Equipa de 1971/1972 do Trofense reuniu-se no estádio para recordar os momentos vividos naquela época. Antigos jogadores estiveram na sala de troféus e, no relvado, tiraram a fotografia para a posteridade.

“Foi uma época maravilhosa, com quase todos os jogadores oriundos da Trofa”. Esta é a recordação de Cerejo, antigo jogador do Clube Desportivo Trofense, que na tarde de sábado, 22 de março, foi uma das “velhas guardas” que se juntaram para reviver os momentos da época 1971/1972. Ao NT, o jogador, que foi um dos que mais se destacou no plantel, recordou a “grande camaradagem e coletivo”, que “deixou pena” no fim da temporada, quando uma nova direção tomou posse e “desistiu do projeto que havia”.

As dificuldades da época, como o campo pelado e redutos adversários de pequenas dimensões, eram debeladas pelo “grande prazer de jogar futebol”. “Também me lembro que, apesar de o nosso campo ser pelado, antes dos jogos havia o cuidado de o alisar com o trator”, lembrou.

Apesar de muitas das memórias já estarem no fundo do baú das recordações, Cerejo não esquece “a grande atração” que o futebol era na altura. “Como havia poucos atrativos, as pessoas refugiavam-se no futebol. Os tempos, agora, são completamente diferentes”, afiançou.

Vilaça era o treinador da altura, mas também dava uns pontapés na altura… até se lesionar no caminho para a bola, quando ia cobrar um livre. Esticou a perna para rematar e não conseguiu fazer mais nada. A lesão teve tal grau de gravidade que acabou por pendurar as chuteiras, optando por apenas orientar a equipa.

“Eram praticamente todos da terra e jogavam com toda a vontade e amor à camisola. Os recursos eram quase nenhuns, ainda há bocadinho estávamos a falar que os calções nem eram iguais para todos, mas fizeram-se coisa bonitas”, contou. Para Vilaça, a “amizade” partilhada naqueles tempos é que explica que, ainda hoje, todos se reúnam para reviver a experiência.