A última Assembleia Municipal (AM) de Santo Tirso ficou marcada pela ausência dos vereadores da oposição social-democrata e consequente polémica. De acordo com a Comissão concelhia do PSD, os quatro membros do executivo municipal não compareceram por não ter sido cumprido o prazo legal de envio das convocatórias (oito dias de antecedência).

"Só no dia 27 de Junho (um dia antes da sessão) os vereadores eleitos nas listas do PPD/PSD receberam a respectiva convocatória, que não foi em protocolo nem tão pouco em carta registada como, aliás, manda a lei", referem os sociais-democratas em nota de imprensa.Ainda assim, "o vereador João Abreu só no próprio dia [da sessão] tomou contacto com a convocatória", acrescenta o comunicado, sendo que "os vereadores José Luís Martins e José Maia nem sequer [a] receberam".

O líder do PSD tirsense, Alírio Canceles, considera a situação "politicamente intolerável" e refere que "ofende de forma grave os direitos da oposição". E indigna-se "Coloquei a questão no período antes da ordem do dia e a resposta foi o silêncio total".

O presidente da AM, Luciano Gomes (PS), desdramatiza a questão e sublinha que a mesma nunca havia sido levantada. "Não cumprimos desta vez como não teremos cumprido de outras. Por mero lapso", afirmou, ao JN. "Pelo facto de os serviços de apoio à Assembleia terem retido a convocatória para aguardar a junção da ordem de trabalhos, não respeitamos os oito dias", explicou, referindo que esta foi sendo sempre a norma. Embora admitindo tratar-se de uma "prática errada", o presidente da mesa, que não esteve presente na sessão, tendo sido substituído pelo primeiro secretário António Guedes, esclarece, no entanto, que a situação é "perfeitamente inocente". ACC/JN