Mais de 22 mil trofenses dirigiram-se às urnas no passado domingo para decidir o futuro de Portugal. A votação dos eleitores na Trofa ditou a vitória do PS em sete das oito freguesias do concelho, e apenas no Muro se registou um empate técnico entre o PS e o PSD.

O PS foi o vencedor das eleições Legislativas no concelho da Trofa com 41,79 por cento dos votos, seguido pelo PSD com 32,49 por cento e o CDS-PP com 10,54 por cento. Já o BE conquistou 6,71 por cento, tendo o PCP ficado pelos 3,64 pro cento.

O voto eleitoral decorreu normalidade em todas as freguesias do concelho da Trofa, garantiu ao NT/TrofaTv, António Pontes, representante da autarquia da Trofa. “Foi um dia vivido em plenitude no que diz respeito à participação do povo”, afirmou.

Quanto ao número de votantes que nestas legislativas não foram às urnas, apesar da abstenção ter subido cerca de 2 por cento na Trofa, a percentagem foi inferior ao resultado nacional (30,63 por cento). Para António Pontes este facto foi motivo de satisfação e quanto à abstenção ter subido, em relação há quatro anos, poderá ser explicada pelo facto de os cadernos eleitorais que “ainda podem não estar completamente limpos dos eleitores-fantasma”.

eleicoes-1

Depois dos votos contados a hora era de festa na sede de campanha do PS Trofa e para Joana Lima, presidente da concelhia, o resultado mostrou que “os trofenses souberam reconhecer o trabalho de José Sócrates”. “Todos os portugueses e os trofenses em particular reconheceram que o importante para o país seria dar uma vitória clara a uma pessoa forte, dinâmica e determinada que leve o país onde é preciso”, afirmou. Para Joana Lima “os trofenses reconheceram a obra feita pelo Governo Socialista e não houve nenhum governo na história que tivesse investido na Trofa como neste mandato”.

Para a socialista, a vitória do PS nas legislativas serve de ânimo para o resultado do dia 11 de Outubro. “Tenho a certeza que a mudança está no ar e ganhando o governo socialista é sinal que a Trofa vai ganhar comigo à frente do projecto”, assegurou, sublinhando que o resultado no domingo foi “inédito e inequívoco”. “A Trofa nunca teve uma votação superior à nacional”, salientou.

Já António Pontes, represente do PSD Trofa, reconheceu a subida dos votos no PSD e realçou a perda da maioria absoluta do PS. “Os resultados indicam que houve uma dispersão de votos quer do PSD, quer do PS, em que perderam para partidos que estão ao lado no espectro político”, considerou.

Seguro do trabalho desenvolvido pelo PSD no concelho, Pontes considera que o resultado do passado domingo não deverá influenciar o das eleições autárquicas. “Estou convencido que os actos eleitorais das autárquicas e legislativas fossem hoje aqui na Trofa os resultados para as eleições legislativas iriam serem completamente diferentes dos que se verificariam na eleições autárquicas”, acrescentou.

Já o PCP alcançou os objectivos traçados de retirar a maioria absoluta ao PS e evitar a subida pretendida dos partidos de direita. “Os valores da CDU estão dentro dos valores que habitualmente temos tido no concelho, o que é sinal de que temos ainda um trabalho muito longo pela frente, temos que fazer com que as pessoas percebam que é importante e possível votar na CDU para a ruptura destas políticas”.

Para o responsável da CDU a descida dos votos na CDU a nível nacional pode ser explicada com a diferença de tratamento jornalístico por parte da comunicação social. “Enquanto as iniciativas da CDU ao longo da campanha eram tratadas displicentemente com algumas nota de rodapés, quase tudo do BE e do CDS era tratado com a importância que muitas vezes não merecia”, referindo-se aos orgãos de comunicação nacionais

Na sede de campanha dos CDS-PP da Trofa, o sentimento também era de satisfação, uma vez que o partido se assumiu como a terceira força política do país. “Toda a gente dizia que o BE era a terceira força a nível nacional, hoje verificou-se aquilo que as sondagens sempre mentiram ao nível do CDS e continuam a mentir”, frisou Paulo Serra, representante do CDS Trofa.

O centrista salientou ainda o grande número de votos dos jovens trofenses no CDS-PP. “Verificou-se a nível nacional e nível local que tivemos uma forte votação na juventude, isto é prova de que a juventude está do nosso lado, que sabe escolher e sabe o país em que quer viver”, avançou.

A campanha para as autárquicas começou oficialmente na passada segunda-feira, estando as eleições marcadas para o dia 11 de Outubro.