Editado pela Autarquia tirsense , com o apoio do Instituto Português dos Museus, este novo Catálogo descreve a história do Museu Municipal Abade Pedrosa, em Santo Tirso, e das suas actividades no domínio da investigação, da museologia, da divulgação cultural, do ensino e apoio da defesa do Património Cultural do Concelho de Santo Tirso. 

 O Catálogo do Museu Municipal Abade Pedrosa – Colecção Arqueológica – está estruturado em cinco capítulos (Apresentação; História da Instituição; Regulamento Interno do Museu Municipal; Instalações e O Patrono e sua Acção no Domínio da Arqueologia) e inclui ainda um Roteiro/Colecção composto pela identificação e caracterização de 351 peças (as mais importantes de um enorme espólio) e de cerca de 300 moedas, acompanhadas das respectivas imagens e desenhos. 

Na cerimónia de apresentação desta importante publicação, Castro Fernandes, o presidente da Edilidade Tirsense – que se fez acompanhar pela Vereadora da Cultura, Júlia Godinho e pelo autor do catálogo, Álvaro Moreira (chefe da Divisão de Património e Museus da Autarquia – começou por afirmar que o catálogo "surge como meio privilegiado de transmitir à comunidade um legado da sua história e do seu património, de valor científico e patrimonial incalculável", pelo que, uma das primeiras coisas que a Autarquia vai fazer agora "é enviar para as bibliotecas de todas as escolas do concelho (do ensino básico ao secundário, públicas e privadas) um exemplar deste importante veículo de informação". 

"Com a edição deste novo catálogo", lembrou, ainda, Castro Fernandes, "a Câmara Municipal de Santo Tirso reafirma a vontade de assumir as suas responsabilidades na preservação, valorização e divulgação do património arqueológico e arquitectónico do Concelho de Santo Tirso".  

E concluiu, anunciando em primeira mão a inauguração, a muito curto prazo, do Centro Interpretativo de Monte Padrão, em Monte Córdova e o arranque do projecto, provavelmente, pelas mãos do arquitecto Siza Vieira (já apalavrado mas ainda não formalizado), de um "centro interpretativo" para o Museu Internacional de Escultura Contemporânea. 

O Museu Municipal Abade Pedrosa, instalado na antiga ala conventual do mosteiro de São Bento, concretamente na antiga hospedaria, foi inaugurado no dia 10 de Março de 1989, após um longo período de reivindicações dentro da sociedade tirsense, para a concretização do sonho de abrir ao público um museu, na então Vila de Santo Tirso, onde pudesse albergar um considerável espólio arqueológico, reunido, essencialmente, por duas ilustres figuras tirsenses – primeiro pelo abade Joaquim Pedrosa, entre finais do século XIX e inícios do século XX, e depois por Carlos Faya Santarém, na década de 1950. 

A realidade seria efectivada ainda em 1985, pela Câmara Municipal de Santo Tirso, que assim começaria por assumir as suas responsabilidades na preservação e valorização do património histórico local, e cultural do concelho. Desde esta data que o Museu Municipal exerceria um conjunto de actividades no domínio da investigação, da museologia, da divulgação cultural, do ensino e da defesa do património cultural, objectivo que, deste modo, ficara deliberado em reunião camarária de 7 de Novembro desse ano. 

Nesta perspectiva, a Câmara Municipal de Santo Tirso assumiu o papel de promotora do museu e da investigação arqueológica, desenvolvendo parcerias com instituições científicas, nomeadamente, com a Universidade do Minho. 
 
 
 
 
 

Justificando o trabalho e o interesse da pessoa pioneira na salvaguarda e valorização do património arqueológico no concelho, a Câmara Municipal optou por adoptar o Abade Pedrosa – Joaquim Augusto da Fonseca Pedrosa – como patrono do Museu Municipal. 

Desde então – ou seja, nos últimos 17 anos – o Museu Municipal Abade Pedrosa, assentou a sua actividade pelo concelho, através da prospecção, intervenção e investigação nos sítios arqueológicos, procurando, consequentemente, devolver essa intensa e profícua laboração à comunidade, através da exposição permanente e divulgação do espólio, de forma organizada e comunicativa.  

Do acervo arqueológico destacam-se os materiais líticos do período Neolítico e Calcolítico provenientes de contextos funerários associados a expressões culturais vinculadas ao fenómeno megalítico; o conjunto de materiais cerâmicos e metálicos provenientes da necrópole do Corvilho, datada do Bronze Médio/Final; o espólio lítico, cerâmico, vítreo, metálico, numismático e osteológico proveniente do Castro do Monte do Padrão, cuja ocupação se desenvolve desde o Bronze Médio/Final ao início do séc. XVII; o espólio lítico, cerâmico, vítreo, metálico e numismático proveniente do Castro de Alvarelhos, cuja ocupação aqui representada se desenvolve desde o Bronze Final a meados do séc. V; o espólio cerâmico e vítreo da necrópole galaico-romana de Rorigo Velho e os monumentos epigráficos de S. Bartolomeu e Roriz