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Edição 605

(Re)viver a magia dos presentes de Natal

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No Dia dos Reis, o Sorrisos e o Pai Natal surpreenderam as crianças e jovens sinalizados do concelho com 65 presentes, entre brinquedos e vestuário.

Os presentes foram entregues pela Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), provenientes da campanha de angariação do balcão do BPI da Trofa, assim como da iniciativa “A Roda da Felicidade”, promovida pela Euromaster no âmbito do projeto “Portugal mais feliz”.
Daniela Esteves, presidente da Delegação da Trofa da CVP, contou que decidiram “juntar estas duas campanhas e convidaram as crianças sinalizadas para fazer esta entrega, criando mais um momento de felicidade na sua vida”.
Uma iniciativa que “já aconteceu o ano passado” e que Daniela Esteves pretende repercutir “sempre que tiverem estas campanhas e apoios”, uma vez que, salientou, “não foi a Cruz Vermelha que comprou estes presentes para as crianças”. “Só com estas campanhas e com estas entidades a ajudar é que estes dias se podem tornar possíveis na vida destas crianças. Se, dentro do possível, estas e outras entidades se associarem à Cruz Vermelha, todos faremos noites mais felizes às crianças do nosso concelho, que, por alguma razão, podem não ter recebido presentes”, declarou, afirmando que uma mãe agradeceu à Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa, porque o seu filho “não pode ter prenda neste Natal”, devido à sua “em situação de desemprego”.
E quando se ouve isto, a presidente acredita que “vale a pena” e, por isso, “só pode estar agradecida” à Euromaster e ao BPI, por “este ano, mais uma vez, conseguirem ajudar nesta campanha”.

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Edição 605

O livro é uma espécie de cola

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Sucesso. Quando qualquer pessoa o atinge, um dos muitos pensamentos que tem baseia-se nas razões que permitiram que esse sucesso fosse atingido. A família e os amigos, horas e horas de trabalho árduo… Mas não me lembro de, algum dia, ouvir alguém agradecer aos livros que leu. Acredito que tenha acontecido, simplesmente nunca foi na minha presença.
Acredito que muita gente não consiga perceber o alcance deste pensamento, assim como sei que muitos outros irão entender e concordar. No fundo, os livros, o ato de ler, o ato de respirar por uns segundos e ignorar o frenético mundo exterior, é uma espécie de cola nas nossas vidas. É o fio condutor das nossas próprias histórias.
Penso nisto muitas vezes, sobretudo em momentos críticos. Para mim, os momentos críticos são quando me apercebo de que é enorme o número de pessoas que não sabem escrever corretamente ou mesmo ler corretamente. E não me refiro a pessoas com alguma idade, que tiveram outro tipo de ensino e de vida, que muitas vezes lhes exigiu abandonar os estudos (e bem sei que acontece o mesmo hoje em dia, embora em menor escala).
É grave, a meu ver, que alunos universitários, alunos do ensino secundário, ou pessoas minimamente formadas não saibam pontuar uma frase, quer escrita, quer lida. Isto não é, de todo, uma crítica mascarada de uma qualquer superioridade intelectual. Não. Isto é a constatação do mundo em que atualmente vivemos.
A tecnologia faz tudo por nós. Escreve por nós, calcula por nós, até lê por nós! Estamos a ficar, como sociedade, cada vez mais inaptos se não estivermos munidos de dispositivos tecnológicos. Não tentamos perceber como as coisas funcionam à nossa volta, desde que exista um botão que coloque tudo em funcionamento. Este aparente desinteresse geral pelo mundo, pela vida, está presente em todo o lado. As conversas são básicas, sem significado. As discussões nas redes sociais só conseguem ser apelidadas de ridículas. As músicas comerciais atuais, quando comparadas a outras de um tempo que parece muito, muito distante, são vazias de sentido, de significado. Já ninguém pensa sobre o significado da vida, do universo, das estrelas. Ninguém toma um café com um amigo sem tocar uma única vez no telemóvel. Ninguém tenta crescer de momento para momento, sem entregar o seu destino ao próprio destino.
E onde entra o livro nesta história? Eu acredito que ler nos dá tudo. Quando lemos, estamos a conhecer outras entidades. Estamos a absorver opiniões alheias (do autor ou das personagens) e começamos a gostar dessa partilha. Vamos querer fazê-lo mais vezes, se calhar com as pessoas que nos rodeiam, que muitas vezes ficamos espantados por não as conhecermos bem. E vamos habituar o nosso cérebro à escrita, à leitura. Começa a ser tão natural que muitas vezes dizemos “isto não soa bem… Não sei porquê, mas não soa bem”. São os livros que nos dizem, sem nós sabermos.
Livro da Quinzena:

Platão e um ornitorrinco entram num bar, Daniel Klein. Absolutamente fantástico. Filosofia contada e explicada através de anedotas brilhantemente escritas e contadas. Uma leitura obrigatória não só para quem gosta de filosofia, mas para o público em geral. Faz rir e faz pensar.
Literariamente, estamos conversados.

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“Estou ansioso para voltar a fazer rir”

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Miguel 7 Estacas está de volta. Depois de um ano e meio de recuperação e preparação para o regresso, o comediante de Cidai, Santiago de Bougado, vai apresentar-se, de novo, no palco nos coliseus de Lisboa e do Porto, a 3 e 17 de fevereiro, rodeado de amigos. Numa entrevista exclusiva ao NT e à TrofaTv, o humorista confessou estar “ansioso” para voltar a “fazer rir”.

Que está no lote dos melhores humoristas do país já ninguém duvidava, mas se havia qualidade que as pessoas podiam desconhecer de Miguel 7 Estacas é que este homem é uma verdadeira força da Natureza. A recuperação, após o grave acidente sofrido na corrida de carrinhos de rolamentos Laúndos em Movimento, em agosto de 2015, foi de tal maneira surpreendente que é já por muitos considerada caso de estudo. Miguel 7 Estacas participava na iniciativa, na Póvoa de Varzim, com o amigo e também humorista João Seabra, quando na última curva da pista sofreu um despiste que lhe provocou ferimentos graves.
Enquanto esteve hospitalizado, uma verdadeira onda de solidariedade se ergueu entre anónimos e figuras públicas ligadas ao humor, que, preservando a privacidade de Miguel, foram aguardando pelo tão almejado regresso. E esse também foi preparado sem pressas, desde o verão passado até ao anúncio de dois espetáculos: 3 de fevereiro, no Coliseu de Lisboa, e a 17 de fevereiro, no Coliseu do Porto. Os cartazes são de “luxo”, com a participação de vários nomes sonantes do humor em Portugal como Eduardo Madeira, António Raminho, Luís Filipe Borges, Quim Roscas e Zeca Estacionâncio – em Lisboa – e Nilton, Fernando Rocha, Aldo Lima e João Seabra – no Porto.
Numa entrevista exclusiva a pouco tempo de voltar a pisar o palco, e com a boa disposição que o caracteriza – Miguel 7 Estacas adiantou ao NT e à TrofaTv que está “ansioso” para “voltar a ouvir reações do público” e fazer rir. “Que não se tenha alterado nenhum chip cá dentro e que continue a funcionar”, disse, entre risos.
“Fugir à retina” é o título dos espetáculos nos coliseus e desengane-se aquele que pensa que houve algum erro gráfico. Retina foi mesmo a palavra escolhida e, propositadamente, está relacionada com o problema que viveu. “Fiquei na dúvida de colocar um título que brincasse com a gravidade da minha situação ou que fosse outra forma mais intuitiva para a comédia, mas toda a gente que sondei achou mais piada à sátira que fiz de mim mesmo. Então, foi esse o eleito, porque o maior problema que tive durante a minha recuperação foi precisamente a colagem da retina. Ficou esse trocadilho, fugir à retina, ou seja, vamo-nos divertir um bocadinho com isto”, explicou. E o tempo que medeia o acidente, a fase de recuperação e o dia do espetáculo norteia o tema da performance de Miguel 7 Estacas nos coliseus.
Os cartazes são apetecíveis para quem gosta de comédia e nasceram da atitude solidária demonstrada pela classe de humoristas em torno de Miguel 7 Estacas. Nem ele “estava à espera que houvesse tantos abraços amigos e calor humano” após o acidente. Alguns, confessa, pela distância que os fazia estar distantes fisicamente, foram “agradáveis surpresas”. “Considero que é um bom sinal e, de certa forma, uma recompensa da minha forma de estar na sociedade”, argumentou.
E perante os nomes que se reuniram, só os coliseus se revelaram opção válida para a realização dos espetáculos. “Penso que os próprios trofenses também sentem agrado por ver o Miguel 7 Estacas naquelas salas e que vão querer marcar presença para assistir a um grande espetáculo”, anteviu.

“Nunca duvidei que um dia estaria de novo nos palcos”
“Houve um impacto inicial que foi questionar-me onde estava e o que é que me aconteceu. Logo depois disso, tive uma força enorme de voltar ao ativo. Nunca duvidei que um dia estaria de novo nos palcos”, confessou Miguel 7 Estacas, quando questionado se alguma vez temeu não poder voltar a fazer comédia.
E se os espetáculos nos coliseus ditam um regresso em grande, os dias que seguem também traçam uma agenda preenchida, com eventos nacionais e internacionais. “No final de janeiro, estarei num Festival em Albergaria e entre o Coliseu de Lisboa e o do Porto, vou ao Luxemburgo. Depois, em março, Canadá e Estados Unidos da América”, anunciou, considerando que “o recomeço deve realmente surgir com alguma grandiosidade para que se mantenha o respeito que houve até aqui por parte do público”.

O Senhor Limpinho vai voltar?
Há personagens criadas pelo humorista trofense que se tornaram míticas. Uma delas é o Senhor Limpinho, que muitas noites animou os telespectadores do “5 Para a Meia Noite”, da RTP. Tem havido, por isso, alguma curiosidade sobre se ela voltará a fazer parte do repertório humorístico de Miguel 7 Estacas. “Esta é uma das personagens que eu acho que toda a gente mais tem dúvida sobre se eu conseguirei pôr em prática. Em primeiro lugar, quero descansá-los e dizer que sim, com maior ou menor facilidade, o Senhor Limpinho vai voltar aos palcos. Se estará ou não no Coliseu, vou deixar no ar a questão para não levantar o véu”, afiançou.
Assim como o Senhor Limpinho, o Mágico Urini será outra das personagens mais difíceis para recuperar, mas também não está posto de lado. Com mais facilidade surgem o Trolha Fredo ou o Bombeiro Meireles, apenas dependentes de “um bom texto”. E enquanto outras vão sendo “arrumadas na prateleira”, há novas que “surgirão com certeza”, anunciou o comediante.

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