Visíveis do caminho público e colocadas no terreno na Abelheira estão pelo menos quatro das seis placas que indicam zona de ensaios para estudo geológico dos terrenos. O PS da Trofa diz-se preocupado com as movimentações já que a Câmara da Trofa terá recebido um pedido para implantar ali um aterro, uma fábrica de produção de fertilizantes e uma outra de produção de gás.

As placas sinalizadoras colocadas há poucos dias no terreno, próximo da zona industrial da Abelheira e paredes meias com zona habitacional estão a inquietar moradores e empresários, que temem pelo futuro.
O candidato do PS à Câmara, Amadeu Dias, alertou, esta terça-feira, para a realização dos ensaios para estudo do solo, na Abelheira, freguesia de Bougado, num local para onde a Câmara da Trofa terá recebido um pedido para instalar um aterro, uma unidade de produção de gás de síntese e uma unidade de fertilizantes.
Alertados para a colocação de placas que indicam a realização de ensaios para estudo do solo, associadas a legislação sobre resíduos perigosos, os candidatos do PS quiseram ver com os seus próprios olhos e confirmar se estão ou não no terreno.


O candidato do PS foi mais longe e afirmou que “a Câmara da Trofa recebeu um pedido para a construção no lugar da Abelheira, em Bougado, de uma unidade industrial para a produção de gás de síntese, uma para produção de fertilizantes e para a construção de uma unidade de confinamento de resíduos, ou seja, mais um aterro. Fomos confrontados agora com o início dos trabalhos de estudo do solo do terreno aqui na Abelheira, o que nos deixa e aos moradores e empresários, nomeadamente da Abelheira, muito preocupados com o futuro”.
O candidato socialista exige a verdade sobre o pedido que deu entrada na Câmara da Trofa para licenciamento de unidades de tratamento de resíduos, garante que não admitirá que “os trofenses voltem a ser enganados por este executivo” e considera “imperioso” esclarecer habitantes e empresários.
Amadeu Dias acusa o presidente da Câmara da Trofa de não falar verdade aos trofenses quer relativamente “ao aterro da Resinorte, a instalar em Covelas, e que continua previsto em orçamento e plano de atividades de 2022 pela empresa, que ainda não veio até agora a público dizer que não vai construir na Trofa”.
O NT e a TrofaTv contactaram a Câmara Municipal da Trofa, mas não obteve qualquer esclarecimento.