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Ano 2011

Regulamento do cemitério causou polémica

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A polémica que se instalou devido ao regulamento do cemitério de Covelas levou a um acontecimento caricato na Assembleia de Freguesia, com o presidente da Junta e a tesoureira a telefonar à advogada, durante a discussão do documento.

O regulamento do cemitério de Covelas foi o tema mais discutido na Assembleia de Freguesia, realizada na segunda-feira. Nicolau Silva, elemento do CDS, foi o primeiro a intervir, questionando a viabilidade do artigo referente à aquisição de sepulturas perpétuas, pois “assim, todos os jazigos vendidos terão de ser registados na Conservatória, senão a Junta estará a incorrer numa ilegalidade”. O centrista solicitou a alteração do termo “perpétuas” para “temporárias”, no entanto, Fernando Moreira, presidente do executivo covelense, assegurou que se aconselhou “com várias pessoas” e analisou “vários regulamentos”, considerando que o documento apresentado estava “muito bem feito”. O autarca salientou ainda que se o regulamento não fosse aprovado nunca mais o traria a discussão neste mandato.

Também os elementos do Partido Social Democrata sugeriram a alteração do regulamento, levando o presidente da Junta e a tesoureira Alexandra Ferreira a telefonar à advogada da Junta, que confirmou a obrigatoriedade de as sepulturas perpétuas serem registadas na Conservatória, mas também a possibilidade de adquirir sepulturas por 25 anos. Neste caso, não é necessário o registo na Conservatória o que acontece na maior parte dos cemitérios. Nicolau Silva criticou ainda o facto de nas sepulturas temporárias, de cinco anos, as pessoas terem de solicitar autorização à Junta para efetuar arranjos como, por exemplo, revestimentos em mármore: “Se uma pessoa vier pedir e o presidente da Junta estiver chateado com ela, diz ‘não deixo’”.

Fernando Moreira negou tomar essa atitude, defendendo que o cemitério é propriedade da Junta e que esta tem a responsabilidade de o manter alinhado.

O regulamento foi aprovado com votos favoráveis do PSD e a abstenção do CDS e PS. O assunto voltou “à baila” na intervenção do público. Manuel Sá considera que o documento apresentado “é um regulamento de conveniência” e que Covelas “tem um cemitério de ricos e de pobres”, pois “o presidente da Junta já tem deixado fazer a uns e negado a outros”. Ele colocou o regulamento a aprovação agora, porque já não precisa dos votos”, acrescentou.

Noutro plano, as atas voltaram a estar envoltas de polémica. A da anterior assembleia mereceu os votos contra dos elementos do PS, que alegam que esta “foi redigida com total ausência de seriedade, tendo apenas como finalidade omitir os factos e denegrir a imagem da oposição, como tem sido uma constante ao longo deste mandato”. Os socialistas referem-se ao facto de no documento estar “omissa” a “entrega de um pedido de informação escrita com remessa ao senhor presidente da Junta” acerca “da análise” a uma empresa. Domingos Faria entregou um documento com o pedido de informação, ao qual Isabel Silva, secretária da mesa da Assembleia garantiu “ser a primeira vez” que o lê e que “todos os presentes sabem disso”. Nicolau Silva também contrapôs a declaração do PS: “Eu não admito que digam que quem aprova a ata não tem caráter e verticalidade”.

Os socialistas apresentaram também um comunicado em que acusam o presidente da Junta de não responder às questões levantadas sobre como foram gastos os dinheiros públicos com a referida junta, defendendo que “não basta apresentar faturas para justificar despesas, mas sim é necessário apresentar também a obra”. Alexandra Ferreira repudiou a tomada de posição dos elementos do PS, frisando que “o senhor Domingos Faria podia ter colocado essas questões na altura”. “Depois, denunciou-nos ao Tribunal e essas faturas já foram analisadas pela Judiciária e nada houve em contrário. Não percebo o porquê de estar agora, em 2011, a levantar uma questão de 2006, que até já foi encerrada pelo tribunal”, frisou.

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A oposição apresentou ainda um terceiro documento, em que reprovam o facto de a Junta ter publicado um anúncio de falecimento da mãe de Laurinda Martins presidente da Assembleia, quando, em 18 de fevereiro de 2010, tinha sido aprovada por unanimidade a proposta de não publicação desses anúncios. “Poucos dias depois (de a proposta ter sido aprovada) faleceram três familiares próximos de um membro do Partido Socialista. O falecimento já era previsível tendo em conta o débil estado de saúde em que se encontravam. Cumpriu-se o que havia sido deliberado na assembleia e não se publicou nada na comunicação social”. Os socialistas consideram, por isso, que “perante o sucedido, e juntando todos os factos, somos levados a concluir que a proposta apresentada a 18 de fevereiro foi premeditada”. Laurinda Martins respondeu à declaração, assumindo a autoria do anúncio “em nome da família e da Assembleia da Freguesia”. “Fui eu que o paguei”, asseverou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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