Rotary Clube da Trofa comemorou o mês do coração com uma palestra, na quinta-feira, onde não faltaram conselhos sobre como ter um coração perfeito. No sábado as iniciativas continuaram com um rastreio ao cancro do estômago e a medição do colesterol e pressão arterial.

Dados divulgados em 2001 pela Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE) indicam que Portugal apresenta uma maior taxa mortal por AVC (Acidente Vascular Cerebral). Este número é alarmante e a pensar na promoção da saúde e no bem-estar da sociedade o Rotary Clube da Trofa organizou a Palestra intitulada “Que Perfeito Coração”, onde o cardiologista João Sá deu conselhos gratuitos sobre como ajudar o músculo a pulsar da melhor forma.

“Tentamos com estas iniciativas que as pessoas se consciencializem de que só se pode tomar atitudes, tendo noção de que os hábitos estão errados”, frisou Mafalda Cunha, presidente do Rotary Clube da Trofa, à margem da iniciativa que decorreu no auditório da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado.

“Pouco prato, pouca bebida e muito sapato” é o conselho de João Sá, cardiologista trofense que explicou o ditado: “Deve-se comer pouco e com tino, beber pouco e bom vinho, que não faz mal à saúde e caminhar muito”. No entanto, nem sempre estas mudanças de rotinas são fáceis para aqueles que já sofrem de algum problema no coração, ou então que apresentam um potencial para o desenvolver. “O grande problema das mudanças de hábitos é que não é fácil fazê-las e depois é muito difícil mantê-las”, afirmou, aconselhando a “comer peixe e couve portuguesa”, artigos nacionais e que operam milagres na saúde.

Conselhos como não fumar, diminuir o peso, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, aumentar a actividade física aeróbica e controlar o stress foram alguns dos referenciados pelo cardiologista que apaixonou a plateia com a palestra. “Os temas do coração são sempre temas apaixonantes e as pessoas gostaram do que estavam a ouvir”, garantiu Mafalda Cunha.

 

Rastreios são tradição no Rotary

De acordo com Mafalda Cunha “é tradição o Rotary Clube da Trofa promover o rastreio do cancro do estômago”. “Com esta iniciativa pretendemos dar um contributo para a saúde da comunidade e dar a possibilidade a algumas pessoas de, atempadamente, identificarem os problemas de saúde”, completou.

José Oliveira, trofense de 65 anos, foi um dos que aproveitou esta oportunidade, apesar de ter uma saúde de ferro. “Vim por uma questão de controle da minha saúde embora ande bem”, confessou em entrevista ao NT, ainda na fila para medir a tensão arterial.

Regularmente faz exames e controla o estado de saúde, mas por saber que muitas pessoas não fazem o mesmo, enalteceu a iniciativa do Rotary Clube da Trofa. “Acho muito importante porque certamente muita gente, se não fosse esta iniciativa, nunca na vida faria este rastreio”, afirmou.

Mais de nove dezenas de pessoas passaram pelo Parque Nossa Senhora das Dores no sábado de manhã para fazer o rastreio do cancro do estômago, medir a tensão arterial e verificar os níveis de colesterol.