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Edição 456

Rancho das Lavradeiras cantou ao Menino

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A Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado foi palco da 17ª edição do encontro “Cantares ao Menino”, que se realizou no sábado, 11 de janeiro.

Antigamente, os mais pobres andavam de porta a porta a cantar as janeiras, pedindo géneros que eram fundamentais para a sua sobrevivência. Já nas igrejas, cantava-se ao Menino, pela altura natalícia até ao Dia de Reis.

Para que estes “hábitos e costumes não se perdessem ou para que as pessoas se relembrassem de como era no passado”, o Rancho das Lavradeiras da Trofa tem organizado encontros de “Cantares ao Menino”, sendo esta “uma forma de o folclore lembrar e procurar preservar hábitos religiosos de antigamente”.

Pelo altar da Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado passaram, além do grupo anfitrião, o Grupo Folclórico de Santa Maria de Cabril (Castro Daire), Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Assafarge (Coimbra) e o Grupo Cultural e Recreativo Semente (Espinho), que cantaram à imagem do Menino Jesus.

O presidente das Lavradeiras da Trofa, Luís Elias, estava “muito satisfeito” com este encontro, assim como “todas as pessoas que encheram a Igreja Matriz”, que puderam “verificar grupos de elevado nível”. Como tem sido “apanágio”, o Rancho das Lavradeiras da Trofa trouxe “grupos de qualidade ao encontro de Cantares ao Menino e este ano para não fugir à regra” teve “três excelentes grupos”.

De forma “a não sofrer surpresas, nem desilusões”, Luís Elias tem um método de pesquisa antes de convidar os grupos. Quando “não conhece” a valia, questiona “os conselheiros técnicos da Federação de Folclore Português” sobre “como os grupos são, se têm reportório para os cantares ao Menino, qual a qualidade e como é que o grupo está”. Em função das respostas pode ou não surgir o convite. Em “alguns casos”, o presidente já tem “conhecimento da valia deles”.

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Edição 456

Arco da Governação

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Ricardo Garcia

De há uns anos para cá, o mundo jornalístico ligado à política decidiu criar a forma arquitetónica do “Arco da Governação” ou “Arco da Responsabilidade”. Tais arquitetos desenharam tal forma com princípios bem definidos: criar a sensação na sociedade portuguesa de que só existem 3 partidos, sozinhos ou coligados, com sentido de responsabilidade para governar Portugal.

PS, PSD e CDS-PP construíram determinada obra com objetivo de excluir a chamada “esquerda radical”. Por “esquerda radical”, podemos situar as forças políticas e sociais mais à esquerda do PS. Associados à “esquerda radical” aparecem logo termos como “irresponsáveis” (ligado às propostas e alternativas políticas) “subsídio-dependentes” (ligado à cultura) ou “interesses instalados” (este último ligado à atividade sindical). É sem qualquer tipo de pudor que ouvimos de comentadores políticos, políticos comentadores, jornalistas políticos e políticos jornalistas, frases como “não há outra solução possível”, “este é o único caminho”, ou frases proféticas do Apocalipse como “estávamos perto da bancarrota” e “não fosse a luz da troika e não tínhamos dinheiro para pensões e reformas”.

Mas falemos da minha preferida da intelligentsia nacional: eles só sabem criticar. Não apresentam alternativas. Tal programa ideológico só pode ter como finalidade atirar areia para os olhos dos portugueses de forma a denegrir um órgão já de si com péssima imagem: o parlamento. Nada dá mais jeito para a troika nacional do que a visão maniqueísta do parlamento. De um lado estão os que fazem e do outro os que se limitam a dizer mal. Neste ponto, o jornalismo português tem uma responsabilidade acrescida, pois normalmente o que sai na comunicação social tem um conteúdo sensacionalista, demagogo e populista. Faits divers em suma. Será que sabemos que todos os dias propostas são apresentadas, discutidas e votadas? Será que conhecemos o trabalho dos deputados do nosso círculo eleitoral? Já repararam nos deputados que visitam a Trofa? As suas propostas? Será que alguém se lembra de um deputado do PCP que tenha visitado e apresentado propostas para resolver problemas da Trofa? Sem querer incorrer em soberba, digo que sim. E do PS, PSD e CDS-PP? Façam um esforço, porque afinal estas forças políticas em conjunto elegeram 35 deputados pelo círculo eleitoral do Porto.

Por fim, só tenho medo que o arco lhes cai em cima.

Ricardo Garcia

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Edição 456

Campeonato Open BTT XCO na Maia

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As freguesias de Folgosa, Gemunde, Milheirós, Nogueira e Silva Escura e S. Pedro de Avioso vão ser palco do Campeonato Open BTT XCO Maia 2014, que a Câmara Municipal da Maia e o Grupo Desportivo os Maiatos estão a organizar.

A prova, que está inserida no âmbito da Maia Cidade Europeia do Desporto 2014, é constituída por cinco etapas e vai decorrer a 9 de fevereiro, 2 março, 13 de abril, 1 de junho e 22 de junho.

Neste campeonato pode participar “qualquer pessoa, seja ou não federado, e de qualquer parte do país”, disputando-se ao abrigo do Regulamento das Provas Abertas da União Velocipédica Portuguesa / Federação Portuguesa de Ciclismo.

A inscrição, que inclui “as cinco provas”, tem uma taxa de “cinco euros, para atletas até aos 14 anos feitos até 31 de dezembro de 2014”, e de “dez anos para todos os atletas a partir do 15 anos”. No ato da inscrição, através do sítio www.campeonatobttmaia201.wix.com/pt, deve ser enviado uma “cópia válida do documento de identificação e ainda comprovativo do pagamento (os menores de 18 deverão também anexar cópia do documento válido de identificação do encarregado de educação)”. Já o pagamento, que pode ser efetuado através do NIB 0010 0000 45502780001 81 do Grupo Desportivo “Os Maiatos”, tem que ser feito até à quinta-feira anterior ao início do campeonato. Caso opte por pagar no dia da prova, acresce uma taxa de cinco euros.

A autarquia espera que “o número de inscrições seja superior ao do ano passado, onde participaram cerca de 1500 atletas”.

Mais informações através do e-mail (bttxcomaia@gmail.com), do sítio (http://desporto.maiadigital.pt/) ou do sítio do campeonato (www.campeonatobttmaia201.wix.com/pt).

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