Antes de mais gostaríamos de deixar aqui os nossos votos de felicidades ao "novo" Semanário, o Jornal "O Notícias da Trofa".

   Como estamos a falar de Comunicação Social e muito embora já tenhamos escrito sobre este tema há alguns anos, não resistimos a voltar a escrever sobre este assunto, muito embora o panorama actual seja sensivelmente o mesmo, isto para não sermos pessimistas. Gostaríamos, também, de realçar, mais uma vez, que os nossos apontamentos são sempre na sua essência de âmbito genérico e nunca têm a intenção de alguém "enfiar a carapuça" e muito menos o de ridicularizar quem quer que seja e ponto final. Mas voltando ao essencial.

Todos sabemos que em muitos casos, existe uma relação de conflito permanente entre esta e algumas Entidades (Individuais e Colectivas). Esse conflito seria justificado se cada uma das partes procurasse zelar e satisfazer de uma forma real, honesta e transparente, o seu trabalho. No entanto, os profissionais da Comunicação Social queixam-se, por vezes, que não possuem livre acesso a determinado tipo de informações que acham dignas de serem conhecidas do seu público e em contrapartida, as que lhe são fornecidas não possuem nenhum interesse jornalístico ou outro. Por seu lado, os seus "Fornecedores" acusam-nos de serem meramente sensacionalistas e que estes não entendem os serviços que devem ser prestados à Comunidade onde estão inseridos.

Estes são alguns, muito embora pequenos, exemplos que provam que a incompreensão é bilateral.

Uns porque fornecem dados ou informações de qualidade e interesse não muito satisfatórios, os outros porque recebem e não publicam dados e informações cuja qualidade e interesse são dignos de serem divulgados, mas que por razões que a própria razão desconhece, ficam na gaveta ou são simplesmente adulterados. De notar que o jornalista em toda a sua hierarquia, desde o director até ao repórter, deve procurar sempre informar o público do que está ocorrendo. O seu dever de jornalista é, pois, fornecer dados e factos, e a partir deles o público julgará e orientar-se-á a respeito dos mesmos, mas livremente.

O jornalista terá de ser isento e nunca deixar que a amizade seja um factor inibidor para divulgar os factos que possui, bem como, não deverá dar um relevo especial a uma determinada informação, só porque essa atitude irá atingir um hipotético "inimigo". Por outro lado, é eticamente reprovável que se tente aliciar jornalistas, de forma, a que as suas notícias sejam publicadas em detrimento de outras ou da forma que mais lhe convém. No fundo deve existir um código profissional que deverá estar acima de qualquer interesse pessoal ou outro.

É uma realidade que a Comunicação Social de hoje é um instrumento de contacto com a opinião pública muito importante. Toda esta importância provém justamente do maciço número de leitores que possui.

O público deverá conhecer as verdadeiras "imagens" e não as imagens virtuais ou "fabricadas" que alguns tentam "vender", na nossa opinião. Face a esta pequena abordagem pensamos que as verdades não devem, nem podem assustar ninguém, contudo os autores ou co-autores de "meias verdades" ou mentiras deverão ser "penalizados". Assim o esperamos. Terminamos dizendo:

QUEREMOS APENAS A VERDADE!

Alberto Maia