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Edição 435

Que chatice! Não vamos ter Silly Season.

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Depois de um ano de trabalho, os níveis de ansiedade ficam sempre elevados, pela chegada das merecidas férias, que mais não são do que um período de descanso periódico, de uma atividade constante. Neste período não é desejável qualquer tipo de apoquentação, seja trabalho, estudos ou até da política. Os portugueses bem precisam e merecem, muito mais a viver em crise.

No período de férias dos políticos, tribunais e até de jornalistas é usado o conceito anglo-saxónico Silly Season, que se caracteriza pela falta de notícias importantes e sérias, sendo os órgãos de comunicação social assaltados pela “falta de assunto”, por temas frívolos ou por assuntos requentados.

Em termos políticos, as nossas férias vão ser atacadas por diversos “obuses” de pólvora seca, que também poderão ser designados por “swaps”, “ações”, SLN ou BPN, para não falar da poluição provocada pelos pedidos de demissão de ministros e do governo. A somar a tudo isto, ainda vamos ter a campanha eleitoral para as autárquicas, que já se começa a sentir. Os partidos políticos vão ter de desdobrar-se entre “Universidades de Verão”, Convenções, apresentações de programas eleitorais e “rentrées”. Nenhum partido político vai fazer férias, para dar arranque à campanha eleitoral. Que chatice! Não vamos ter Silly Season.

As eleições autárquicas deste ano vão custar 14 milhões de euros, mais 3 milhões do que custaram as últimas legislativas. Este aumento é entendível e não deve ser comparável, pois são eleições muito diferentes e o processo de preparação das autárquicas é dos mais exigentes dos últimos anos devido às alterações que decorrem da reforma administrativa.

No passado mês de junho o Ministério da Administração Interna notificou mais de um milhão de eleitores de freguesias dos distritos de Aveiro, Beja, Castelo Branco, Faro, Setúbal e Viana do Castelo e os concelhos de Amares e Barcelos, no distrito de Braga. No mês de julho foram notificados outros 3,5 milhões de eleitores. Está prevista, no decorrer do mês de agosto e em setembro, uma campanha informativa em órgãos de comunicação social e em autocarros, com cartazes e folhetos informativos.

As eleições autárquicas vão-se realizar em 29 de setembro e os trabalhos técnicos estão dentro da normalidade e a decorrer no tempo previsto. A reforma administrativa alterou 2.008 freguesias, que diminuíram das atuais 4.259 para 3.091. A agregação de freguesias ocorreu em mais de 200 concelhos e alterou os limites de 50 freguesias de 13 concelhos. Em consequência, foi também modificada a situação eleitoral de perto de cinco milhões de eleitores. Apenas 46 concelhos não tiveram qualquer alteração de freguesias ou limites territoriais.

Como era previsível, tudo isto tem originado elevados custos e só demonstra que a (pseudo) reforma administrativa tem todos os ingredientes para ser um flop, quer em termos políticos, quer em termos financeiros. A oposição vai ter aqui um manancial para explorar. De “mão beijada”.

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 435

(A)Posta

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Sempre que se escreve sobre um assunto novo, tecnologia ou ciência, basicamente regista-se o estado do conhecimento naquele momento. Será algo muito comparável a uma fotografia. Se fotografarmos um automóvel em movimento, registamos um instante (de uma ação sempre em mudança). Os dicionários que encontramos nas feiras de velharias sofrem do mesmo mal quando no título apresentam: “Dicionário Moderno – 1975”!

Não entendeu? Então imagine que alguém lê este artigo daqui a 20 anos, numa época em que ninguém se alimenta de carne de origem animal. O que vai pensar o leitor “desse futuro”?

250.000 Libras (289.000€) é quanto custa o hambúrguer de 142g, criado em laboratório, utilizando células estaminais retiradas de um animal vivo. Supostamente as células são cultivadas (crescendo em finas lâminas), posteriormente são misturadas com gordura (produzida também em laboratório) e sumo de beterraba (para colorir a mistura de vermelho).

Este hambúrguer foi provado esta semana por algumas personalidades, que reagiram positivamente ao sabor, consistência, aroma e cor.

Para além da manobra publicitária ao poder da investigação, percebi que algo não fazia sentido. Defendiam, no texto que li, que esta nova técnica seria uma solução de produção de carne sem emissão de gases causadores de efeitos de estufa, entre outros. Ou seja, tradicionalmente, na engorda de vitelos, produz-se muito metano, que é nocivo à atmosfera (contribuindo para o aquecimento global). Estes gases deixam de ser gerados ao produzir carne em laboratório e com maior rapidez.

Pergunto eu: – Para se conseguir 250.000 Libras (que é o custo de desenvolvimento de um simples hambúrguer), não terá sido emitida uma quantidade maior de gases nocivos à atmosfera, do que os gerados ao alimentar um simpático vitelo?

Estamos perante um problema de insustentabilidade camuflada!

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Podemos considerar que ao cabo de cinco anos, as técnicas e as tecnologias irão permitir que o hambúrguer desça de preço. Mas será que na produção das máquinas, desenvolvimento, pesquisa e testes, a pegada de carbono acumulada, neste caso, não será grande demais?

Existe um prémio de um milhão de dólares para quem conseguir produzir carne de frango em laboratório, oferecido pela PETA (organização defensora do tratamento ético dos animais).

Se o ser humano necessita da carne devido ao seu conteúdo em aminoácidos, sais minerais, vitaminas e gorduras polinsaturadas, porque não utilizar um alimento que sempre existiu, é mais barato, não tem gordura, é saboroso e de fácil digestão: os cogumelos?

Se considerarmos que existem fungos (cogumelos) decompositores e que a sua ação está a acelerar um processo natural, produzindo alimento, percebemos que a natureza não está a ser “manipulada” e sim conduzida, no caminho mais benéfico ao ser humano. Não se trata de desenvolver em laboratório os alimentos, replicando a ação mais misteriosa (e talvez perigosa) da natureza, mas sim, deixar que ela faça o que sempre fez.

Na verdade, os entendidos afirmam que o consumo de carne vai duplicar nos próximos 40 anos e que se consomem 70% dos recursos agrícolas na sua produção.

Parece-me que estamos perante um movimento científico que tenta tratar os sintomas e não a doença… Quem é que nos educa na alimentação?

Qualquer que seja a solução, não acabem com a “posta”… seja ela “de Bacalhau” ou “à Mirandesa”!

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pedro sousa | APVC – Associação para a Protecção do Vale do Coronado.

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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Edição 435

Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado, fez balanço de mandato

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“A abertura da Quinta de S. Romão foi a concretização dos maiores anseios”

O presidente da Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado, Guilherme Ramos, avaliou o último mandato à frente da freguesia, que fica marcado pela abertura à comunidade da Quinta de S. Romão.

 

O Notícias da Trofa (NT): Como avalia a sua presidência na Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado?

Guilherme Ramos (GR): A minha presidência na Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado foi, tal como tem vindo a suceder ao longo dos últimos 12 anos, bastante positiva, com o êxito que todos os romanenses ansiavam e acreditavam ser mais uma vez concretizado.

Leia a reportagem completa na edição do jornal O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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