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Edição 694

Reintegrar-se socialmente numa Casa Com Vida (c/ vídeo)

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A porta da Casa Com Vida foi aberta, oficialmente, a 24 de maio. Esta habitação representa mais uma resposta social da delegação da Trofa da Cruz Vermelha, para promover a melhoria da qualidade de vida de pessoas que se encontrem em situação de pobreza e exclusão social.

Os primeiros habitantes desta casa, já sinalizados pela Segurança Social, entram já no início de junho e numa estadia provisória, com prazo máximo de 12 meses, terão de reconstruir o projeto de vida. A presidente da delegação, Daniela Esteves, explicou que “a casa tem capacidade para albergar três pessoas, neste caso, do sexo masculino”, que “demonstrem alguma capacidade para fazerem algumas aprendizagens, como cozinhar, ter cuidados de higiene pessoal, arranjar trabalho e fazer a gestão orçamental”.

Estes homens serão acompanhados diariamente por uma técnica que vai monitorizar e apoiar na sua reintegração social, de forma a que, no final do projeto, possam começar uma vida com autonomia.

Com três quartos, cozinha comum e outros espaços que conferem dignidade a quem a utilizar, a habitação resultou de um projeto que foi premiado no âmbito do Prémio BPI Solidário, promovido pelo BPI e pela Fundação La Caixa.

“Esta casa tem algumas regras para a admissão, porque isto não é um espaço de tratamento. Não é destinada a pessoas com comportamentos aditivos, mas sim para pessoas que, estando abstinentes, podem sentir que este é o primeiro passo para a reintegração social”, sublinhou Daniela Esteves. Definido para três anos, está previsto que este projeto permita reintegrar socialmente nove pessoas.

A casa não foi identificada a pedido da delegação, que, explicou a presidente, encontrou uma “grande dificuldade” em arrendar um espaço. “Sempre que se identificavam os inquilinos, sentíamos sempre recusa. Por isso, não podemos deixar de agradecer a quem nos cedeu esta habitação”, salientou Daniela Esteves.

Para a concretização desta resposta social, a Cruz Vermelha contou com a ajuda de diversos parceiros, uma vez que o espaço foi totalmente requalificado. “Gostava de agradecer ao BPI, à Bosch, que nos cedeu equipamentos, à Eurofutton, que nos apoiou com os colchões, à Formefeitos e à Sanimaia”, concluiu.

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60 anos: Rancho Folclórico em festa o ano inteiro

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Ao longo do ano, o Rancho Folclórico da Trofa promove várias atividades para assinalar o 60.º aniversário.

A 2 de março, o Rancho Folclórico da Trofa assinalou 60 anos de existência. Esta é uma das associações culturais mais antigas do concelho e uma das que leva mais longe os usos e costumes de outrora das gentes trofenses.

A presidir a coletividade desde novembro de 2018, André Fernandes, apoiado pela equipa que o acompanha na direção, decidiu que as comemorações não se deviam limitar ao dia de aniversário, mas estenderem-se ao longo de todo o ano, com uma atividade mensal.

Depois da cerimónia eucarística que assinalou o aniversário, em março, da abertura do museu do Rancho, em abril, e de uma aula de zumba solidária, em maio, o Rancho prepara uma homenagem, no sábado, 1 de junho. A celebração eucarística de ação de graças pelos 60 anos da coletividade terá lugar na Capela Nossa Senhora das Dores, às 17.45 horas, seguindo-se uma romagem ao cemitério para um tributo aos componentes e dirigentes falecidos.

No dia 9 de junho, integrado nas festas em honra do Divino Espírito Santo, o Rancho Folclórico da Trofa promove um festival, no Parque Nossa Senhora das Dores, que contará com a atuação do Rancho Folclórico “As Lavradeiras de Arcozelo” e do Rancho Folclórico S. Miguel-o-Anjo.

Para 21 de julho, às 16 horas, está marcada uma recriação das antigas lavadeiras, no Rio Ave, junto à Urbanização da Barca. A 3 de agosto, realiza-se o Folc.Trofa, festival anual da coletividade.

Atualmente com 57 componentes, o Rancho Folclórico da Trofa tem cerca de 30 saídas previstas para 2019.

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Reabilitação do museu foi um dos compromissos

A 28 de abril, com a abertura do museu do Rancho, André Fernandes cumpriu um dos objetivos do mandato, que assumiu após “vários pedidos” para apresentar lista. A base do trabalho que iniciou em outubro de 2018 é “dar mais visibilidade ao grupo” e “fazer com que tenha mais atuações”. “Isso está conseguido. Queríamos também aumentar o número de jovens e também conseguimos. Agora, falta preparar os eventos que temos e começar a estudar uma ida até à Madeira”, revelou, em entrevista ao NT.

Relativamente ao museu, localizado na sede do Rancho, na Urbanização da Barca, foi alvo de uma profunda reabilitação, com vista “ao tratamento das madeiras e do espólio”, incluindo “lenços e trajes”.

A recriação de uma cozinha é uma das peças mais queridas da coletividade, pelo realismo da caracterização.

O espaço está aberto ao sábado e há possibilidade de abrir noutros horários, mediante marcação prévia. O Rancho Folclórico da Trofa pode ser contactado através do Facebook, rede social que começou a explorar com mais frequência, para chegar mais perto da comunidade.

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Chico Buarque tem ascendência de Guidões

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Recentemente, Chico Buarque pintou páginas da secção de cultura dos jornais por ter recebido o Prémio Camões. Mas, caro leitor, sabia que o cantor e escritor brasileiro tem ascendência trofense? Maria Antónia Serra, maestrina dos Meninos Cantores do Município da Trofa descobriu “há anos”, numa viagem a Terras de Vera Cruz, por um “amigo”, que lhe mostrou a “árvore geneológica” do artista.

Nela, constava como heptavó (sétima avó) Maria Gonçalves, nascida na freguesia de Guidões, concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, Portugal. A mesma árvore genealógica foi descoberta pelo NT e dá indicações que esta guidoense deverá ter vivido entre a segunda metade do século XVII e inícios do século XVIII.

Nascido a 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro, Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque, tem uma ligação estreita a Portugal, não só pelos laços familiares que atravessam os séculos, mas também nas aparições para concertos e em ações políticas. Uma delas resultou numa música, “Tanto Mar”, que dedicou ao Portugal livre e democrático, após a Revolução de 1974, tendo sido, por isso, com o tempo, conotado ao comunismo, coincidentemente uma ideologia com forte presença em Guidões.

Chico Buarque venceu o Prémio Camões 2019, o prémio literário mais importante da língua portuguesa, após reunião do júri, na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro.

Além de autor de discos musicais que marcaram a segunda metade do século XX, Chico Buarque assinou oito livros e cinco peças de teatro.

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