As alterações no âmbito da reestruturação da GNR entraram em vigor no dia 1 de Janeiro, mas apenas foram efectuadas esta terça-feira, na sequência dos elementos da Brigada de Trânsito da GNR, que estiveram envolvidos na operação de Ano Novo, só esta segunda-feira terem tomado conhecimento sobre onde vão ser colocados. Com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, foram extintas as unidades das brigadas de Trânsito, Fiscal e territoriais e os regimentos de Infantaria e de Cavalaria.

Com a regulamentação da Lei Orgânica da GNR, foram criadas cinco novas unidades especializadas: as unidades Nacional de Trânsito, de Controlo Costeiro, de Acção Fiscal, de Segurança e Honras de Estado e de Intervenção. No âmbito da reestruturação da GNR foram criados 18 comandos territoriais que, na sua maioria, passam a ter um destacamento de trânsito, funcionando a nível distrital e que se articulam em comando, serviços e subunidades operacionais.

Com a extinção da Brigada de Trânsito, a segurança e fiscalização rodoviária ficam assegurados pelos comandos territoriais de cada distrito, que através dos destacamentos de trânsito vão desempenhar missões semelhantes às da BT. A nova Unidade Nacional de Trânsito, composta por um número reduzido de efectivos, funciona como uma reserva do comando-geral da GNR para actuar de Norte a Sul do país em situações especiais, explicou à Lusa o porta-voz do comando-geral da Guarda Nacional Republicana, tenente-coronel Pedro Costa Lima. Com o fim da Brigada Fiscal, foi criada a Unidade de Controlo Costeiro, responsável pela vigilância da costa, e a Unidade de Acção Fiscal, que tem como missão a investigação do crime fiscal e aduaneiro. O Regimento de Cavalaria passou a designar-se Unidade de Segurança e Honras de Estado, que integrará o esquadrão presidencial, o grupo de honras do Estado, o grupo de Segurança, a charanga a cavalo e a banda da GNR. Por sua vez, o Regimento de Infantaria designa-se agora Unidade de Intervenção e compreende os grupos de intervenção de ordem pública, de operações especiais, de protecção e socorro e cinotécnico.

No seio dos cidadãos, as alterações resultantes da reestruturação da GNR serão quase invisíveis, sendo que as principais mudanças encontram-se ao nível interno através da transferência de efectivos. De acordo com o tenente-coronel Pedro Costa Lima, as unidades vão manter os carros e os fardamentos actuais. “Os cidadãos em geral não se vão aperceber destas mudanças, uma vez que as alterações terão mais implicações a nível interno devido à transferência de efectivos”, sublinhou.

Para o comando-geral da GNR, as mudanças significam uma “descentralização dos serviços”, que serão colocados mais próximos dos cidadãos.