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PS considera que presidente da Câmara “enganou população” e não tem condições para governar

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“Acho que ficou claro para os trofenses quem enganou os trofenses”. Foi desta forma que o Partido Socialista da Trofa, pela voz do vereador Amadeu Dias, reagiu às últimas informações tornadas públicas acerca do processo da construção de um aterro sanitário na freguesia de Covelas.

Em causa estão documentos assinados pelo presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, a solicitar à CCDR-N a desafetação de uma área de terreno da Reserva Ecológica Nacional, de 6,8 hectares totalmente incluídos na tipologia cabeceiras de linha de água, na zona onde a Resinorte pretende construir o aterro.

Para fundamentar este pedido, é salientado que, com vista a esta pretensão, a Câmara Municipal da Trofa promoveu uma alteração ao regulamento do Plano Diretor Municipal, num procedimento que, para os socialistas, demonstra que o presidente da Câmara “manipulou” a população.

“Como é que alguém que inicia um processo em 2019, faz um pedido de desafetação de terrenos da REN em 17 de fevereiro de 2020, sustentando esse pedido com o culminar de um contrato de compromisso com a Resinorte, vem depois dizer que é contra o aterro? Só pode ser para enganar e manipular a população até às eleições”, referiu Amadeu Dias, numa conferência de imprensa realizada junto ao terreno onde estava prevista a construção do aterro.

Amadeu Dias considera que está aqui a explicação para o facto de o pedido de acesso aos documentos relativos a este processo ainda não ter sido atendido pela autarquia: “Até hoje não obtivemos resposta. Tivemos, sim, uma abertura por parte do vice-presidente da Câmara, que disse que poderíamos pedir, em sede de Câmara, alguns documentos, porque outros eram confidenciais e está mais do que provado por que é que alguns eram confidenciais”.

Com a prova de que, ao contrário do que disse, Sérgio Humberto e a Câmara Municipal envidaram esforços no sentido de concretizar o projeto do aterro sanitário, Amadeu Dias defende que o presidente da Câmara não tem condições para governar e que se exige, “no mínimo”, um “pedido de desculpas público aos covelenses e a todos os trofenses”.

Os socialistas reclamam ainda uma ação por parte das comissões políticas concelhias do PSD e do CDS. “É muito difícil acreditar que, pelo menos, o presidente do PSD Trofa, que é adjunto do presidente da Câmara e trabalha diariamente com ele, não soubesse do que se está a passar. Se asssi é, o presidente de Câmara não só engana os trofenses, como ludibria e engana os seus colegas de partido”, sublinhou.

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O NT sabe que o parecer desfavorável da CCDR-N ao pedido de licenciamento do aterro sanitário surgiu dias depois de uma comunicação da câmara municipal a solicitar a esta entidade para aguardar pela nova designação do solo prevista na nova versão do Plano Diretor Municipal, cujos trabalhos de alteração decorrem, deixando em aberto a possibilidade de voltar a formalizar o pedido.

O NT pediu uma reação ao presidente da Câmara Municipal da Trofa à posição do PS Trofa, mas até ao momento não obteve resposta.

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Trofa

Escrita com Norte – (Des)Apropriação cultural

Como penso que nem sempre a maioria tem razão e tendo prestado atenção às denúncias desta minoria “bem” pensante e progressista, abandonei os meus conceitos, que no meu dia-a-dia me esforçava por aplicar, de partilha e comunhão, certamente conceitos obscuros e com cheiro a mofo.

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Dior acusada de “apropriar-se culturalmente de saia chinesa”, escolhas de roupa e acessórios usados em festivais demonstram insensibilidade cultural, regressar ao passado e ver sinais de apropriação cultural em Elvis Presley, jovem com cancro acusada de apropriação cultural por usar turbante em vez de lenço,…, Rita Pereira acusada por usar um penteado de origem africana e cantar uma música sobre racismo,…

Como penso que nem sempre a maioria tem razão e tendo prestado atenção às denúncias desta minoria “bem” pensante e progressista, abandonei os meus conceitos, que no meu dia-a-dia me esforçava por aplicar, de partilha e comunhão, certamente conceitos obscuros e com cheiro a mofo. Desde já quero pedir perdão às pessoas de todas as cores, sexo, tendências, políticas ou sexuais, condição social e, muito em particular, ao Batatinha, porque em miúdo teimava em disfarçar-me de palhaço (sem grande esforço), que foram alvo destas minhas manias.
Hoje, saí de casa decidido a ser uma pessoa melhor, sendo intransigente com qualquer tipo de apropriação cultural.
Tinha alguns sítios aonde ir antes do almoço, o primeiro deles tomar café. Ao passar próximo da casa dos Akello, meus vizinhos africanos, ele estava a aproveitar o dia de sol de inverno e a assar sardinhas com pimentos, ao som de Caetano Veloso.
(Aquela família tem bom gosto músical)
Cumprimentei o vizinho e fiquei a apreciar o cheiro da sardinha e o bom som, mas lembrei-me da péssima pessoa que estava a ser e comecei a espumar de indignação.
Peguei num balde de água e despejei-o em cima das brasas acusando o meu vizinho africano de apropriação deste prato tipicamente português e uma das nossas sete maravilhas gastronómicas e de insensibilidade, por a sardinha simbolizar a pobreza em que os nossos pais e avós viveram, em que uma era dividida por quatro.
Antes de me ir embora, atirei-lhe – Faz uma Muamba de Galinha.
(Custou-me. A minha vontade era ensinar-lhe como manter as brasas “vivas”)
Na porta ao lado, onde mora uma família de brasileiros, denunciei o vizinho africano, por estar a ouvir Caetano. Reginaldo, sentindo a sua cultura insultada, em jeito de vingança, pôs bem alto no seu gira-discos, Cesária Évora.
Depois do café, passei no supermercado…tinha que comprar canela. Ao tirar um saco da prateleira levo um chapadão. Kamal, imigrante do Sri Lanka, de turbante, olha-me com expressão reprovadora e diz-me:

  • ඔබ සංස්කෘතික අසංවේදීත ාවයකින් පෙළෙනවා (És de uma insensibilidade cultural arrepiante)!
    Envergonhado, comprei algo muito português, três azulejos, para não correr riscos.
    Ainda não suficientemente redimido pela minha falha grave para com o cidadão Cingalês,… (Como me foi passar pela cabeça comprar canela)
    …fui cortar o cabelo. Zé Manel, o cabeleireiro, pergunta-me:
  • Queres um corte todo “man”, rapadinho dos lados e uma crista, tipo índio?
  • Tu está tolo!!! Trata-te, Zé Manel! – e prossigo – Quero um corte curtinho e risca ao lado.
    (Custou-me. A minha vontade era experimentar alisar o cabelo)
    Novamente de bem comigo, enquanto caminho pela rua chamo a meia dúzia de brancos de “opressores culturais” e a meia dúzia de não brancos de “oprimidos”, dando-lhes força para o que quer que seja!
    Ao atravessar o parque, encontro o Peres, o meu amigo negro mais antigo, que gosta muito do carnaval, e quando termina um, começa logo a pensar no próximo.
  • Calheiros, no próximo Carnaval, vou disfarçar-me de Mimo. Vou pintar a cara de bran…
  • TU NEM TE ATREVAS…
    (Curioso, quando imbuidos deste espírito de “defensores culturais”, o ódio e indignação começam a manifestar-se de uma forma muito natural)
    …LEVAS COM UMA MANGUEIRADA DE ÁGUA NAS FUÇAS!
    (Custou-me. A minha vontade era a de lhe dizer, que se precissase de maquilhagem, eu tenho uma lá em casa muito boa)
    Entro em casa.
  • Trouxeste a canela?
  • Não. Trouxe três azulejos.
  • Não havia canela?
  • Havia. Não podia era insultar as pessoas!!!

Abdiquei do valor da partilha, que aproxima e une, a favor do obscurantismo disfarçado de pensamento progressista, que separa e tribaliza.

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Bênção das Grávidas no dia 8

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A 8 de dezembro, há bênção das grávidas nas paróquias de S. Martinho de Bougado e S. Romão do Coronado.

Segundo os boletins paroquiais, a primeira convida grávidas e seus companheiros a participar na celebração, que terá lugar às 11h00, na Igreja Nova, integrada na celebração da eucaristia dominical. Podem inscrever-se na secretaria paroquial ou então basta aparecerem no dia um pouco antes, pois haverá lugares reservados na Igreja.


Em S. Romão, a bênção acontece às 10h00, na eucaristia realizada na Igreja Paroquial. As grávidas interessadas devem inscrever-se junto do pároco, ou dos elementos da Pastoral Familiar ou do sacristão.
Antigamente, o Dia da Mãe era celebrado a 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição.

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