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Na terça-feira, 24 de junho, foi divulgada a lista das 311 escolas do 1.º ciclo que fecham este ano letivo, avançando que uma delas seria a EB1 Giesta 2, em Alvarelhos. Câmara da Trofa e FAPTROFA explicam que apenas vão fechar dois edifícios de jardins de infância.

Contactado o vereador do pelouro da Educação da Câmara Municipal da Trofa, António Azevedo, este afirmou que “no ano letivo 2014/2015 nenhuma escola irá encerrar na Trofa”, explicando que apenas irá ser feita “uma pequena alteração na Rede Escolar”. Ou seja, em Alvarelhos, “os alunos da Giesta 2 vão para a Giesta 1”, acabando com as turmas de anos escolares mistos e passando a ter “quatro turmas, uma para cada ano escolar”.

Uma vez que “o Jardim de Infância (JI) de Cidoi não tem condições nenhumas”, os alunos serão transferidos para a escola de Giesta 2. Assim, a Escola de Giesta 1 seria dedicada ao 1.º ciclo e a de Giesta 2 ao Jardim de Infância. Para que isso, António Azevedo contou que o executivo “já está a ultimar a aquisição do terreno (contiguo à escola) para fazer o alargamento da via, de modo que o autocarro possa ir diretamente à escola”.

Já em S. Mamede do Coronado, o Jardim de Infância de Feira Nova, que se “encontra em péssimas condições”, será encerrado e os alunos transferidos para a Escola Básica de Feira Nova, que tinha “salas a mais que estavam desocupadas”. “Passará a chamar-se EB1 JI de Feira Nova, com duas salas de Jardim de Infância. Estão já a requalificar a escola, faltando as vedações e as infiltrações, que irão estar concluídas obrigatoriamente até 31 de julho, contando com o apoio de uma empresa local numa parceria em que lhes dão muita mão de obra e contribuímos com os bens e materiais”, denotou.

O presidente da FAPTROFA (Federação das Associações de Pais da Trofa), José Maria Oliveira, reagiu “bem” às alterações, uma vez que estas foram “concertadas entre a FAPTROFA e a Câmara Municipal, sendo da opinião que “nesta altura é a melhor solução para que as condições dos alunos possam ser bastantes melhores”. “No caso de Feira Nova, o JI fica bem melhor alojado na EB1 e também não temos dúvidas absolutamente nenhuma que no caso da Giesta 2 os alunos ficam melhores instalados na Giesta 1, porque ambas as escolas estavam a funcionar com turmas mistas o que não fazia sentido absolutamente nenhum”, justificou.

Pais da Giesta 2 revoltados

“Não mudamos sem obras. Esta escola não tem amianto”. Alguns pais dos alunos da Escola Básica de Giesta 2 estão revoltados com as alterações anunciadas e demonstraram isso através da colocação de duas faixas na escola.

Para estes encarregados de educação, não faz sentido que os seus filhos sejam transferidos para a EB1 Giesta 1, que tem amianto, quando frequentam uma escola sem amianto, exigindo que seja retirado o amianto da instalações para que os alunos possam frequentar a escola.

 

Alterações no ano letivo 2015/16

José Maria Oliveira referiu que o executivo está a “analisar” a situação da rede escolar, prevendo que no ano letivo 2015/16 “haja novamente alguma alteração na reorganização escolar, nomeadamente no Agrupamento de Escolas da Trofa”.

Já o vereador do pelouro da Educação, denotou que tem havido “uma diminuição imensa de alunos”, sendo que “os diretores dos agrupamentos estão assustados” com este fator. Dependendo do número de alunos matriculados neste ano letivo, o executivo pondera fazer uma nova reorganização escolar, em que os alunos do 1.º ciclo de Esprela e Paranho vão ser transferidos para a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques, passando este a ser um centro educativo para o 1.º e 2º ciclo, uma vez que o 3.º ciclo será transferido para a Escola Secundária da Trofa, desde de que esta “tenha hipótese de receber os alunos do 3.º ciclo”. Tanto na Esprela como no Paranho, os jardins de infância vão-se manter no mesmo edifício.

Esta poderá ser, segundo António Azevedo, “uma proposta para a Carta Educativa”, que o executivo tem de entregar “até dezembro deste ano”, onde será estabelecidos “os investimentos na Rede Escolar a fazer nos próximos dez anos”. “Requalificar as escolas da Esprela e do Paranho, que necessitam de obras, ficaria-a-nos muito caro. Assim, ficaríamos com o centro escolar na Professor Napoleão Sousa Marques e a transição do 1.º ciclo para o 2.º seria muito melhor. Claro que com algumas alterações, a que já nos candidatamos, para que no ano letivo 2015/16 isso possa ser efetivado”, explicou.

O vereador adiantou ainda que, uma vez que “os autocarros escolares estão em fim de vida”, para manter “o apoio no transporte” há a “a necessidade de comprar quatro autocarros”, estando ainda “a equacionar que política de transportes querem para o próximo ano”. Caso a Câmara Municipal “não tenha disponibilidade” para fazer o transporte das crianças, António Azevedo avançou que uma das soluções é “concessionar”.