Reguila pretende “voar mais alto”

 

 

 

 

Tem sido notícia por todo o país por ocupar o segundo lugar da tabela de goleadores da Liga de Honra e apesar de se “sentir muito bem no Trofense”, Reguila pretende “voar mais alto” no desporto rei e quem sabe no clube que deseja representar, o Sporting de Braga.

Veste a camisola do Trofense pela quarta vez e é a imagem do clube por ser um goleador nato. Com 27 anos, Reguila atravessa uma das melhores temporadas de sempre da sua carreira, com sete golos apontados na Liga de Honra em catorze jornadas realizadas. Ser o segundo melhor marcador desta divisão é uma sensação “única” para o avançado, que não esperava estar à altura de outros nomes grandes do futebol. No entanto, este resultado é encarado com satisfação e provém de “muito trabalho”, fundamentalmente para ajudar o clube: “para além de querer superar as minhas próprias conquistas, marco para a equipa e isso é o mais importante”. Agora o objectivo é sagrar-se “o melhor marcador do campeonato, sem fazer disso uma obsessão”, esperando que o futuro lhe continue a sorrir e que o ritual de “ajeitar o colarinho e tirar as medidas ao guarda-redes” antes dos jogos consiga trazer-lhe, pelo menos mais oito golos, para atingir a marca dos quinze a que se propôs esta temporada.

Apesar de se “sentir muito bem no Trofense”, Reguila, que herdou a alcunha do irmão que também jogava futebol, pretende “voar mais alto” no desporto rei: “nunca escondi o meu desejo de um dia conseguir jogar na primeira liga. Sei que tenho que continuar a trabalhar ao mais alto nível, mas tudo farei para alcançar esse objectivo”. Quanto à camisola do clube que gostaria de vestir, a resposta surgiu sem hesitações: “a do Sporting de Braga”.

Questionado sobre o significado dos golos que já marcou na Liga de Honra e os 21 que lhe permitiu ser o melhor marcador da 2ª Divisão Nacional a época passada, o dianteiro trofense afirmou que nenhum deles pode assumir uma maior importância, porque “os da temporada passada foram marcados tendo em vista a subida de divisão e estes agora valem só a manutenção”. Na memória do jogador vive ainda a época que o catapultou para o emblema da Trofa, com 40 golos marcados numa divisão regional.

O jogador esteve presente no primeiro colóquio organizado pelo Departamento de Formação do Clube Desportivo Trofense e considerou a iniciativa “importante e necessária”, para que os mais jovens percebam “que às vezes nem tudo é fácil” e que a ajuda enquanto são mais novos é sempre fundamental: “Comecei com 14 anos no Merelinense e pouco tempo depois tive que viajar para a França e não tive oportunidade de adquirir mais experiência como atleta jovem. Por isso acho preponderante que estes jogadores que são o futuro do futebol aproveitem a excelente ajuda dos profissionais do Trofense”, sublinhou. Lamentou, de resto, não conhecer de perto todos aqueles que o vêm como exemplo e que lutam dia a dia para conseguir chegar à sua altura.