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Edição 735

Regresso a Casa 2.0 (Re)Imaginar a Educação!

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Em agosto de 2020, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, descreveu a pandemia COVID-19 como tendo causado a maior interrupção da Educação da História e reconheceu “uma oportunidade geracional para (Re)Imaginar a Educação. Devo dizer que os últimos dez meses foram oportunidades para todos, e é-me encorajador ver como professores de todo o mundo aceitaram o desafio de se adaptar e inovar. Temos na Educação um “ecossistema” em constante mudança.

Como bem sabem, passamos de uma Escola que pretendia normalizar, para uma Escola diversificadora hoje! Estamos numa nova Era em que se exige aos professores e às escolas respostas a problemas complexos de natureza diversa como a Covid-19. Isto obriga-nos a um repensar acerca do seu papel interventivo a nível pedagógico em contextos educativos hoje caracterizados pelo aumento da complexidade, incerteza e diversidade. Assim, afirmo que a Educação é uma responsabilidade enorme porque apresenta resultados imediatos e, portanto, são visíveis as consequências das nossas ações. Temos hoje professores fantásticos e de convicção, mas também temos muitos professores resistentes à mudança, pois é difícil lidar com as reações emocionais dos seres humanos face à ameaça de perda da certeza, da previsibilidade e da estabilidade. E agora, para provar a todos que o futuro não é um lugar fixo, e que nós professores devemos apostar numa formação contínua, chegou 2020 e a Covid-19 em força.

Não nos iludamos, os eventos de 2020 e 2021 representam uma crise global de saúde pública, uma crise económica e uma crise humanitária com a Educação na interseção. Houve um impacto significativo, ainda por aferir, nos alunos, educadores e instituições. Como o Coronavírus fechou a Escola em março de 2020, e como ele voltou a fechar em janeiro de 2021? Como estarão os educadores portugueses? Realidade: ansiosos, receosos, preocupados, stressados, ansiosos porque estavam em perda profissional, em stresse e em burnout, pois afinal há uma questão-chave: “como irão continuar a promover as aprendizagens para todos os seus alunos? Agora, a Escola irá novamente regressar com o Ensino em Casa 2.0

Não estaremos nós a comprometer novamente uma geração – a Geração Covid – por termos ainda profissionais pouco preparados, ou por não existirem ainda os meios tecnológicos adequados, ou então providenciados ainda não em tempo-útil às instituições? Conseguirão, neste Regresso a Casa 2.0, sem aparente planeamento, os profissionais de Educação estimular nos alunos o pensamento crítico e analítico para avaliar cenários e resolver problemas? Estarão preparados para potenciar a imaginação dos alunos e apresentar soluções inovadoras? Estarão preparados para continuar a promover o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória?
A Escola do futuro é hoje, e não é necessariamente uma escola repleta de tecnologia, mas aquela que permite a cada aluno desenvolver os seus próprios talentos, que promove um ensino diferenciado e inclusivo, onde os alunos são desafiados a pensar, a explorar, a criar e a comu­nicar. Uma coisa me parece clara que para avançarmos com as aprendizagens necessitamos de instituições, salas de aula, profissionais, agora as casas 2.0 também, todos, em equipa, concentrados na criação de ambientes para a aprendizagem centrada no aluno, ampliada pela tecnologia e que vai além das limitações físicas dos edifícios. Todos estarão preparados para tal?
A Geração Covid não ficará para trás

Como Professor e Gestor Educacional vi muitas transformações nos últimos 10 anos. Mas a Covid-19 acelerou exponencialmente a transformação digital e então vi anos de mudança traduzidos em semanas. Essa aceleração trouxe transtornos, bem como oportunidades. Sabemos todos que esta disrupção provocada pela Pandemia trouxe a aceleração da Mudança, e criou oportunidades de (Re)imaginar o futuro da Educação. Estaremos prontos a agarrar esta oportunidade? Agora, novamente em Ensino à Distância todos os professores são desafiados a proporcionarem experiências de aprendizagem relevantes e diversificadas aos alunos, mas estarão preparados para tal? Os professores deverão organizar atividades orientadas por problemas e questões abertas que exijam raciocínio, diálogo, discussão de pontos de vista e trabalho colaborativo, estarão preparados para tal? Sim, se recorrem ao trabalho de projeto, à Flipped classroom (sala de aula invertida). Sim, se recorreram às plataformas de Gamificação e aos Exit tickets. Sim, se reforçarem a avaliação formativa e um Feedback mais regular, objetivo e direcionado.


Quando falo em Deep learning, refiro-me a experiências educativas que produzem aprendizagens significativas. São aprendizagens personalizadas e centradas no aluno e que lhe são intrinsecamente motivadoras, com análise de tópicos que são do seu real interesse. Refiro-me a experiências de aprendizagem que fazem com que os alunos queiram insistir, persistir e ter sucesso. Essa combinação de autonomia, compromisso e trabalho significativo inspira alunos e professores. A Pandemia de Covid-19 veio para ficar e continuará a obrigar-nos, diariamente, a (Re)imaginar a Educação e a criar mudanças positivas para o futuro da aprendizagem dos nossos alunos: a Geração Covid não pode esperar

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Edição 735

Morte trágica do Dr. António Maia

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Muitos de vós ao irem em direção a Vila do Conde certamente repararam que logo após as curvas do “Bicho” e já na chegada a Fornelo tem uma placa evocativa relativamente a uma vítima que teria falecido nas proximidades daquele local.
O indivíduo em questão era o Dr. António Maia, advogado de profissão que foi assassinado em finais de fevereiro ou início de março de 1907 enquanto estava a realizar a sua viagem de regresso para o seu lar, após ter viajado até Vila Nova de Cerveira para tratar de assuntos do foro jurídico para um dos seus clientes, teria sido atacado naquele local e sido morto.
A vítima viria a aparecer morta, apresentava sinais de uma grande contusão craniana e estava envolta em uma grande poça de sangue como se pode depreender pelos relatos do jornal “O Ave” que apontavam aquele crime como sendo algo terrível.
A figura era bastante estimada pela população vilacondense e esse sentimento de respeito e estima fez-se sentir quando a população por determinados momentos tentou fazer justiça pelas próprias mãos contra o principal suspeito daquele crime, obrigando inclusivamente ao reforço policial com vários soldados para evitar que tal acontecesse.
O suspeito de ter cometido tal violência era o “Caixeiro” como era conhecido na comunidade de S. Tiago de Bougado em que era natural daquela freguesia e após ter pendido sobre si inúmeros interrogatórios iria acabar por ser condenado pelo Ministério Público de forma provisória como sendo o autor daquele crime.
A suspeita recaia sobre a sua pessoa porque alegadamente ele teria sido o último a ver a vítima com vida, como também foi quem lhe fez o serviço de transporte em carroça desde a estação de caminhos de ferro da Trofa até Vila do Conde, todavia, a viagem seria interrompida em Fornelo.
Analisando a imprensa da época é de fácil perceção que os julgamentos rapidamente aconteciam nas folhas do jornal em que os ataques ao possível culpado são constantes, os julgamentos são imensos, ultrapassando o limite ético para um jornalista.
A 21 de março de 1907 iria ser formalizada a queixa em tribunal com o Juiz, acompanhado do delegado do Ministério Público a pronunciarem o arguido pelo crime de homicídio involuntário, por inconsideração e negligência, como também pelo crime de uso e porte de arma proibida porque ele teria uma pequena navalha na sua posse quando foi intercetado pelas autoridades.
A medida de coação foi a prisão preventiva até ao pagamento de uma fiança no valor de 2 mil reis, um valor extremamente elevado para aquele momento da história.
Os julgamentos na praça pública continuaram, as massas populares não aceitavam a acusação que tinha sido produzida, servindo possivelmente de alento que o suspeito ainda não tinha conseguido pagar a fiança e por isso continuava detido.
O caso apaixonou a opinião pública, teve ampla cobertura na imprensa em que vários jornais escreveram e escreveram sobre este processo, sendo uma circunstância alimentada por múltiplos fatores, desde alguns erros processuais em que inclusivamente o corpo da vítima é mexido antes da chegada das autoridades, inúmeros exames médico-legais, etc. etc.
Os dias foram passando e aquele caso até iria provocar discussões políticas/partidárias, concretamente entre o Partido Regenerador e o Partido Progressista.
O novelo desta história é enorme, passadas poucas semanas tudo apontava que o crime para o qual estava a ser acusado iria sofrer agravamento passando a ser acusado de homicídio voluntário e caia a argumentação de homicídio por acidente.
Quem sabe numa próxima crónica não irá surgir mais informações sobre este caso…

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Edição 735

PAN questiona Ministério sobre plano de recuperação de afluente do Rio Ave

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O PAN reclama “mais ação e fiscalização de forma a garantir a preservação” do rio Vizela, assim como “a necessidade de investimento na recuperação da fauna e flora associada”.

Numa interpelação ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, o grupo parlamentar do partido questionou sobre o ponto de situação da Resolução da Assembleia da República n.º 63/2017, que “recomenda ao Governo que tome medidas para a despoluição do rio Vizela, investigue os incidentes de poluição nele ocorridos e elabore um plano para a recuperação das zonas envolventes”.
“Consideramos que é fundamental que o Governo não descure a importância da recuperação do rio Ave e dos seus afluentes, face àqueles que são os impactos muito negativos na biodiversidade do rio e zonas envolventes. É imperioso que os nossos meios hídricos sejam considerados prioritários em matéria de despoluição e prevenção de atos negligentes e criminosos”, refere Bebiana Cunha, deputada à Assembleia da República pelo PAN.
“Quantos planos de vigilância foram elaborados com as autarquias e entidades responsáveis pelos meios hídricos da bacia hidrográfica do Ave, assim como que municípios elaboraram esse plano” são algumas das questões que os deputados do PAN querem ver respondidas pela tutela, que se juntam aos “pedidos de esclarecimentos sobre as medidas já implementadas e sobre os projetos previstos a curto prazo para uma efetiva fiscalização”.
“Temos um verdadeiro problema ambiental em mãos na forma como os nossos rios são tratados. No caso da Bacia Hidrográfica do Ave, que tem sido negligenciada ao longo do tempo, consideramos que a tutela deverá definir e aplicar as devidas medidas ou procedimentos já consagrados na resolução com a maior brevidade possível de forma a devolver os rios às comunidades e a incentivar o mais profundo respeito pelos mesmos”, acrescenta Bebiana Cunha.

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