No Dia Internacional da Proteção Civil, que se comemora a 1 de março, o comandante Operacional Distrital do Porto da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) esteve na Trofa para falar sobre “a intenção deste dia”.

Subordinada ao tema “O papel da Proteção Civil e das instituições nacionais para uma gestão mais eficiente das catástrofes”, a Câmara Municipal da Trofa promoveu uma sessão no Monte de S. Gens com os agentes da Proteção Civil do concelho. Segundo o tenente-coronel Carlos Alves, comandante Operacional Distrital do Porto da ANPC, com esta temática espera-se que “a comunidade esteja ciente de que é um esforço conjunto e que não deve haver barreiras entre instituições, porque, em situações de crise, toda a ajuda é pouca”.
O comandante Operacional Distrital frisou que a “Proteção Civil começa em cada um de nós, enquanto cidadãos”, sendo que “o nosso papel é importantíssimo tanto como indivíduo ou inserido na nossa comunidade”, pois, “se não usarmos de situações de risco, muitas das situações podem ser acauteladas ou nem sequer acontecem”. Por isso, o tenente-coronel Carlos Alves aconselha a comunidade a “não pôr a própria vida em risco”, a “não fazer fogueiras quando não é permitido”, a “não passear à beira-mar quando há ondulação forte”, a “não frequentar zonas de cheias quando há probabilidade de cheia, principalmente em zonas que, historicamente, já sabemos que estão sujeitas a isso”, e a “não passear pelas florestas com ventos fortes”. “Se não usarmos comportamentos de risco vamos evitar que haja ocorrências grandes que nos ponham em risco e ao resto da população”, completou.
Aproveitando a visita do comandante Operacional Distrital, a Câmara Municipal da Trofa marcou o início da requalificação da torre de vigia instalada no Monte de S. Gens, que foi consumida pelas chamas a 8 de outubro. O vereador com o pelouro da Proteção Civil, Sérgio Araújo, afirmou que decidiram marcar este dia desta “forma simbólica”, tendo promovido, “juntamente com a Proteção Civil, variadíssimas atividades no que diz respeito à prevenção e à sensibilização, junto das escolas”. Além disso, Sérgio Araújo declarou que “alargaram o horário até às 21 horas, para fazer face às situações que ocorrem”, mantendo “os telefones sempre ligados mesmo depois do horário”.