O Projecto Trofa – Concelho para Investir com Responsabilidade Social pretende ser o novo meio da autarquia trofense para atenuar as necessidades das empresas do concelho e fazer face conjuntura de desaceleração económica.

“Face à crise económica que o país atravessa, entendemos por bem antes de mais avaliar a real situação económica do nosso concelho e das empresas, mas sobretudo também dar a conhecer a todos os trabalhadores as respostas sociais que temos, as almofadas que temos para diminuir as situações de desemprego e de dificuldade social”, anunciou Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, em conferência de imprensa na passada segunda-feira.

O apoio activo da Câmara Municipal da Trofa, em colaboração com a AEBA, passa pelo recurso aos vários instrumentos disponibilizados pela autarquia, a começar pela Loja Social, que se apresenta com uma “primeira porta para a situação de desemprego ou de alguma questão social inerente a um baixo rendimento ou a ausência de rendimento”, de acordo com Bernardino Vasconcelos. Em parceria com a Associação para o Desenvolvimento Social do Ave, surge o Gabinete de Apoio ao Emprego e Empreendedorismo, que “tem como finalidade o apoio à colocação no mercado de trabalho por conta de outrem, das pessoas desempregadas, e também uma vertente de formação para qualificar melhor os empregados”. “Temos ainda um outro Gabinete, que é o Gabinete de Apoio ao Micro-Empresário, com a colaboração da Associação Nacional do Direito ao Crédito, no sentido de promover junto dos desempregados, sobretudo das mulheres, a possibilidade de recorrer ao crédito para desenvolverem a sua micro-empresa”, acrescentou o edil.

Por fim, o Gabinete do Endividamento, que presta apoio às pessoas junto das entidades bancárias que, perante situações dramáticas, não têm possibilidade de dar resposta financeira aos seus compromissos.

Questionado sobre a possibilidade da autarquia reduzir as taxas cobradas às micro e médias empresas, Bernardino Vasconcelos garantiu que essa é uma medida a tomar. “Em relação à promoção do novo investimento no concelho temos condições atractivas, que é a redução de taxas”, avançou o edil. “Mantendo-se a situação económica, temos que reduzir as taxas, na área da derrama por exemplo, nas próprias taxas da publicidade, no sentido de diminuir a carga de encargos das empresas”, acrescentou.

O novo projecto da autarquia de visita às empresas e criação de políticas de incentivo às mesmas irá contar com a colaboração estreita da AEBA. “Aproveitando a boleia, vamos às PME’s que ainda não são associadas dizer que existimos e que estamos a fazer um trabalho com um esforço enorme”, afirmou António Pontes, presidente da AEBA. “Primeiro na recuperação de alunos que falham nas escolas oficiais e que estamos a recuperar com muito êxito, em segundo agarrar nos homens que possuem a sua licenciatura e a sua formatura e que infelizmente têm dificuldades”, adiantou Pontes, salientando que a AEBA colocou 30 licenciados a realizar estágios em 30 empresas, dos quais 85 a 90 por cento ficaram empregados nessas mesmas empresas.

Relativamente à crise que se vive no país e na região do Norte, Manuel Pontes classificou de “tragédia” a situação de desemprego no Vale do Ave e atribuiu o maior problema à “desqualificação das pessoas”. No entanto, o presidente da AEBA desvalorizou o número de encerramento de empresas até agora registados. “Felizmente tem havido alguns encerramentos pouco significativos, tem havido mais é os lay-off’s, através dos quais mandaram 20 ou 30 por cento dos trabalhadores para casa durante alguns meses”, considerou, acrescentando que “a Trofa tem problemas sociais, mas os concelhos limítrofes têm-nos muito mais graves e em quantidade” concluiu.