 dCi de 150 cv, com o nível de equipamento Dinamic S, e preços a partir de 37 mil euros.

A oferta será alargada no início do próximo ano com o motor 2.0 dCi de 175 cv, cuja versão Dinamic S deverá ter preços a partir de 38 500 euros, e ainda com a variante carrinha, que deverá custar cerca de mais 1500 euros do que a berlinda equivalente. Todos estes modelos estão equipados com uma caixa de seis velocidades e há ainda a oportunidade de se optar por uma caixa automática com o mesmo número de relações, por mais 3000 euros.

Na Primavera, será, então, lançada a versão mais económica da família, equipada com o motor 1.5 dCi de 110 cv, que ainda não tem preço definido, constituindo uma boa proposta para quem pretenda usufruir de um automóvel "grande" por menos dinheiro do que aquilo que é habitual neste segmento.

Relativamente aos níveis de equipamento do novo Laguna, o Dinamic S, que surge como "modelo de acesso", pois oferece uma dotação completa e distingue-se pelo seu carácter mais desportivo, contando com elementos metálicos no volante, tablier e portas, para além de bancos com mais apoio lateral. Os estofos podem ser nas combinações couro/tecido ou couro/alcantara, em cinzento muito escuro, semelhante ao do tablier.

O nível Luxe oferece um habitáculo mais luminoso, mercê de estofos em veludo/couro de cores claras, a contrastar com aplicações em metal escovado no tablier.

Já o requintado Initiale faz toda a diferença através dos estofos e forros em couro, e também da utilização de madeiras claras no tablier, que se prolongam pelas portas.