A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão associa-se às comemorações do centenário do nascimento do poeta Miguel Torga, com a apresentação da peça “O Paraíso”, pela companhia Jangada Teatro, nas próximas noites de sexta-feira e sábado, a partir das 21h30.

A peça “O Paraíso” foi escrita em 1949, por Miguel Torga, e traduz o início de uma via-sacra, em que o autor reconhece ter perdido a graça de não conhecer o mal, deixando de viver de olhos angélicos no seio da natureza. Adão é expulso do paraíso como resultado da ira de uma qualquer identidade ofendida. Adão representa o símbolo expiatório da condição humana degradada e degredada.

Miguel Torga, pseudónimo literário do médico Adolfo Correia Rocha, nasceu no dia 12 de Agosto de 1907 em S. Martinho de Anta, Trás-os-Montes, e morreu em Coimbra no dia 17 de Janeiro de 1995, tendo sido um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.

Miguel Torga foi autor de mais três dezenas de títulos de poesia, ficção e teatro, e foi o primeiro vencedor do Prémio Camões, o mais importante galardão literário da lusofonia.

A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da Natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da Natureza. Considerado por muitos como um avarento de trato difícil e carácter duro, fugiu dos meios das elites pedantes, dando consultas médicas gratuitas a gente pobre e sendo recordado pelo povo como um homem de bom coração e de boa conversa.

 

Ficha Técnica:

TEATRO

O PARAÍSO – Miguel Torga pela Jangada Teatro

Dias 9 e 10| 21h30 | grande auditório

Entrada: 7 euros

Texto: Miguel Torga; Espaço Cénico e Encenação: Carlos Lamego; Elenco: Faria Martins, Luiz Oliveira, Neusa Fangueiro, Patrícia Ferreira, Vítor Fernandes, Xico Alves Música Original: Tiago Conceição; Cenografia e Figurinos: Ângela C.; Desenho e Luz: Miguel Ângelo; Luminotecnia e Sonoplastia: Nuno Tomás